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“É a diversidade que deve ser salva. É necessário, pois, encorajar as potencialidades secretas, despertar todas as vocações para a vida em comum que a história tem de reserva; é necessário também estar pronto para encarar, sem surpresa, sem repugnância e sem revolta, o que estas novas formas sociais de expressão poderão oferecer de desusado. A tolerância não é uma posição contemplativa dispensando indulgências ao que foi e ao que é. É uma atitude dinâmica, que consiste em prever, em compreender e em promover o que se quer ser.” (LÉVI-STRAUSS, C. “Raça e História”. In: Antropologia Estrutural Dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1993.)
Lévi-Strauss escreveu “Raça e História”, a pedido
da UNESCO no contexto pós-Segunda Guerra
Mundial, defendendo a diversidade cultural como
um grande patrimônio e para pôr fim à ideia de
superioridade por parte de alguns povos. Nesse
sentido, o estudo das culturas e povos diferentes
que a antropologia fez ao longo de sua história é de
fundamental importância. E o entendimento desses
povos e/ou culturas diferentes só é possível graças
ao desenvolvimento de um método muito típico da
antropologia. Este método é o:
Em relação aos conhecimentos tradicionais dos povos do semiárido e suas aplicações para o desenvolvimento regional, julgue o item a seguir.
A instituição do fundo de pasto, área de pastoreio comum concedida a vaqueiros e às suas famílias pelos senhores detentores de terras durante os séculos XVIII e XIX, representa um mau exemplo de aproveitamento de recursos naturais, por não oferecer resultados imediatos de engorda dos animais.
Para Lakatos (1999), processo cultural é a maneira, consciente ou inconsciente, pela qual as coisas se realizam, se comportam ou se organizam, apresentando peculiaridades em cada uma de suas formas. Assinale as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Mudança cultural é qualquer alteração na cultura, sejam traços, complexos, padrões ou toda uma cultura, que pode acontecer com maior ou menor facilidade, dependendo do grau de resistência ou aceitação. Vários são os fatores que podem expressá-la: o aumento ou diminuição da população, as migrações, os contatos com os povos de culturas diferentes, as inovações científicas e tecnológicas, as catástrofes, as depressões econômicas, as descobertas fortuitas, a mudança violenta de governo, dentre outros.
( ) Aculturação é um processo na dinâmica cultural, em que os elementos ou complexos culturais se difundem de uma sociedade e outra. Quando as culturas são vigorosas tendem a se estender a outras regiões. Pode realizar-se por imitação ou estímulo, dependendo das condições sociais, favoráveis ou não. As condições geográficas e o isolamento são fatores de impedimento.
( ) Difusão cultural é a fusão de duas culturas diferentes que entrando em contato contínuo originam mudanças nos padrões da cultura de ambos os grupos. Pode abranger numerosos traços culturais, apesar de, na troca recíproca, acontece de um grupo dar mais e receber menos. Com o passar do tempo, as culturas fundem-se para formar uma sociedade é uma cultura nova.
( ) A endoculturação é processo de aprendizagem e educação em uma cultura desde a infância. Nela também se inclui o processo da enculturação que estrutura o condicionamento da conduta, dando estabilidade à cultura. Ninguém aprende toda a cultura em que está inserido, mas está condicionado a certos aspectos particulares da transmissão de seu grupo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Uma importante maneira de se tratar de identidade e diferença culturais é uma análise sobre os dicionários de falares regionais no Brasil. Contudo, essa tentativa de demonstrar identidade e diferença através de padrões linguístico-comportamentais coletivos pode silenciar aspectos socioculturais, históricos e ideológicos relevantes (LIMA, 2003). Em específico, os dicionários de “cearês” ou de “cearensês” potencialmente podem reforçar um “preconceito linguístico em forma de humor”, por exemplo, mesmo que isso certamente não seja o objetivo dos dicionaristas. Termos ou expressões como “vixe”, “macho véi”, “arriégua”, “baqueado”, “pegar o beco”, “salga”. “se abrir”, “mago réi”, “sibite”, “quedê”, “dordói”, “estalicido” podem reforçar preconceitos velados ou mesmo explícitos com os que assim falam fora do padrão da norma culta da língua portuguesa. E é de notoriedade pública que esse “jeito de falar” demonstrado por tais expressões ou palavras é bastante usado em filmes, novelas e séries que retratam os nordestinos e, no caso em pauta, o Ceará. Assim, se por um lado, tais expressões ou termos servem para trazer à tona uma “identidade cearense” diante de outras identidades socioculturais e locais do Brasil, por outro lado, elas podem trazer efeitos de sentido inconscientemente indesejáveis.
LIMA, Nonato. “Os dicionários do Ceará” In: CARVALHO, Gilmar de. (Org.). Bonito Pra Chover – ensaios sobre a cultura cearense. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2003.
Acerca do exposto, avalie as seguintes proposições:
I. O problema não é denunciar os dicionaristas, mas apontar que o ato de fala também se realiza sob determinações inconscientes e ideológicas.
II. Os filmes e novelas que retratam o Nordeste e usam esses “termos nordestinos” estão esforçados em evitar todos os preconceitos velados.
III. Existem, subjacentes a esses dicionários de falares locais, ideias que podem estigmatizar um “jeito de falar” e, até mesmo, as identidades regionais.
IV. A “identidade cearense” que emerge dos dicionários é a do “Ceará moleque”, que, de modo gaiato, demonstra não haver preconceitos no estado.
É correto o que se afirma somente em