Os itens a seguir apresentam trechos, sucessivos e adaptados, de um texto publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 26/3/2010. Supondo que tais trechos possam compor uma correspondência oficial, julgue-os com base nas normas para a redação de comunicações oficiais.
Há uma clara relação entre urbanização e desenvolvimento nas grandes cidades dos países emergentes, mas sempre acompanhada de diferenças sociais decorrentes da incapacidade de vencer desafios como a ampliação da infraestrutura e dos serviços, o gerenciamento de situações de risco, garantias de segurança pública e de proteção ao meio ambiente.
A eficácia da comunicação oficial depende basicamente do uso de linguagem simples e direta, chegando ao assunto que se deseja expor sem passar, por exemplo, pelos atalhos das fórmulas de refinada cortesia usuais no século passado. Ontem o estilo tendia ao rebuscamento, aos rodeios ou aos circunlóquios; hoje, a vida moderna obriga a uma redação mais objetiva e concisa.
Considere-se, entretanto, que não há uma forma específica de linguagem administrativa, mas, sim, qualidades comuns a qualquer bom texto, seja ele oficial ou literário, aplicáveis à redação oficial: clareza, coesão, concisão, correção gramatical. Além disso, merecem destaque algumas características peculiares identificáveis na forma oficial de redigir: formalidade, uniformidade e impessoalidade.
Considerando as informações veiculadas no texto acima e os elementos fundamentais das práticas de redação oficial, julgue os itens de 13 a 15, conforme o Manual de redação oficial do TCDF.
O trecho a seguir está em desacordo com o requisito da correção gramatical necessário às comunicações oficiais: Mesmo antes dessas exigências serem expostas, o Órgão manifestou-se contrário à sua regulamentação.
Dadas as afirmativas acerca de Correspondência e Ortografia
Oficial,
I. Para autoridades como Presidente da República e/ou
Governadores de Estado, deve-se empregar o pronome de
tratamento Vossa Excelência.
II. Em ofícios dirigidos ao Prefeito Municipal, deve-se usar o
vocativo Senhor Prefeito.
III. Em casos de correspondências encaminhadas ao Prefeito
Municipal, deve-se utilizar o fecho “Aproveito a oportunidade
para apresentar (ou renovar) a Vossa Excelência os protestos
da minha alta estima e mui distinta consideração”.
IV. Em comunicações oficiais, para autoridades de mesma
hierarquia ou de hierarquia inferior, deve-se usar o fecho
“Atenciosamente”.
Paula Fernanda iniciou recentemente suas atividades no departamento de redação
oficial de uma determinada prefeitura municipal. Sua função principal é analisar e corrigir os
documentos redigidos pelos secretários. Sendo assim, ao analisar diversos ofícios redigidos pelo
secretário da educação, identificou que um deles apresentava erro em relação a pronomes de
tratamento. Com base nas normas de redação oficial, assinale a alternativa em que consta o erro
identificado pela revisora.
Dentre as características que os documentos oficiais
seguem, destacamos clareza e precisão, que constam
na redação oficial. O ofício é uma correspondência oficial
e, assim:
Fonte: Manual de Redação da Presidência da República.
O Secretário Administrativo da Prefeitura Municipal de
Itambé pretende adquirir um documento da Câmara Municipal do município para averiguar o quantitativo de vagas existente no quadro de funcionários da Prefeitura com o objetivo
de realizar um concurso público. Neste caso, ele emitirá
um(a):
Cada item que se segue apresenta um trecho de texto
reproduzido da Internet (http://portal.mec.gov.br), e adaptado para
constituir parte de uma correspondência oficial do tipo ofício,
devendo ser julgado certo se estiver de acordo com os requisitos
gramaticais para esse tipo de correspondência, ou errado, em caso
contrário.
Em complementação às informações de correspondência anterior, vimos acrescentar que foram adquiridas obras de todas as disciplinas para todos os alunos do ensino médio, em um total de 91,7 milhões de exemplares, e outros 70,7 milhões de unidades de reposição e complementação para o ensino fundamental. No total, o governo federal comprou 2.108 títulos diferentes para as duas etapas de ensino. Esclarecemos que, a partir da assinatura de contrato com o FNDE, sua editora deve começar a produzir os livros, que serão entregues nas escolas públicas de todo o país antes do começo do próximo ano letivo. Cada exemplar deve ser aproveitado por três anos, sendo passado de um estudante a outro ao final de cada período letivo. A exceção fica para os livros consumíveis de alfabetização dos anos iniciais do ensino fundamental, que não precisam ser devolvidos.