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Observe a seguinte notícia: “O total de pessoas encarceradas no Brasil chegou a 726.712 em junho de 2016. Em dezembro de 2014, era de 622.202. Houve um crescimento de mais de 104 mil pessoas. Cerca de 40% são presos provisórios, ou seja, ainda não possuem condenação judicial. Mais da metade dessa população é de jovens de 18 a 29 anos e 64% são negros. [...] Os crimes relacionados ao tráfico de drogas são os que mais levam as pessoas às prisões, com 28% da população carcerária total. Somados, roubos e furtos chegam a 37%. [...] Quanto à escolaridade, 75% da população prisional brasileira não chegaram ao Ensino Médio. Menos de 1% dos presos tem graduação”.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL, 08/12-2017. Em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017- 12/populacao-carceraria-do-brasil-sobe-de-622202-para726712-pessoas
As informações apresentadas na notícia acima podem ser pensadas filosoficamente tomando-se por base
I. Foucault e sua teoria dos dispositivos disciplinares do poder.
II. Marx e sua teoria do Estado como instrumento da classe dominante.
III. Maquiavel e sua teoria do poder do príncipe.
IV. Aristóteles e seu conceito de justiça distributiva.
Estão corretas somente as complementações contidas
em
Maquiavel, filósofo que viu a fragmentação da Itália, dividida em reinos, repúblicas, ducados e Igreja, escreveu, em 1513, a obra O príncipe. O objetivo de resolver os problemas de seu tempo conduziu o filósofo a uma nova concepção de política e de sociedade. Tal concepção rompe com a política tradicional.
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ARANHA, M.; ARRUDA, M. Introdução à filosofia.
São Paulo: Moderna, 2009, com adaptações.
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Assinale a alternativa que expressa corretamente o pensamento político de Maquiavel.
Leia com atenção o texto abaixo.
A finalidade da política não é, como diziam os pensadores gregos, romanos e cristãos, a justiça e o bem comum, mas, como sempre souberam os políticos, a tomada e manutenção do poder. O verdadeiro príncipe é aquele que sabe tomar e conservar o poder [...].
(CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000, p. 396.)
A respeito das qualidades necessárias ao príncipe maquiaveliano, é correto afirmar:
A partir do século XIII, a Europa empreendeu um processo intenso de centralização política, que logo permitiu que alguns países se unificassem e criassem uma mentalidade política nova. Suíça, Portugal e Inglaterra foram os primeiros, mas logo a França e a Espanha também conseguiram formar entidades políticas unificadas, conhecidas como Estado Nacional. A Itália, no século XIV, começou ter vários problemas, comprometendo a independência dos Estados italianos, em razão da força dos seus vizinhos. Apesar de ser a região mais rica da Idade Média, com suas cidades comerciantes, como Veneza e Gênova, não conseguiu seguir um processo de unificação nacional. Existia uma grande frustração, no século XVI, por conta da ausência de uma Itália unificada.
A Itália estava desunida, e em decadência social, apenas meios políticos poderiam salvá-la. A quem caberia esta missão? Ao Principado ou à República? É esse cenário que Maquiavel irá problematizar em sua teoria política, especialmente no obra "O príncipe". A teoria política de Maquiavel constitui um marco inestimável na trajetória da ciência política universal. Entre as máximas que compõem a base de seu pensamento está: