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Descartes e Kant podem ser acomodados sob uma mesma tradição racionalista. Entre Descartes e Kant, porém, houve a interposição de vários importantes filósofos empiristas. O aparecimento desses filósofos empiristas implicou em inúmeras alterações, por Kant, da filosofia cartesiana. Com relação às alterações feitas ou não por Kant com respeito à filosofia cartesiana, julgue o item subsequente.
Assim como Descartes, Kant usa o método dedutivo para
chegar às suas conclusões acerca do entendimento
humano, de suas capacidades e alcances.
Maquiavel, filósofo que viu a fragmentação da Itália, dividida em reinos, repúblicas, ducados e Igreja, escreveu, em 1513, a obra O príncipe. O objetivo de resolver os problemas de seu tempo conduziu o filósofo a uma nova concepção de política e de sociedade. Tal concepção rompe com a política tradicional.
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ARANHA, M.; ARRUDA, M. Introdução à filosofia.
São Paulo: Moderna, 2009, com adaptações.
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Assinale a alternativa que expressa corretamente o pensamento político de Maquiavel.
“Não desconheço que muitos têm tido, e têm, a opinião de que as coisas do mundo são governadas pela fortuna e por Deus, de modo que a prudência dos homens não as poderia corrigir nem lhes ofertaria algum remédio. Dessa maneira, poder-se-ia pensar que ninguém deve se importar muito com elas, deixando-se simplesmente reger pela fortuna. Essa opinião é muito aceita na nossa época, pela grande variação das coisas, o que se percebe diariamente, fora de toda conjuntura humana. Em algumas ocasiões, quando considero o assunto, tendo a aceitá-lo. Apesar disso, e uma vez que nosso livre-arbítrio permanece, acredito poder ser verdadeiro o fato de que a fortuna arbitre metade de nossas ações, mas que, mesmo assim, ela nos permita governar a outra metade quase inteira” (MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. São Paulo: Nova Cultural, 2000).
O trecho apresentado sintetiza a visão de mundo do autor, de modo a entender que:
No livro IV de sua Metafísica, Aristóteles afirma: “De fato, quem diz que tudo é verdadeiro, afirma também como verdadeira a tese oposta à sua; do que segue que a sua não é verdadeira (dado que o adversário diz que a tese dele não é verdadeira). E quem diz que tudo é falso diz que também é falsa a tese que ele mesmo afirma”. Desta passagem, pode-se extrair um argumento que visa a demonstrar que
A pluralidade humana, condição básica da ação e do discurso, tem o duplo aspecto da igualdade e da diferença. Se não fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus ancestrais, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gerações vindouras. Se não fossem diferentes, se cada humano não diferisse de todos os que existiram, existem ou virão a existir, os homens não precisariam do discurso ou da ação para se fazerem entender.
Hannah Arendt. A condição humana. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 2003, p. 188 (com adaptações).