O objetivo de uma exploração do subsolo é conhecer o terreno que vai receber a
obra.
Com a execução de furos de sondagem e ensaios individuais, procura-se estender
a informação pontual ou linear a todo o volume de influência da obra de maneira a
se alcançar melhor compreensão do estado de tensões e das propriedades do
solo.
Muitas obras têm prospecção limitada apenas a alguns furos no terreno, e outras
exigem a realização de ensaios. Muitos fatores condicionam a amplitude da prospecção:
- . o tipo da estrutura de engenharia e o seu grau de risco aceitável
- . a área de influência do carregamento ou de mudanças induzidas pela obra
- . a complexidade das condições do subsolo, que é solo, rocha e água
- . a disponibilidade de informação geológica e geotécnica sobre a área
- . o custo desta prospecção
- . o tempo disponível para fazê-la.'
Fonte: Gusmão Filho, Jaime. Desempenho de obras geotécnicas. Recife: Editora UFPE, 2006, p. 51
(adaptado).
Sobre o exposto, fazem-se as seguintes afirmações:
I. A heterogeneidade e a anisotropia dos solos são o resultado da interação
de todos os processos que caracterizam sua formação e evolução, os quais
são responsáveis por sua permeabilidade e por sua capacidade de campo,
entre outros fatores.
II. A diminuição da resistência à aplicação de carga de um pacote de solo pode
advir de fissuras em argilas pré-adensadas, mas também da redução volumétrica decorrente da perda de umidade que afeta argilominerais como vermiculita e montmorillonita.
III. A variação de umidade nos solos pode se dar por efeito sazonal (excesso
de chuvas ou seca prolongada), drenagem, cortes no relevo e instalação de
19
barragens; todos esses fatores podem resultar numa mudança no nível freático e, portanto, podem provocar recalque.
A análise das afirmativas leva à conclusão de que