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Na introdução do livro The Oxford Handbook of International Relations, Christian Reus-Smit e Duncan Snidal, afirmam: “First, theorizing takes place in relation to the questions (empirical and normative) we ask about the ‘international’ political universe. On the one hand, we construct theories to answer questions. [...] On the other hand, theorizing often generates questions.” [Tradução: Primeiramente, a teorização ocorre em relação às questões (empíricas ou normativas) que colocamos sobre o universo político ‘internacional’. Por um lado, construímos teorias para responder perguntas. [...] Por outro lado, a teorização sempre gera perguntas.]
REUS-SMIT, Christian; SNIDAL, Duncan. The Oxford Handbook of International Relations. Oxford University Press, 2008, p. 12.
Considerando a evolução do pensamento teórico em Relações Internacionais, julgue (C ou E) o item a seguir.
Os liberais pregam a importância das organizações
internacionais governamentais (OIGs) por essas
aumentarem a previsibilidade, a estabilidade e a
socialização de informações nas relações entre os
atores. Os realistas ditam que as OIGs não alteram, de
forma decisiva, as escolhas dos Estados, pois, em
última instância, estes sempre estarão mais
interessados nos ganhos relativos do que nos ganhos
absolutos que a cooperação pode gerar.
As teorias das relações internacionais têm a finalidade de formular métodos e conceitos que permitam compreender a natureza e o funcionamento do sistema internacional, bem como explicar os fenômenos mais importantes que moldam a política mundial.
J. P. Nogueira e N. Messari. Teoria das relações internacionais: correntes e debates. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005, p. 2.
A respeito do assunto abordado no fragmento de texto precedente, julgue (C ou E) o próximo item.
Embora o realismo seja uma tradição teórica da área de
Relações Internacionais que apresenta uma grande diversidade,
é possível afirmar que, para os realistas, os Estados são os
atores centrais das relações internacionais, as quais se
caracterizam pela anarquia e, sobretudo, pela cooperação para
sobreviver.
As últimas duas décadas do século XX foram marcadas pela emergência de novas dinâmicas da conflitualidade internacional: as chamadas “novas guerras”. Mary Kaldor foi uma das primeiras teóricas que analisou este novo tipo de conflitos.
Com base na noção de “novas guerras” de M. Kaldor, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Neste novo tipo de conflito, aumentaram as diferenças entre a guerra, entendida como violência entre Estados, e as outras formas de violência sistemática, como o crime organizado e as intervenções de violação aos direitos humanos
( ) As novas guerras são conflitos de baixa intensidade, como as guerras informais, em que a distinção entre público/privado e estatal/não estatal tende a desaparecer.
( ) A sociedade civil é envolvida nesse novo tipo de conflito, sendo o palco e o alvo da violência organizada ao mesmo tempo, gerando um processo de privatização da violência.
As afirmativas são, respectivamente,
No discurso de abertura do Debate Geral da 66.ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a presidenta Dilma Rousseff afirmou: “apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional”. Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue (C ou E) o próximo item, a respeito da questão árabe-israelense.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) está em crise desde 2019, em razão da paralização de seu Órgão de Apelação (OA). O governo dos Estados Unidos bloqueou sistematicamente as indicações de novos membros para o OA e, assim, esse órgão ficou sem o número mínimo de membros para julgar uma apelação.
Acerca desta crise, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Embora a OMC tenha se tornado um dos sistemas mais elogiados para o encaminhamento de soluções de conflitos comerciais no plano internacional nos últimos 30 anos, o bloqueio feito pelos Estados Unidos revelou a tibieza do sistema de resolução de controvérsias da organização.
( ) O bloqueio do órgão de apelação foi uma estratégia dos Estados Unidos para pressionar a mudança do sistema de indicação de seus membros, adotando critérios políticos pautados no consenso da indicação e não em sorteios aleatórios.
( ) O elevado número de disputas comerciais que alcançavam a fase de apelação era dissonante com a visão original do sistema de manter o compromisso com soluções mutuamente acordadas entre as partes controversas.
As afirmativas são, respectivamente,