A avaliação de risco para suicídio é de suma importância
para que o profissional de saúde possa planejar suas
ações, impactando decisivamente na conduta médica a
ser instituída.
Considerando esse assunto, assinale a alternativa que
apresenta a condução correta diante da respectiva gradação
da avaliação de risco para suicídio.
Paciente, G.M, 24 anos, sexo feminino, chega ao Pronto
Socorro, acompanhada pelo esposo, que relata que nas 5
últimas semanas, a paciente vem se tornando gradativamente
mais reclusa, calada, de maneira insidiosa. Na semana anterior,
chorava bastante, não sabendo explicar o motivo do choro e
das suas emoções. Há cerca de 15 dias, vem recusando se
alimentar, de maneira ativa, com perda ponderal importante
(cerca de 10 Kg nesse período). Há dois dias, tentou tirar a
própria vida, com enforcamento, sendo salva pelo esposo.
Durante a entrevista, apresentava fala lenta, com grande
latência nas respostas. A paciente relata que não quer comer
porque não sente nada. Não sente fome, nem sente dor. Refere
que se sente tão vazia, que “queria sentir pelo menos tristeza”.
Diz que sabe que está assim por culpa sua, pois nada mais na
vida vale a pena, e embora não saiba explicar o porquê, tem
certeza que sua vida é tão inútil que faz as outras pessoas
sofrerem. Relata que há cerca de 15 dias, quando parou de se
alimentar, começou a sentir nitidamente os seus órgãos
internos ficando “ocos” por dentro. Relata que está vazia por
dentro, e que por isso, vai tentar se matar novamente. A
paciente foi encaminhada para interação pelo risco elevado de
autoextermínio.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Com base no quadro apresentado, o exame psíquico
correspondente aos planos afetivo, intelectivo e volitivo são,
respectivamente:
São objetivos das Diretrizes Nacionais para Prevenção do Suicídio:
I. Promover a educação permanente dos profissionais de saúde das unidades de atenção básica,
inclusive do Programa Saúde da Família, dos serviços de saúde mental, das unidades de urgência
e emergência, de acordo com os princípios da integralidade e da humanização.
II. Fomentar e executar projetos estratégicos fundamentados em estudos de custo-efetividade,
eficácia e qualidade, bem como em processos de organização da rede de atenção e intervenções
nos casos de tentativas de suicídio.
III. Desenvolver estratégias de informação, de comunicação e de sensibilização da sociedade de que
o suicídio é um problema de saúde pública que pode ser prevenido.
IV. Desenvolver estratégias de promoção de qualidade de vida, de educação, de proteção e de
recuperação da saúde e de prevenção de danos.
RMJ, 20 anos, técnico-administrativo da Universidade, procurou o ambulatório de psiquiatria sob pressão
dos outros colegas. Era uma pessoa alegre, tocava instrumento e gostava de se encontrar com amigos.
De uns três meses para cá, ficou mais introspectivo, sempre dava uma razão para não se encontrar com
amigos e tocar violão. Teve emagrecimento acentuado, várias vezes, quando via um ônibus em uma
avenida, tinha impressão que uma “voz dentro da cabeça dele sussurrava: pula, pula...”. Ele perdeu o
pai por meio de suicídio há dez meses. A família dele espera que com o tempo o luto melhore.