Na busca pelo status de ciência a psicologia necessitou romper definitivamente com sua tradição filosófica. Dentre as teorias psicológicas citadas, em qual se deposita maior peso na garantia deste status pleiteado pela psicologia?
I. Em uma perspectiva Behaviorista radical, não há lugar para
explicações que sugerem um agente iniciador responsável
pela determinação do comportamento. Ao contrário das
noções tradicionalmente difundidas na psicologia, o
comportamento não é fruto de uma mente ou uma psique,
por exemplo.
II. O que nos torna únicos, diferentes uns dos outros é o
resultado da interação das três histórias (filogenética,
ontogenética e cultural) de variação e seleção. Na
perspectiva behaviorista, a noção tradicional de que personalidade é um conjunto de traços que determinam a
maneira como o sujeito vai agir diante do mundo não
predomina e não corresponde a uma concepção analíticocomportamental.
Certa vez Mariana, ao encostar na geladeira, levou um choque e teve uma forte taquicardia. Agora sempre
que ela vê a geladeira, sente medo. De acordo com a situação descrita, marque a alternativa que
representa os estímulos (neutro, incondicionado e condicionado) e as respostas (incondicionada e
condicionada):
I. Skinner deu enormes contribuições ao estudo das
interações entre organismos vivos e seus ambientes,
adotando, de forma rigorosa, os procedimentos
experimentais.
II. Para Skinner, as experiências subjetivas não tem nada de
imediato, são sempre construídas pela sociedade.
Skinner sustenta que as relações que formam
comportamentos regidos por regras são equivalentes às
que moldam comportamentos influenciados por
contingências. Por exemplo, alguém com amplo
conhecimento teórico sobre leis de trânsito e mecânica é
automaticamente um bom motorista. Logo, as relações
que governam comportamentos baseados em regras são
as mesmas que os modelados por contingências.
O conceito de aprendizagem emergiu das
investigações empiristas em Psicologia, ou seja, de
investigações levadas a termo com base no
pressuposto de que todo conhecimento provém da
experiência. Isso significa afirmar o primado absoluto
do objeto e considerar o sujeito como uma tabula
rasa, uma cera mole, cujas impressões do mundo,
fornecidas pelos órgãos dos sentidos, são
associadas umas às outras, dando lugar ao
conhecimento. O conhecimento é, portanto, uma
cadeia de idéias atomisticamente formada a partir do
registro dos fatos e se reduz a uma simples cópia do
real (Moreira, 2010).
I. Segundo os Behavioristas, os adeptos da teoria do
reforço consideraram-no capaz de explicar a
aquisição dos comportamentos voluntários de todos os tipos. O esquema continua muito simples: o
organismo emite uma resposta a um estímulo cujo
conhecimento não é necessário, e essa resposta,
dependendo das consequências geradas por ela,
será ou não mantida. Logo, são os estímulos que se
seguem à resposta (reforços) que representam o
núcleo da teoria, e não os que a antecedem.
II. A gestalt opõe-se ao behaviorismo por ter um
fundamento epistemológico de tipo racionalista, ou,
mais precisamente, por pressupor que todo
conhecimento é anterior à experiência, sendo fruto
do exercício de estruturas racionais, pré-formadas no
sujeito.
III. O saber acumulado segundo a Gestalt é
tranquilamente transmitido, respeitando os princípios
da boa forma, e os alunos podem incorporá-los, pois
a experiência apresentada sob boas formas é
isomorfa às estruturas mentais, ou seja: as
estruturas mentais têm sempre, na experiência, o
seu equivalente. Apesar disso, estruturas mentais e
experiências persistem como dois polos distintos.
Skinner afirmou que o comportamento é multideterminado e não pode ser explicado pelo modelo
estímulo-resposta e, apesar do avanço teórico em relação à proposta de Watson, o Behaviorismo
Radical de Skinner não superou a dicotomia mente-corpo, defendendo que o homem é essencialmente
produto de seu meio.
Ana é uma criança de cerca de dezessete meses e entra
correndo na sala de visitas, vindo do vestíbulo e tentar
chamar a atenção da sua mãe que está sentada perto da
janela, lendo. Falhando nos seus esforços, a criança
volta-se para o outro lado. À medida que seu olhar
vagueia pela sala, de repente ilumina-se ao cair sobre
um novo aspecto; através de uma estreita fresta da
cortina que separa a sala de visitas da de jantar,
projeta-se uma maçaneta em forma de T. Logo, abaixo
da maçaneta há uma pequena vasilha, ao alcance da
criança. Aproximando-se rapidamente destes objetos,
mas, prudentemente, a criança toca a maçaneta com o
dedo, e olha dentro da vasilha. Quando o fez, cai na
vasilha um pequeno pedaço de chocolate. Assustada
com isso, a criança recua momentaneamente, mas
volta e, apanhando o chocolate, come-o. Alguns
segundos mais tarde, segura firmemente a maçaneta e
puxa para baixo fazendo com que um segundo pedaço
de chocolate caia na vasilha. Daí por diante, com
eficiência rapidamente crescente, ela repete o
comportamento de apertar a maçaneta e comer o
pedaço de chocolate que cai, até que se sinta saciada.
(KELLER, 2005, pag.15)
O relato acima descreve um poderoso princípio do
comportamento. A qual princípio o relato se refere?
“Um universitário que desista de tirar notas boas na escola depois de obter alguns resultados ruins nas provas está apresentando o desamparo aprendido” (MORRIS, 2004). Segundo as teorias da aprendizagem, o conceito de “desamparo aprendido” faz parte da teoria:
Em uma organização de trabalho, os colaboradores de uma determinada função recebem seu salário-base mensalmente, acrescido de um diferencial proporcional à sua produtividade naquele mês.
De acordo com a teoria da aprendizagem, o programa de reforçamento que está sendo utilizado é o esquema de