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“Na evolução da geografia, observamos a participação de geógrafos germânicos como Alexander Von Humboldt, autor da Descrição Física do Mundo, e Friedrich Ratzel, considerado o pai da geografia humana. Foi a principal figura da escola ‘determinista’. Na segunda metade do século XIX, começaram a destacar-se os geógrafos franceses. Entre eles, ocupou um lugar especial Paul Vidal de La Blache, como o chefe da escola possibilista. Graças à colaboração desses importantes mestres, a geografia deixou de ser meramente descritiva e passou a ter um caráter explicativo. A geografia baseia-se em cinco princípios metodológicos, a saber: princípio da extensão, princípio da analogia (ou da geografia geral), princípio da causalidade, princípio da conexidade ou interação e princípio da atividade.”
(ANTUNES, Vera Lúcia da. Geografia do Brasil: Quadro Natural e Humano. Objetivo – Sistema de Métodos de Aprendizagem 2010, p. 1-2.)
De acordo com o exposto, relacione adequadamente os princípios metodológicos às suas respectivas características e autor(es).
1. Princípio da extensão.
2. Princípio da analogia (ou da geografia geral).
3. Princípio da causalidade.
4. Princípio da conexidade ou interação.
5. Princípio da atividade.
( ) Permite a generalização dos fatos semelhantes. (Ritter e Vidal de La Blache.)
( ) Deve-se localizar os fatos estudados, determinando-lhes a área geográfica. (Ratzel.)
( ) O fato tem caráter dinâmico, daí a necessidade do conhecimento do passado, para a exploração do presente e previsão de sua evolução futura. (Brunhes.)
( ) Deve-se buscar as causas e examinar as possíveis consequências dos fatos examinados. (Humboldt.)
( ) É preciso identificar as relações locais e interlocais, pois os fatos nunca estão isolados, e sim ligados entre si. (Brunhes.)
A sequência está correta em
Leia atentamente os seguintes excertos:
Acreditava em uma tecnologia geográfica que, mediante dados estatísticos e diagnósticos estruturados, subsidia tomada de decisões de empresas e do governo, e é criticada por legitimar a expansão das relações capitalistas. (SAHR, Wolf-Dietrich. Geografia crítica ou Geografia propositiva? Reflexões sobre conceitos e categorias geográficas na educação básica do Paraná. In: Encontro Sobre O Saber Escolar E O Conhecimento Geográfico, 2., 2006, Ponta Grossa. Boletim de resumos. Ponta Grossa: UEPG, 2006. p. 27-34).
Possui inúmeros teóricos e propostas díspares, mas converge na oposição a uma realidade social contraditória, desigual e injusta, e entende a Geografia como ciência politizada que visa à transformação da ordem social em busca de uma sociedade mais justa. (GODOY, Paulo R. Teixeira de. Algumas considerações para uma revisão crítica da História do Pensamento Geográfico. In: GODOY, Paulo R. Teixeira de. (Org.). História do pensamento geográfico e epistemologia em Geografia. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. p 145- 156).
Os excertos acima referem-se às duas vertentes em que pode ser subdividida a Geografia Moderna, que são, respectivamente:
A partir do excerto:
“[...] pode ser definido como o espaço construído/construtor de relações de poder, tanto no sentido mais estritamente social (político-econômico e simbólico-afetivo) quanto no sentido da interação indissociável com as chamadas forças da natureza. Nem apenas um espaço material e simbólico socialmente dominado e/ou apropriado, nem apenas um espaço moldado na imbricação com a natureza.”
(HAESBAERT, 2023, p. 6)
Tem-se destacado a categoria de análise de
Importância educacional da geografia
Por CARNEIRO, 1993 (trecho de artigo adaptado).
O potencial de contribuição da geografia à educação escolar decorre da sua própria natureza, como ciência que trata dos elementos naturais e humanos em sua configuração espacial, em vista de uma explicitação relacional-interativa da construção do mundo pelo homem. Assim, a Geografia busca apreender os eventos humanos em sua dinâmica de espacialidade: onde ocorrem, como ocorrem e por que ocorrem, na concretude de lugar e mundo.
Portanto, a leitura geográfica da realidade não se restringe à descrição localizada dos elementos naturais e efeitos da ação humana, mas analisa as inter-relações entre os elementos em diversas escalas segundo objetivos de um estudo (local, regional e inter ou supranacional), sob critérios de apreensão dos determinantes histórico-sociais das diversas organizações espaciais identificadas. Esse entendimento da Geografia é a base para seu efetivo aproveitamento educacional. Sob esse enfoque, a Geografia escolar não se reduz a uma programação curricular meramente informativa, mas deve ter uma efetividade formativa no contexto do impacto global da escola sobre o desenvolvimento intelectual, atitudinal e psicomotor do aluno de primeiro e segundo graus.
Sob o aspecto intelectual, cabe à educação geográfica ocupar-se com a compreensão de mundo que o aluno vai elaborando a partir de sua experiência de espaço e lugar e da sua apreensão progressiva dos problemas de organização e uso do espaço pelo homem. As informações quantitativofactuais de interesse geográfico não podem sobrepor-se ao questionamento dos problemas geográficos. Ainda que os fatos sejam importantes (ninguém pode raciocinar sem eles), devem ser tomados como meios pelos quais se desenvolvem a compreensão e a reflexão sobre os problemas considerados, em vista da sua análise e interpretação e na perspectiva de uma busca de soluções. É nesse aspecto que se torna relevante o desenvolvimento de habilidades de pensamento pelo aluno, relacionadas às dimensões conceituais definidoras da Geografia: o espaço, em suas diferentes escalas (local, regional, nacional, mundial); a interdependência dos espaços: as interações intra-espaciais (elementos naturais e sociais); e, em decorrência da dinâmica inter e intra-espacial, as mudanças dos espaços no tempo. (2)
As habilidades básicas de pensamento cujo desenvolvimento é favorecido pela educação geográfica são: observação, análise, comparação, interpretação, síntese e avaliação. (3) Essas habilidades constituem um referencial metodológico e são, uma a uma, capacidades e, em seu conjunto, uma competência de atuação a ser desenvolvida em níveis apropriados pelos alunos da Educação Básica. Tais habilidades possibilitam ao aluno aprendizagens de sentido realista, circunstanciadas e expericialmente explicitadoras das dimensões conceituais antes referidas. Assim entendidas, essas habilidades repelem uma linha de operacionalização mecanicista ou de simples eficiência técnica: sua efetividade psicopedagógica requer o desenvolvimento da curiosidade, da imaginação geográfica e do senso crítico, como possibilidades motivacionais de apropriação dos conteúdos escolares de Geografia, pelo aluno.
(CARNEIRO, Sônia Maria Marchiorato. Importância
educacional da geografia. Educ. rev, Curitiba, n. 9, p. 117-120,
Dec. 1993.)
Durante o inverno é comum, principalmente nas regiões sul e sudeste do Brasil, a formação de frentes frias devido ao encontro de duas massas de ar, sendo uma delas a Polar Atlântica, proveniente da Argentina. Sobre a outra massa de ar, responsável pela formação de tais frentes, é correto afirmar:
“Vidal de La Blache definiu o objeto da Geografia como a relação homem-natureza, na perspectiva de paisagem. Colocou o homem como um ser ativo, que sofre a influência do meio, porém que atua sobre este, transformando-o. Observou que as necessidades humanas são condicionadas pela natureza, e que o homem busca as soluções para satisfazê-las nos materiais e nas condições oferecidos pelo meio. Neste processo, de trocas mútuas com a natureza, o homem transforma a matéria natural, cria formas sobre a superfície terrestre: para Vidal, é aí que começa a “obra geográfica do homem”. Assim, na perspectiva vidalina, a natureza passou a ser vista como possibilidades para a ação humana; daí o nome de Possibilismo dado a esta corrente por Lucien Febvre. A teoria de Vidal concebia o homem como hóspede antigo de vários pontos da superfície terrestre, que em cada lugar se adaptou ao meio que o envolvia, criando, no relacionamento constante e cumulativo com a natureza, um acervo de técnicas, hábitos, usos e costumes, que lhe permitiram utilizar os recursos naturais disponíveis. A este conjunto de técnicas e costumes, construído e passado socialmente, Vidal denominou “gênero de vida”, o qual exprimiria uma relação entre a população e os recursos, uma situação de equilíbrio, construída historicamente pelas sociedades. A diversidade dos meios explicaria a diversidade dos gêneros de vida”.
MORAES, A.C.R. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: Annablume, 2007, p. 81.
A compreensão geográfica de Vidal de La Blache acerca do que intitulou “gênero de vida”, está fortemente
relacionado ao conceito de