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No que se refere aos aspectos psicológicos inerentes ao câncer e à dor, julgue o seguinte item.
Em pacientes oncológicos, é comum a permanência ou o aumento nos níveis de ansiedade e de estresse relativos à doença,
mesmo após o tratamento por quimioterapia, radioterapia, cirurgia de remoção do câncer e alta médica.
Acerca dos cuidados paliativos, julgue o item a seguir.
Os cuidados paliativos não são práticas exclusivas dos
quadros de doenças crônicas, degenerativas e do
envelhecimento.
Caso clínico 4A2-I
Maria, de 65 anos de idade, é diabética e foi diagnosticada
com depressão há 40 anos. Faz uso de medicação para ambas as
doenças desde o diagnóstico inicial. Relata períodos muito
difíceis de tristeza, baixa autoestima e ideação suicida. Diz: “Eu
me sinto OK. Nunca fui feliz. Sempre estive OK. Nunca soube o
que é felicidade. Minha vida sempre foi muito difícil. Precisei
trabalhar desde cedo. Perdi meu pai e minha mãe quando muito
pequena. Fui morar na rua. Experimentei tudo quanto foi coisa.
Chegava a perder as forças. Tinha tontura; tremores; ficava lerda.
Meu corpo não respondia direito. Mas era muito louco... Eu
ficava eufórica e meio descoordenada também. Chegava a passar
dias desaparecida. Tinha uma raiva dentro de mim. Sempre me
perguntei o porquê de ser comigo, de ser logo com minha mãe e
meu pai. Vi os dois serem mortos na minha frente. Nunca vou
esquecer. Lembro de tudo, como se fosse hoje. Tudo por causa de
droga. Meu pai sempre bateu em mim e na minha mãe. Eu tinha
muita raiva. Ainda tenho. Só de pensar nisso meu coração dispara
e eu sou tomada por um manto de fogo. Minhas pernas até
adormecem. Meu rosto fica quente. Saí do buraco quando
conheci meu companheiro. Só aí vi que poderia ser cuidada por
alguém. Mas foi duro. Demorei a acreditar. Mas meu
companheiro me ajudou a enxergar minhas dificuldades e
doença. Fiquei OK por anos. Mas parece uma coisa... nada pode
dar certo pra mim. Há 10 dias fiquei sabendo que tenho um
câncer no estômago. Quis me entregar. Mas meu companheiro e
meus filhos disseram que farão de tudo por mim e que preciso ser
forte. Mas tenho a impressão que a tristeza voltou com tudo de
novo.” (sic).
Levando em consideração o caso clínico 4A2-I, o processo saúde-doença, as contribuições da psicologia da saúde e da psicopatologia e o papel do psicólogo, julgue o item que se segue.
O diagnóstico de câncer pode gerar em Maria reações
psicológicas que, se não trabalhadas, podem dificultar o seu
ajustamento à situação de adoecimento, assim como
contribuir para o agravamento do quadro e o
desenvolvimento de transtornos emocionais e de
personalidade.
Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, é uma das diretrizes que a Política Nacional de Humanização propõe para qualificar o modo de se fazer saúde:
• Integrar a equipe de trabalhadores da saúde de diferentes áreas na busca de um cuidado e tratamento de acordo com cada caso.
• Criação de vínculo com o usuário.
• A vulnerabilidade e o risco do indivíduo são considerados.
• O diagnóstico é feito não só pelo saber dos especialistas clínicos, mas também leva em conta a história de quem está sendo cuidado.
As características acima definem:
No que se refere à dor e sua neurofisiologia, julgue o item subsequente.
A dor crônica pode estar presente mesmo na ausência do
estímulo desencadeante