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Leia o trecho de Emílio, romance de Jean-Jacques Rousseau de 1762: “Já que precisamos absolutamente de livros, existe um que oferece, a meu ver, o melhor tratado de educação natural. Será o primeiro livro que Emílio lerá; sozinho, constituirá por bastante tempo sua biblioteca inteira, e nela sempre ocupará um lugar de destaque. Será o texto a que todas as nossas conversas sobre ciências naturais servirão apenas de comentários. Servirá de prova durante nosso aprendizado sobre o estado de nosso juízo e, enquanto nosso gosto não se corromper, sua leitura sempre nos agradará. Qual é então, esse livro maravilhoso? Será Aristóteles? Será Plínio? Buffon? Não, é Robinson Crusoé”. (Rousseau, 1995, p. 233, Apud: DINARDO, 2001, p.205)
Uma razão ligada aos fundamentos do Iluminismo que levou o preceptor de Emílio recomendar a obra de Daniel Defoe foi a seguinte:
No que concerne ao pensamento econômico francês no século 18, julgue (C ou E) o item a seguir.
De acordo com os teóricos da fisiocracia, os Estados
deveriam paulatinamente ser extintos, já que não passam
de entrave desnecessário ao livre comércio de bens.
Este considerável aumento de produção que, devido à divisão do trabalho, o mesmo número de pessoas é capaz de realizar, é resultante de três circunstâncias diferentes: primeiro, ao aumento da destreza de cada trabalhador; segundo, à economia de tempo, que antes era perdido ao passar de uma operação para outra; terceiro, à invenção de um grande número de máquinas que facilitam o trabalho e reduzem o tempo indispensável para o realizar, permitindo a um só homem fazer o trabalho de muitos.
(Adam Smith. Investigação sobre a Natureza e as Causas da
Riqueza das Nações (1776), in Adam Smith/Ricardo.
Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1984.)
O texto, publicado originalmente em 1776, destaca três características da organização do trabalho no contexto da Revolução Industrial: