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457941201079873
Ano: 2011Banca: UEMOrganização: UEMDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Modernismo Brasileiro | Movimentos Literários
Texto associado
Assinale o que for correto sobre o poema a seguir e sobre seu autor, João Cabral de Melo Neto.

Autocrítica

Só duas coisas conseguiram
(des)feri-lo até a poesia:
o Pernambuco de onde veio
e o aonde foi, a Andaluzia.
Um, o vacinou do falar rico
e deu-lhe a outra, fêmea e viva,
desafio demente: em verso
dar a ver Sertão e Sevilha. 
A presença das duas referências geográficas no poema (o sertão pernambucano e a região da Andaluzia, na Espanha) marcam dois aspectos importantes da primeira geração modernista, da qual João Cabral de Melo Neto foi um dos expoentes: a abordagem crítica de elementos da realidade nacional brasileira e a deglutição antropofágica do elemento estrangeiro.
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2

457941201139953
Ano: 2011Banca: UDESCOrganização: UDESCDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Modernismo Brasileiro
A Literatura não está dissociada do meio. Os fragmentos abaixo descrevem três autores representantes do Modernismo/Pós-Modernismo da literatura brasileira e o contexto no qual estavam inseridos.

− “Em 1936, ..................................... foi preso por atividades consideradas subversivas, mas libertado no ano seguinte. Essas experiências pessoais foram retratadas em seu livro Memórias do cárcere. É tido hoje como o autor que levou ao limite o clima de tensão presente nas relações homem/meio natural e homem/meio social, tensão essa geradora de um relacionamento violento, capaz de moldar personalidades e de transfigurar o que os homens têm de bom. A luta pela sobrevivência, portanto, parece ser o grande ponto de contato entre todos os personagens; a lei maior é a da selva."
− “Publicando seu primeiro livro em 1946, um ano após a queda de Getúlio Vargas e o início das produções da chamada Geração de 45, ..................................... apontaria novos rumos para a literatura brasileira. Os contos Sagarana abririam uma nova perspectiva para o regionalismo. A princípio, percebe-se uma revalorização da linguagem; depois, a universalização do regional."
− “Com o AI-5 e os ataques de grupos de extrema-direita, desmantela-se o teatro de resistência; autores importantes, como Augusto Boal e José Celso, vão para o exílio; outros, como ....................................., continuam a produzir textos apesar da repressão. Sua obra O berço do herói é censurada, e mesmo uma década depois, já com outro nome, Roque Santeiro, numa adaptação para a televisão, ainda é vetada no dia da estreia." Adap. TERRA, Ernani, NICOLA, José. Gramática, literatura e redação para o 2º grau. São Paulo: Scipione, 1997. 

Assinale a alternativa que indica sequencialmente os autores referentes às descrições acima.
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3

457941201563465
Ano: 2018Banca: FCMOrganização: IFN-MGDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Concretismo | Modernismo Brasileiro

Na contemporaneidade, a poesia concreta abandona o verso e cria uma linha de sintaxe espacial, representando uma realidade técnica e de comunicação de massa.


Considerando as inovações da poesia concreta, associe corretamente o campo linguístico a seu respectivo processo de composição.


Campos

(1) Semântico

(2) Sintático

(3) Léxico

(4) Morfológico

(5) Fonético

(6) Topográfico


Processos de composição

( ) Emprego de aliterações e assonâncias.

( ) Utilização de estrangeirismos e de neologismos.

( ) Separação dos prefixos e dos sufixos.

( ) Apelo à comunicação não verbal.

( ) Utilização de justaposições.


A sequência correta dessa associação é

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4

457941200777512
Ano: 2018Banca: COSEACOrganização: Prefeitura de Maricá - RJDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Parnasianismo Literário | Arcadismo Literário | Movimentos Literários | Realismo Literário | Romantismo Literário | Modernismo Brasileiro
Texto associado

Texto 7
 
                         INSONE
 
Noite feia. Estou só. Do meu leito no abrigo

cai a luz amarela e doentia do luar;

tediosa os olhos fecho, a ver, se, assim, consigo,

por momentos sequer, o sono conciliar.
 
Da janela transpondo o entreaberto postigo

entra um perfume humano impelido pelo ar...

“és tu meu casto Amor? és tu meu doce amigo,

que a minha solidão vens agora povoar?”
 
A insônia me alucina, ando num passo incerto: 

“és tu que vens... és tu! – reconheço esse odor...”

corro à porta, escancaro-a: acho a treva e o Deserto.
 
E este aroma que é teu, aspirando, suponho

que a essência da tua alma, ó meu divino Amor!

para mim se exalou no transporte de um sonho.
 
(MACHADO, Gilka. Poesia completa. Prefácio de Maria Lúcia Dal Farra. São Paulo: V. de Mendonça Livros, 2017. p. 128.)

O tema da noite e do sonho, explorado no poema de Gilka Machado (texto 7), também foi importante em outro movimento literário, conhecido como:
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5

457941200987827
Ano: 2016Banca: COPS-UELOrganização: UELDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Modernismo Brasileiro

Leia o texto a seguir.

No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro: passou mais de seis anos não falando. Se o incitavam a falar, exclamava: – Ai que preguiça!... e não dizia mais nada. Quando era pra dormir trepava no macuru pequeninho sempre se esquecendo de mijar. Como a rede da mãe estava por debaixo do berço, o herói mijava quente na velha, espantando os mosquitos bem. Então adormecia sonhando palavras feias, imoralidades estrambólicas e dava patadas no ar.

(Adaptado de: ANDRADE, M. Macunaíma. Rio de Janeiro: Agir, 2008. p.7.)


Enquanto produção cultural, o Modernismo procurava reconhecer as identidades que formavam o povo brasileiro.

Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a presença da temática indígena no movimento, tendo por modelo o romance de Mário de Andrade.

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6

457941200566678
Ano: 2016Banca: COMVEST UFAMOrganização: UFAMDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Modernismo Brasileiro
Coloque V para verdadeiro e F para falso nas sentenças a seguir, feitas a respeito de Cobra Norato, de Raul Bopp:

( )Joaninha Vintém ficou “caidinha” por Cobra Norato.
( )Pajé-pato dá uma informação errada para Cobra Grande, a pedido da rainha Luzia.
( )A filha da rainha Luzia ia se casar com Boiuna.
( )Tatu-de-bunda-seca torna-se companheiro de aventura de Cobra Norato, após tirá-lo de um buraco.

Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F, de cima para baixo:
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7

457941202081946
Ano: 2010Banca: UEMOrganização: UEMDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Modernismo Brasileiro
Texto associado
Leia o poema a seguir, de Manuel Bandeira, e assinale o que for correto.

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.

...........................................................................................
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o [pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. 

Vocabulário

Pneumotórax: procedimento médico que consiste em retirar o acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a pleura, membrana que reveste internamente a parede do tórax.
Hemoptise: expectoração sanguinolenta
Dispnéia: dificuldade na respiração
Tango argentino: tipo musical e uma dança a par que mescla drama, paixão, sexualidade, agressividade; costuma ser triste. 
O poema, inscrito na estética modernista, é construído por meio de versos livres e de recursos gráficos (linha pontilhada, por exemplo) que intensificam o drama e o desconcerto do doente em relação à matéria tratada (uma grave doença pulmonar), bem como o suspense que é gerado em torno da possibilidade de cura.
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8

457941201766169
Ano: 2018Banca: FCCOrganização: SEC-BADisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Modernismo Brasileiro

Considere os textos abaixo.


Texto I

      A importância de Jorge Amado veio do caráter seco, participante e todavia lírico dos seus primeiros livros, que descrevem a miséria e a opressão do trabalhador rural e das classes populares. A partir de Jubiabá (1935), o seu estilo se alia cada vez mais à poesia. A intenção central de Jubiabá, além da visão romanesca da vida popular, é sugerir o lento amadurecimento do protagonista, rumo à consciência política.

      Em 1942 aparece o livro que para muitos é sua obra-prima: Terras do Sem-Fim. Nele o caráter polêmico se amaina, graças à compreensão mais ampla dos motivos humanos, enquanto os veios poéticos banham uma descrição convincente da realidade.

      Em Seara Vermelha (1946) abandona as regiões prediletas da sua imaginação (cidade do Salvador, zona cacaueira de Ilhéus) e aborda o problema dos retirantes do sertão, dando ao livro propagandístico algo trivial, que se acentua em Os Subterrâneos da Liberdade (1954), cujo assunto são as agitações políticas do decênio de 1930.

No ano de 1958 surge um Jorge Amado literariamente refeito, em Gabriela, Cravo e Canela, panorama humorístico de uma cidade, com tom ameno e uma segurança de composição que, aliados à humanidade das personagens, lhe asseguram maior êxito editorial da literatura brasileira.

(Adaptado de: CANDIDO, Antonio; CASTELLO, José Aderaldo. Presença da literatura brasileira. Modernismo. História e antologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997, p. 320-323)


Texto II

     Antônio Balduíno passara a noite descarregando um navio sueco que trazia material para a estrada de ferro e que nas noites seguintes seria abarrotado de cacau. Carregava um molho pesado de ferros, quando ao passar junto de Severino, um mulato magricela, este lhe disse:

      − A greve do pessoal dos bondes rebenta hoje...

      − Aquela greve era esperada há muito. Por diversas vezes o pessoal da companhia que dominava a luz, o telefone e os bondes da cidade, tentara se levantar em parede pedindo aumento de salário. (...)

      Antônio Balduíno já estava cansado de ouvir tanto discurso. Mas gostava. Aquilo era uma coisa nova para ele, uma das coisas que amaria fazer. Mas era bom. Ele tinha impressão que naquele momento eram donos da cidade. Donos da verdade.

(CANDIDO, Antonio; CASTELLO, José Aderaldo. Jorge Amado. In: Presença da literatura brasileira. Modernismo. História e antologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997, p. 329. Fragmento)


Considerando o texto crítico de Candido e Castelo (Texto I), infere-se que o fragmento do texto de Jorge Amado (Texto II) faz parte da seguinte obra: 

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9

457941201898867
Ano: 2016Banca: COSEACOrganização: Prefeitura de Niterói - RJDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Ritmo e Estrofes | Movimentos Literários | Modernismo Brasileiro | Estilística
Texto associado

Texto 1

1     No Brasil de hoje, talvez no mundo, parece haver um duplo fenômeno de proliferação dos poetas e de diminuição da circulação da poesia (por exemplo, no debate público e no mercado). Uma das possíveis explicações para isso é a resistência que a poesia tem de se tornar um produto mercantil, ou seja, de se tornar objeto da cultura de massas. Ao mesmo tempo, numa sociedade de consumo e laica, parece não haver mais uma função social para o poeta, substituído por outros personagens. A poesia, compreendida como a arte de criar poemas, se tornou anacrônica?

2     Parece-me que a poesia escrita sempre será – pelo menos em tempo previsível – coisa para poucas pessoas. É que ela exige muito do seu leitor. Para ser plenamente apreciado, cada poema deve ser lido lentamente, em voz baixa ou alta, ou ainda “aural”, como diz o poeta Jacques Roubaud. Alguns de seus trechos, ou ele inteiro, devem ser relidos, às vezes mais de uma vez. Há muitas coisas a serem descobertas num poema, e tudo nele é sugestivo: os sentidos, as alusões, a sonoridade, o ritmo, as relações paronomásicas, as aliterações, as rimas, os assíndetos, as associações icônicas etc. Todos os componentes de um poema escrito podem (e devem) ser levados em conta. Muitos deles são inter-relacionados. Tudo isso deve ser comparado a outros poemas que o leitor conheça. E, de preferência, o leitor deve ser familiarizado com os poemas canônicos. (...) O leitor deve convocar e deixar que interajam uns com os outros, até onde não puder mais, todos os recursos de que dispõe: razão, intelecto, experiência, cultura, emoção, sensibilidade, sensualidade, intuição, senso de humor, etc.

3     Sem isso tudo, a leitura do poema não compensa: é uma chatice. Um quadro pode ser olhado en passant; um romance, lido à maneira dinâmica; uma música, ouvida distraidamente; um filme, uma peça de teatro, um ballet, idem. Um poema, não. Nada mais entediante do que a leitura desatenta de um poema. Quanto melhor ele for, mais faculdades nossas, e em mais alto grau, são por ele solicitadas e atualizadas. É por isso que muita gente tem preguiça de ler um poema, e muita gente jamais o faz. Os que o fazem, porém, sabem que é precisamente a exigência do poema – a interação e a atualização das nossas faculdades – que constitui a recompensa (incomparável) que ele oferece ao seu leitor. Mas os bons poemas são raridades. A função do poeta é fazer essas raridades. Felizmente, elas são anacrônicas, porque nos fazem experimentar uma temporalidade inteiramente diferente da temporalidade utilitária em que passamos a maior parte das nossas vidas.

(CÍCERO, Antônio. In: antoniocicero. Hogspot.com.br/ 2008_09_01archive.html (adaptado de uma entrevista).

Em vários poemas de Ou isto ou aquilo, Cecília Meireles obtém efeitos muito “sugestivos” extraídos de “relações paronomásicas” (§ 2) – o que se observa, por exemplo, nos seguintes versos:
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10

457941200118737
Ano: 2011Banca: UNEMATOrganização: PM-MTDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Modernismo Brasileiro | Movimentos Literários
O conto “A hora e a vez de Augusto Matraga” do livro Sagarana (1984), de João Guimarães Rosa, apresenta uma transformação existencial que está associada à:
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