A invisibilidade é terreno fértil para o racismo e o preconceito, cujo ocultamento nas diversas práticas de ensino naturaliza o
silenciamento e a negação do conflito que existe na dominação da ideologia imperante que não é quilombola, é branca e
europeia. Essas atitudes discriminatórias impregnadas na formação do professor resultaram, ao longo dos anos, em prejuízo à
população negra no que se refere ao baixo nível de escolaridade, à exclusão do mercado de trabalho, entre outros fatores que
ainda permanecem na sociedade brasileira.
(Adaptado de: SILVA, Petronilha B. G. "Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil". Revista Educação, Porto Alegre/RS, ano XXX, n. 3
(63), p. 489-506, set.-dez. 2007)
Considerando os conceitos expressos no texto, é correto afirmar que:
As práticas promotoras da igualdade racial e social
devem estar incluídas no cotidiano escolar desde a
educação infantil, sendo trabalhadas de forma a
estabelecer a diminuição das diferenças e o aumento da
igualdade racial e social. Portanto, os professores e os
auxiliares de ensino são agentes promotores dessas
práticas. Abaixo encontram-se descritas algumas delas,
marque a INCORRETA.
Segundo o Parecer CNE/CP 03/2004, que
institui as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação das Relações Étnico-Raciais, a
demanda da comunidade afro-brasileira por
reconhecimento de direitos passou a ser
particularmente apoiada com a promulgação da
Lei n.º 10.639/2003, que estabeleceu a
obrigatoriedade do ensino de “História e
Cultura Afro-Brasileira”. Para que o referido
reconhecimento de direitos aconteça, é
necessário(a):
“Em nossas sociedades cada vez mais diversificadas, torna-se indispensável garantir uma interação
harmoniosa entre pessoas e grupos com identidades culturais a um só tempo plurais, variadas e dinâmicas, assim como sua
vontade de conviver. As políticas que favoreçam a inclusão e a participação de todos os cidadãos garantem a coesão social,
a vitalidade da sociedade civil e a paz. Definido desta maneira, o pluralismo cultural constitui a resposta política à
realidade da diversidade cultural. Inseparável de um contexto democrático, o pluralismo cultural é propício aos
intercâmbios culturais e ao desenvolvimento das capacidades criadoras que alimentam a vida pública"
In: UNESCO. (2001) Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural.
Com relação ao papel da escola no que concerne a diversidade cultural, assinale a alternativa que aponta as afirmações
corretas:
I - Diante da diversidade cultural é papel da escola promover as mesmas oportunidades para todos os estudantes, mas com
estratégias diferentes;
II - Para promover a diversidade é preciso formar grupos homogêneos;
III - As diferenças não devem ser abordadas no espaço escolar para evitar conflitos culturais,
IV - A formação de grupos heterogêneos favorece a troca de experiências entre os alunos.
De acordo com as Orientações e Ações para Educação das Relações Étnico-Raciais
(2006), fundamentar a prática escolar diária, direcionando-a para uma educação antirracista, é um
caminho a percorrer. Nesse caminhar, pode-se identificar alguns pontos básicos que poderão fazer
parte das reflexões e ações no cotidiano escolar, por exemplo:
I. Reconhecer e valorizar as contribuições do povo negro.
II. Abordar as situações de diversidade étnico-racial e a vida cotidiana nas salas de aula.
III. Combater as posturas etnocêntricas para a desconstrução de estereótipos e preconceitos
atribuídos ao grupo negro.
IV. Utilizar material pedagógico contendo imagens estereotipadas dos negros como postura
pedagógica voltada à construção de atitudes sem preconceitos.
O Estatuto da Igualdade Racial é destinado a garantir à
população negra a efetivação da igualdade e oportunidades,
a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e
o combate à discriminação e às demais formas de
intolerância étnica. Para efeito da Lei nº 12.288/2010 —
Estatuto da Igualdade Racial, considera-se discriminação
racial ou étnico-racial:
Combater o racismo, trabalhar pelo fim da desigualdade social
e racial, empreender reeducação das relações étnico-raciais
não são tarefas exclusivas da escola. As formas de
discriminação de qualquer natureza não têm o seu nascedouro
na escola, porém o racismo, as desigualdades e discriminações
correntes na sociedade perpassam por ali. Para que as
instituições de ensino desempenhem a contento o papel de
educar, é necessário que se constituam em espaço democrático
de produção e divulgação de conhecimentos e de posturas que
visam a uma sociedade justa. A escola tem papel
preponderante para eliminação das discriminações e para
emancipação dos grupos discriminados, ao proporcionar
acesso aos conhecimentos científicos, a registros culturais
diferenciados, à conquista de racionalidade que rege as
relações sociais e raciais, a conhecimentos avançados,
indispensáveis para consolidação e concerto das nações como
espaços democráticos e igualitários.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações
Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e
Africana. Brasília: MEC, 2004.
Para obter êxito nas tarefas propostas pelas Diretrizes
Curriculares, os professores devem
A Educação das relações étnico-raciais se torna
fundamental para promover o respeito à diversidade
cultural, a valorização das identidades étnicas e o
enfrentamento das desigualdades raciais historicamente
enraizadas, nesse contexto responda à questão abaixo:
Ao selecionar textos para as aulas de inglês e português,
como o professor pode utilizar o material didático para
valorizar a diversidade étnico-racial?
A Pedagogia Crioula não é uma abordagem estática,
senão dinâmica e sensível às particularidades de cada
contexto. Ela reconhece que as comunidades
afrodescendentes são diversas e têm necessidades e
realidades distintas.