No que se refere ao funcionalismo e ao estrutural funcionalismo, julgue o item que se segue.
Estrutura social corresponde aos grupos com alto grau de
consistência e constância, às relações de pessoa a pessoa e à
diferenciação de indivíduos e classes em face de seu papel
social.
Na obra Ideologia Alemã de Marx e Engels consta a afirmação de que o desenvolvimento do comércio e navegação ocorreu mais rápido que a manufatura e transformou as “colônias em grandes consumidores”. A partir desse momento e sob o controle de algumas nações, o triunfo da liberdade de comércio valeu-se de acordos diplomáticos que previam “tarifas, proibições e tratados” ou, ainda, guerras, em especial, as guerras marítimas. Desse modo, segundo os autores, “o coroamento desse período se deu com o “nascimento do comércio, do dinheiro, dos bancos, das dívidas do Estado, do papel-moeda, das especulações sobre os fundos e as ações, da agiotagem sobre todos os artigos, do desenvolvimento do sistema monetário em geral”.”
Com base no texto acima, é possível afirmar corretamente em relação ao momento histórico que originou os acontecimentos econômicos e políticos em questão:
Karl Marx é considerado por muitos estudiosos um dos maiores pensadores da humanidade, fora responsável por cunhar vários conceitos bastante usuais nos dias de hoje tendo grande aplicabilidade ao estudo da realidade. Assinale a alternativa que melhor corresponde a dois desses conceitos.
Ulrich Beck, caracterizando o que chama de “modernidade reflexiva”, discorre acerca do
papel desempenhado pela ciência quanto à produção de conhecimentos concernentes aos
riscos acarretados por essa forma de modernidade.
Sobre o papel da ciência conforme Beck, analise as afirmativas a seguir:
I. A crescente cientificização ocasionou indistinções entre ciência e política, as quais
perpassam todas as esferas da vida social.
II. As contestações à autoridade científica foram decisivas para a sua obsolescência na
“modernidade reflexiva”.
III. A racionalidade científica tornou-se imune a críticas, porquanto seja uma forma
socialmente legítima de produzir verdades.
IV. Embora cada vez mais necessária, a ciência se torna cada vez menos suficiente
para a definição socialmente vinculante de verdade.
É pelo trabalho que os homens estabelecem relações
consigo mesmos, com a natureza e com os outros
homens, em um movimento em que homem e natureza
se modificam. O homem, por meio de sua força de trabalho, modifica a natureza e, ao fazê-lo, ele também se
modifica. Esta é condição que, no sistema capitalista, se
apresenta às avessas aos trabalhadores, pois a atividade
que produz a riqueza desenvolve-se em um processo
em que o comprador da força de trabalho a consome ao
fazer trabalhar o seu vendedor. O conteúdo proposto revela o pensamento de
“Max Weber (1864-1920) endossa o ponto de vista segundo o qual as ciências sociais visam a compreensão de eventos
culturais enquanto singularidades. O alvo é, portanto, captar a especificidade dos fenômenos estudados e seus significados.
Mas sendo a realidade cultural infinita, uma investigação exaustiva, que considerasse todas as circunstâncias ou variáveis
envolvidas num determinado acontecimento, torna-se uma pretensão inatingível. Por isso, o cientista social precisa isolar, da
‘imensidade absoluta, um fragmento ínfimo’ que considera relevante. [...] Pode-se dizer, então, que o particular ou o específico
não é aquilo que vem dado pela experiência, nem muito menos o ponto de partida do conhecimento, mas o resultado de um
esforço cognitivo que discrimina, organiza e, enfim, abstrai certos aspectos da realidade na tentativa de explicar as causas
associadas à produção de determinados fenômenos”.
QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Marcia Gardênia Monteiro de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber.
Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. p. 100.
Considerando o trecho acima, assinale a alternativa que apresenta corretamente a definição de objetividade da
pesquisa científica, segundo Weber.
Conforme Marx e Engels: “O modo pelo qual os homens produzem seus meios de vida
depende, antes de tudo, da própria constituição dos meios de vida já encontrados e que
eles têm de reproduzir. Esse modo de produção não deve ser considerado meramente
sob o aspecto de ser a reprodução da existência física dos indivíduos. Ele é, muito mais,
uma forma determinada de sua atividade, uma forma determinada de exteriorizar sua vida,
um determinado modo de vida desses indivíduos”.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Huitec, 1999, p. 27.