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Na prática cotidiana da Atenção Primária à Saúde (APS), o médico de família lida com usuários com múltiplas demandas clínicas, uso simultâneo de vários medicamentos, queixas recorrentes e diferentes níveis de sofrimento biopsicossocial. Nessas situações, intervenções excessivas podem gerar iatrogenias, enquanto abordagens simplistas podem resultar em abandono do cuidado ou conflitos na relação terapêutica.
Considerando os princípios fundamentais da prática da Medicina de Família e Comunidade (MFC), é CORRETO afirmar que:
Gestante de 34 anos, previamente hígida, encontra-se com 22 semanas de gestação em acompanhamento regular na Unidade de Saúde da Família (USF). Nas duas últimas consultas consecutivas, com intervalo de uma semana e com medidas realizadas adequadamente, apresenta pressão arterial média de 148×96 mmHg. Nega sintomas. Exames mostram proteinúria negativa e glicemia de jejum de 92 mg/dL. O teste oral de tolerância à glicose ainda não foi realizado. Relata uso de losartana desde antes da gestação, prescrita por outro serviço, mantida até o momento.
Diante do quadro apresentado, é CORRETO afirmar que:
Homem de 39 anos comparece à Unidade de Saúde da Família (USF) para consulta de rotina. Durante a anamnese ampliada, refere consumo de bebida alcoólica em média 5 dias por semana, geralmente 3 a 4 latas de cerveja por noite, aumentando nos fins de semana. Relata que bebe para “relaxar após o trabalho”. Nega faltas ao trabalho, conflitos familiares importantes ou sintomas de abstinência. Ao exame físico, não há sinais clínicos de doença hepática ou outras complicações relacionadas ao álcool. Na avaliação com instrumento de rastreamento aplicado na Atenção Primária à Saúde (APS), obtém escore compatível com uso de risco, sem critérios para dependência.
Diante desse contexto, é CORRETO afirmar que:
Criança de 4 anos é levada à Unidade de Saúde da Família (USF) por febre há 2 dias, seguida do surgimento de exantema maculopapular difuso. A mãe refere que a criança está menos ativa; porém, mantém aceitação de líquidos. Ao exame, observam-se exantema generalizado, hiperemia conjuntival discreta e linfonodomegalia cervical. Não há sinais de instabilidade hemodinâmica. Na avaliação da caderneta de vacinação, verifica-se que a criança recebeu apenas as vacinas previstas para o primeiro ano de vida, sem registros de reforços ou vacinas combinadas indicadas após essa faixa etária.
Diante do quadro apresentado, é CORRETO afirmar que:
No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), sobre a abordagem do olho vermelho, é CORRETO afirmar que:
Na Atenção Primária à Saúde (APS), grande parte das queixas dermatológicas corresponde a condições crônicas, recorrentes ou de evolução flutuante, muitas vezes associadas a fatores ambientais, ocupacionais, psicossociais e sistêmicos. Nesse contexto, o manejo inadequado pode levar tanto à medicalização excessiva quanto ao atraso no diagnóstico de doenças de maior gravidade.
Considerando os princípios da abordagem dermatológica na APS, alternativa é CORRETO afirmar que:
Mulher de 67 anos procura a Unidade de Saúde da Família (USF) por queixa de perda involuntária de urina há cerca de 8 meses. Relata episódios principalmente ao tossir, rir ou levantar peso. Nega ardor miccional, febre ou urgência urinária. Refere aumento da frequência miccional ao longo do dia, mas sem noctúria importante. Ao exame físico, não há dor suprapúbica, e o exame neurológico é normal. Urina tipo I recente não mostra leucocitúria nem bacteriúria.
Diante do quadro apresentado, é CORRETO afirmar que:
Homem de 57 anos, com diagnóstico de diabetes Mellitus tipo 2 há 8 anos, comparece à consulta de seguimento. Faz uso de metformina e glibenclamida. Relata aderência irregular à dieta e à atividade física. Nega eventos cardiovasculares prévios. Exames recentes mostram HbA1c de 6,8%, LDL-colesterol de 154 mg/dL e pressão arterial média de 136×84 mmHg. O paciente afirma que “o diabetes está controlado” e questiona a necessidade de “mais remédios”.
Diante do quadro apresentado, é CORRETO afirmar que:
Mulher de 62 anos, hipertensa e diabética, comparece à consulta de rotina na Unidade de Saúde da Família (USF). Relata uso regular de metformina, losartana e hidroclorotiazida. Nega eventos cardiovasculares prévios. Exames recentes mostram LDL-colesterol de 118 mg/dL. É ex-tabagista há 5 anos. Pergunta se “já não está na hora de começar AAS para prevenir infarto”.
Considerando a prevenção cardiovascular e as recomendações atuais, é CORRETO afirmar que:
Homem de 58 anos procura a Unidade de Saúde da Família (USF) por episódio de dor torácica ocorrido há cerca de 6 horas, já resolvido no momento da consulta. Descreve dor em aperto, retroesternal, com irradiação para o braço esquerdo, associada a sudorese fria e náuseas, com duração aproximada de 25 minutos. É hipertenso e tabagista. Ao exame físico atual, encontra-se hemodinamicamente estável, assintomático, com sinais vitais dentro da normalidade.
Diante do quadro apresentado, é CORRETO afirmar que: