Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

Logoquestionei.com
  1. Início/
  2. Questões

Questões

Explore as questões disponíveis e prepare-se para seus estudos!

Filtros

Disciplina
Tema
Cargo
Dificuldade
Banca
Ano
Organização

Excluir questões:

Filtrar por:

Seus filtros aparecerão aqui.

10 por página

1

457941201423799
Ano: 2018Banca: FEPESEOrganização: ABEPRODisciplina: Engenharia de Produção e OtimizaçãoTemas: Gestão da Produção
As operações produtivas apresentam diversas possibilidades de arranjos físicos. Entretanto, a maioria dos arranjos físicos, na prática, deriva de apenas quatro tipos básicos.

Analise as afirmativas abaixo sobre estes tipos básicos de arranjo físico.

1. Um canteiro de obra é tipicamente um exemplo de arranjo físico posicional, já que existe uma quantidade de espaço limitada que deve ser alocada aos vários recursos transformadores.
2. Em um arranjo físico celular, os recursos transformados se movimentam para uma parte da célula na qual os recursos transformadores estão disponíveis para seu processamento.
3. Uma linha de produção de eletrodomésticos é um típico arranjo físico por processo, visto que prioriza o fluxo do processo para organizar os recursos transformadores.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

2

457941201560767
Ano: 2018Banca: FEPESEOrganização: ABEPRODisciplina: Engenharia de Produção e OtimizaçãoTemas: Ergonomia em Engenharia de Produção
Um modelo é uma representação de um determinado fenômeno estudado. Um modelo utilizado pela Ergonomia é o denominado Sistema Humano-Máquina-Ambiente, que é composto por três subsistemas: o ser humano, a máquina e o ambiente. Esses subsistemas interagem continuamente entre si.

Qual elemento abaixo não faz parte desses subsistemas?
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

3

457941202045396
Ano: 2019Banca: FEPESEOrganização: ABEPRODisciplina: Língua InglesaTemas: Compreensão de Texto
Text

Operations management is important. It is concerned with creating the products and services upon which we all depend. And creating products and services is the very reason for any organization’s existence, whether that organization be large or small, manufacturing or service, for profit or not profit. Thankfully, most companies have now come to understand the importance of operations. This is because they have realized that effective operations management gives the potential to improve revenues and, at the same time, enables goods and services to be produced more efficiently. It is this combination of higher revenues and lower costs which is understandably important to any organization.

Operations management is also exciting. It is at the center of so many of the changes affecting the business world – changes in customer preference, changes in supply networks brought about by internet-based technologies, changes in what we want to do at work, how we want to work, and so on. There has rarely been a time when operations management was more topical or more at the heart of business and cultural shifts.

Operations management is also challenging. Promoting the creativity which will allow organizations to respond to so many changes is becoming the prime task of operations managers. It is they who must find the solutions to technological and environmental challenges, the pressures to be socially responsible, the increasing globalization of markets and the difficult-to-define areas of knowledge management.
The underlined word in “It is they who must find the solutions to technological and environmental challenges…”, is being used to express
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

4

457941200417293
Ano: 2017Banca: FEPESEOrganização: ABEPRODisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual | Morfologia | Sintaxe | Pontuação | Uso dos Conectivos | Morfossintaxe da Palavra 'QUE' | Emprego dos Dois-Pontos | Compreensão e Interpretação Textual | Advérbios

Texto 2

Batalhas essenciais da democracia são linguísticas


Trecho de entrevista do escritor angolano Gonçalo M. Tavares à revista CULT.


CULT – Em O torcicologologista, excelência, você usa muitos jogos de lógica e brinca com o sentido das palavras, levando as situações à beira do absurdo. Em que medida esse jogo com a linguagem e o absurdo relacionam-se a certa crítica ao contemporâneo?


Gonçalo M. Tavares – Eu penso muito que a criação crítica sobre o contemporâneo é uma criação crítica sobre a linguagem, porque nas democracias grande parte das batalhas essenciais são linguísticas. E nós percebemos que a linguagem é uma máquina que pode funcionar de diferentes maneiras: uma máquina por vezes irônica, por vezes de manipulação, muitas vezes uma máquina de tentar explicar a realidade. Portanto a linguagem está sempre no centro da democracia. Felizmente, de alguma maneira, a arma foi substituída pelo verbo. O que me parece interessante é que as pessoas deveriam ter uma espécie de manual de defesa da linguagem e não têm (um pouco como aprender uma arte marcial), aprender a estrutura da linguagem, a forma como ela funciona. No Torcicologologista, os diálogos partem muito dessa ideia de que as frases não dizem apenas uma coisa, elas têm vários sentidos, podem ir por um caminho, ou pelo caminho oposto. O diálogo é uma maneira da pessoa dizer coisas que não sabia que sabia. É o outro, através de suas questões, que faz com que eu diga algo novo para mim, portanto o diálogo não é um somatório de monólogos, é mesmo uma possibilidade de descobrir coisas diferentes


CULT - Em que medida o excesso de explicações e informações sem encanto está relacionado às crises políticas, econômicas e sociais pelas quais o ocidente parece passar?


Gonçalo M. Tavares – A linguagem ligada ao informativo é uma linguagem útil, a economia exige uma linguagem útil, quase como se fosse algo de compra e venda, uma linguagem clara. Julgo que uma das grandezas da linguagem é muitas vezes não ser clara, é poder dizer várias coisas ao mesmo tempo, às vezes várias coisas opostas. Uma das qualidades da linguagem é, por exemplo, ser ambígua, o que muitas vezes a matemática não é. E isso não deve ser visto como algo negativo, deve ser visto como algo extraordinário. Essas qualidades da linguagem, que são qualidades escondidas, são o contrário da informação e o contrário da clareza; e a ideia de transformar a linguagem em um mundo útil é anular, é destruir as suas grandes qualidades. O mundo da poesia e da metáfora, por exemplo, é precisamente o mundo da não clareza. Talvez um mundo a buscar pela economia tenha retirado da linguagem essa possibilidade de sonhar, de fantasiar, de ser ambígua.


POMPERMAIER, P. H. Batalhas essenciais da democracia são linguísticas. Disponível em: <<https://revistacult.uol.com.br/home/batalhas-essenciais-da-democracia-sao-linguisticas-goncalo-tavares/>> Acesso em 24/08/2017 [Adaptado]

Analise as afirmativas abaixo, considerando-as em relação à primeira resposta da entrevista.

1. Em “E nós percebemos que a linguagem é uma máquina que pode funcionar de diferentes maneiras: […]”, o sinal de dois-pontos é usado para apresentar uma enumeração.
2. Em “Felizmente, de alguma maneira, a arma foi substituída pelo verbo”, a palavra sublinhada é uma advérbio que indica o modo como a ação verbal foi realizada.
3. Em “É o outro, através de suas questões, que faz com que eu diga algo novo para mim”, os vocábulos sublinhados funcionam como recurso de ênfase, podendo ser excluídos sem alterar as relações sintáticas entre os demais constituintes da frase.
4. Em “as pessoas deveriam ter uma espécie de manual de defesa da linguagem e não têm”, o conector sublinhado não tem função aditiva e sim adversativa, podendo ser substituído por “mas”, sem prejuízo de significado no texto.
5. Em “as frases não dizem apenas uma coisa, elas têm vários sentidos”, a segunda oração introduz uma informação que se contrapõe à direção argumentativa da primeira.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

5

457941201683607
Ano: 2019Banca: FEPESEOrganização: ABEPRODisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Sintática | Uso dos Conectivos | Análise Textual | Sintaxe | Estrutura Textual
Texto 1

Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade

A reflexão sobre as práticas sociais, em um contexto marcado pela degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema, envolve uma articulação com a educação ambiental, numa perspectiva interdisciplinar. Nesse sentido, a produção de conhecimento deve necessariamente contemplar as inter-relações do meio natural com o social, priorizando um novo perfil de desenvolvimento, com ênfase na sustentabilidade socioambiental. Leff (2001) fala sobre a impossibilidade de resolver os crescentes e complexos problemas ambientais e reverter suas causas sem que ocorra uma mudança radical nos sistemas de conhecimento, dos valores e dos comportamentos gerados pela dinâmica de racionalidade existente, fundada no aspecto econômico do desenvolvimento.

A realidade contemporânea exige uma reflexão cada vez menos linear, e isso se produz na inter-relação dos saberes e das práticas coletivas que criam identidades e valores comuns e ações solidárias diante da reapropriação da natureza, com vistas a um desenvolvimento sustentável. A complexidade do processo de transformação de um planeta, não apenas crescentemente ameaçado, mas também diretamente afetado pelos riscos socioambientais e seus danos, é cada vez mais notória. A concepção “sociedade de risco”, de Beck (1992), amplia a compreensão de um cenário marcado por nova lógica de distribuição dos riscos. Os riscos atuais caracterizam-se por ter consequências, em geral de alta gravidade, desconhecidas a longo prazo e que não podem ser avaliadas com precisão, como é o caso dos riscos ecológicos, químicos, nucleares e genéticos.

O tema da sustentabilidade confronta-se com o paradigma da “sociedade de risco”. Isso implica a necessidade de se multiplicarem as práticas sociais baseadas no fortalecimento do direito ao acesso à informação e à educação ambiental em uma perspectiva integradora. E como se relaciona educação ambiental com a cidadania? Cidadania tem a ver com a identidade e o pertencimento a uma coletividade. A educação ambiental como formação e exercício de cidadania refere-se a uma nova forma de encarar a relação do homem com a natureza, baseada numa nova ética, que pressupõe outros valores morais e uma forma diferente de ver o mundo e os homens. A educação  ambiental deve ser vista como um processo de permanente aprendizagem que valoriza as diversas formas de conhecimento e forma cidadãos com consciência local e planetária.

O desafio político da sustentabilidade, apoiado no potencial transformador das relações sociais que representam o processo da Agenda 21 – plano abrangente de ação para o desenvolvimento sustentável no século XXI –, encontra-se estreitamente vinculado ao processo de fortalecimento da democracia e da construção da cidadania, baseado em valores éticos como fundamentais para fortalecer a complexa interação entre sociedade e natureza.

JACOBI, Pedro. Cadernos de Pesquisa, n. 118, p. 189-205, março/2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cp/n118/16834.pdf> Acesso em 18 de fevereiro de 2019. [Adaptado]
Assinale a alternativa correta, em relação ao 3º parágrafo do texto 1.
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

6

457941200642611
Ano: 2019Banca: FEPESEOrganização: ABEPRODisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Texto 1

Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade

A reflexão sobre as práticas sociais, em um contexto marcado pela degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema, envolve uma articulação com a educação ambiental, numa perspectiva interdisciplinar. Nesse sentido, a produção de conhecimento deve necessariamente contemplar as inter-relações do meio natural com o social, priorizando um novo perfil de desenvolvimento, com ênfase na sustentabilidade socioambiental. Leff (2001) fala sobre a impossibilidade de resolver os crescentes e complexos problemas ambientais e reverter suas causas sem que ocorra uma mudança radical nos sistemas de conhecimento, dos valores e dos comportamentos gerados pela dinâmica de racionalidade existente, fundada no aspecto econômico do desenvolvimento.

A realidade contemporânea exige uma reflexão cada vez menos linear, e isso se produz na inter-relação dos saberes e das práticas coletivas que criam identidades e valores comuns e ações solidárias diante da reapropriação da natureza, com vistas a um desenvolvimento sustentável. A complexidade do processo de transformação de um planeta, não apenas crescentemente ameaçado, mas também diretamente afetado pelos riscos socioambientais e seus danos, é cada vez mais notória. A concepção “sociedade de risco”, de Beck (1992), amplia a compreensão de um cenário marcado por nova lógica de distribuição dos riscos. Os riscos atuais caracterizam-se por ter consequências, em geral de alta gravidade, desconhecidas a longo prazo e que não podem ser avaliadas com precisão, como é o caso dos riscos ecológicos, químicos, nucleares e genéticos.

O tema da sustentabilidade confronta-se com o paradigma da “sociedade de risco”. Isso implica a necessidade de se multiplicarem as práticas sociais baseadas no fortalecimento do direito ao acesso à informação e à educação ambiental em uma perspectiva integradora. E como se relaciona educação ambiental com a cidadania? Cidadania tem a ver com a identidade e o pertencimento a uma coletividade. A educação ambiental como formação e exercício de cidadania refere-se a uma nova forma de encarar a relação do homem com a natureza, baseada numa nova ética, que pressupõe outros valores morais e uma forma diferente de ver o mundo e os homens. A educação ambiental deve ser vista como um processo de permanente aprendizagem que valoriza as diversas formas de conhecimento e forma cidadãos com consciência local e planetária.

O desafio político da sustentabilidade, apoiado no potencial transformador das relações sociais que representam o processo da Agenda 21 – plano abrangente de ação para o desenvolvimento sustentável no século XXI –, encontra-se estreitamente vinculado ao processo de fortalecimento da democracia e da construção da cidadania, baseado em valores éticos como fundamentais para fortalecer a complexa interação entre sociedade e natureza.

JACOBI, Pedro. Cadernos de Pesquisa, n. 118, p. 189-205, março/2003. Disponível em:


TEXTO 2

Entrevista: um dos maiores especialistas em sustentabilidade, Ricardo Young, comenta os benefícios de incluir essa estratégia nos negócios da empresa

Na sua opinião, qual seria o balanço da discussão sobre sustentabilidade nas empresas, na primeira década do século XXI?

Ricardo Young A década de 2000 representou um grande salto das empresas em relação à Responsabilidade Social Empresarial, porque foi quando se criaram os mecanismos para essa gestão, com destaque para o GRI 4, o Global Compact, o ISO 26000 e indicadores Ethos. Além disso, tivemos um salto de governança graças ao novo patamar de transparência criado pelo IBGC e pela Bolsa de Valores. Quais serão, na sua visão, as megatendências da gestão sustentável para os próximos anos? Ricardo Young A precificação do carbono e a penalização das empresas que forem perdulárias no uso de água e energia, uma vez que os recursos ficam mais escassos. Outro desafio é a intensificação das pesquisas tecnológicas, na busca de novos materiais para indústrias como a da informática, automobilística e também da construção civil.

Em sua opinião, qual o papel das empresas na construção de uma sociedade melhor?

Ricardo Young As empresas são gestoras de recursos e ao mesmo tempo supridoras de necessidades. As empresas podem criar condições para a sociedade caminhar na direção da sustentabilidade, conforme se mostram capazes de entregar um produto com custo ambiental cada vez menor, compensando sua pegada ecológica com criação de serviços ambientais. A Política de Resíduos Sólidos foi importante para isso, porque nos obrigou a pensar o consumo do berço ao berço.

Qual conselho você deixaria aos novos “líderes sustentáveis” que estão começando agora?

Ricardo Young As melhores habilidades de um líder sustentável são compreender para qual direção o mundo está mudando e quais suas necessidades. O pensar sistêmico, a gestão muktistakeholder, a ética e transparência como balizadoras da melhor revelação dos talentos de uma empresa, a mobilização da inteligência coletiva, o entendimento de processos caóticos e, por fim, a capacidade de gerir planejamentos dinâmicos fazem parte dos requisitos que um líder deve ter.

O conceito de Bauman de que tudo se torna líquido não é diferente para as empresas: elas precisam ser fluidas. Sua resiliência não pode se dar na direção da rigidez, mas justamente da fluidez. Afinal, diante de cenários novos e desafiadores, é preciso ter capacidade de ajustes rápidos e com baixo impacto ambiental. Isso só pode acontecer com a mobilização da inteligência coletiva de equipes conectadas e engajadas.

SILVEIRA, Karen Pegorari. Disponível em: <https://www.fiesp.com. br/indices-pesquisas-e-publicacoes/entrevista-um-dos-maiores-especialistas-em-sustentabilidade-ricardo-young-comenta-os-beneficios-de-incluir-essa-estrategia-nos-negocios-da-empresa>. Acesso em 18 de fevereiro de 2019. [Adaptado]
Assinale a alternativa correta, em relação ao texto 2.
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

7

457941201524777
Ano: 2017Banca: FEPESEOrganização: ABEPRODisciplina: Engenharia de Produção e OtimizaçãoTemas: Ergonomia em Engenharia de Produção
Assinale a afirmativa incorreta, de acordo com Iida (2005):
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

8

457941200157466
Ano: 2017Banca: FEPESEOrganização: ABEPRODisciplina: Língua PortuguesaTemas: Morfologia Verbal | Dificuldades da Língua Padrão | Pronomes Pessoais do Caso Reto | Flexão de Tempo Verbal | Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo | Colocação Pronominal | Morfologia dos Pronomes

Texto 3

Contra os iconoclastas


A mentira está no mundo. Ela está em nós e ao nosso redor. Não podemos fechar-lhe os olhos. Omnis homo mandax, diz um salmo (115, 11). Podemos traduzir: o homem é uma criatura capaz de mentir. Se não são todos os homens que escondem seus pensamentos com a língua, no caso de políticos e diplomatas a mentira integra o métier. Hermann Kesten expande a ideia como um leque: “Há categorias profissionais inteiras, sobre as quais o povo pensa de antemão, que obrigam seus representantes a mentir, como, por exemplo, teólogos, políticos, prostitutas, diplomatas, jornalistas, advogados, atores, juízes […]”. Palavras de um poeta?


Santo Agostinho, o primeiro a tornar a mentira objeto de reflexão filosófica e teológica, viu também em primeira mão o aspecto linguístico da mentira. Seria mentira o discurso figurado? Quod absit omnino (‘O que seria pura tolice’), disse Agostinho, ao refletir sobre a ideia de que a linguagem figurada em todas as suas formas talvez devesse ser considerada no âmbito da mentira. Não são muitos os que censuram explicitamente a metáfora (adotaremos o termo para todos os tipos de imagens linguísticas) de ser mentirosa. Mas implicitamente se ouve sempre essa censura. Em especial na ciência parece reinar um profundo ceticismo em relação à metáfora. Vez ou outra entram em cena iconoclastas arrogando que querem agora purificar a linguagem científica de todas as metáforas, e tudo ficaria bem, a verdade assomaria. Comparação deve ceder lugar à razão, dizem, e a ciência deve exprimir-se em sua linguagem. As metáforas apenas dissimulariam os pensamentos científicos, ou mesmo os deformariam. Um pesquisador sério escreve sem metáforas.


Mas eliminar as metáforas quer dizer não somente arrancar as flores do caminho da verdade, quer dizer também se privar do veículo que ajuda a acelerar o acesso à verdade. Uma palavra isolada jamais pode ser uma metáfora. “Fogo” é sempre a palavra normal cujo significado (lexical) conhecemos. Somente através de um contexto essa palavra pode se tornar uma metáfora, por exemplo, “fogo da paixão”. Se a metáfora necessariamente tem o contexto como condição de sua formação, não se aplica para ela a semântica da palavra isolada, mas a semântica da palavra no texto, com o jogo da determinação entre os polos do significado lexical e do significado textual. Essa tensão constitui o fascínio da metáfora.


Não há nenhuma razão para desconfiança ante as metáforas. Não se pode falar que a linguagem figurada seja como uma cobertura de flores, bela, mas inútil. Todas as palavras nos deveriam ser bem-vindas se queremos usá-las no texto, aquelas em contexto esperado, bem como aquelas em contexto inesperado, as metáforas. Não há mentira na metáfora, portanto.


WEINRICH, H. Linguística da mentira. Trad. de M. A. Barbosa e W. Heidermann. Florianópolis: Ed. da Ufsc, 2017. p. 13-15; 53-59. Adaptado.

Considere as afirmativas abaixo, com base no texto 3.

1. Em “os deformariam” (2° parágrafo), a posposição (ênclise) do pronome átono consistiria em desvio da norma culta, pois o verbo está no futuro do pretérito.
2. As construções “a ciência deve exprimir-se” (2°  parágrafo) e “essa palavra pode se tornar” (3°  parágrafo) evidenciam um uso variável da colocação pronominal em português. 
3. Em “Não se pode falar” (4º parágrafo), o pronome sublinhado pode ser deslocado para entre os verbos, sem ferir a norma culta da língua escrita.
4. A construção “não se aplica para ela” (3° parágrafo) pode ser reescrita como “não se aplica-lhe”, sem ferir a norma culta da língua escrita.
5. A reescrita de “se queremos usá-las no texto” (4° parágrafo) como “se as queremos usar no texto” é bem aceita na norma culta, já a construção “se queremos usar elas no texto” é rejeitada na norma culta da língua escrita.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

9

457941200603768
Ano: 2018Banca: FEPESEOrganização: ABEPRODisciplina: Língua InglesaTemas: Compreensão de Texto

A Brief and Simplified Description of Papermaking


The paper we use today is created from individual wood fibers that are first suspended in water and then pressed and dried into sheets. The process of converting the wood to a suspension of wood fibers in water is known as pulp making, while the manufacture of the dried and pressed sheets of paper is formally termed papermaking. The process of making paper has undergone a steady evolution, and larger and more sophisticated equipment and better technology continue to improve it.


The Wood yard and Wood rooms


The process at Androscogging began with receiving wood in the form of chips or of logs 4 or 8 feet in length. From 6 AM to 10 PM a steady stream of trucks and railroad cars were weighted and unloaded. About 40 percent were suplied by independents who were paid by weight their logs. The mill also received wood chips from lumber mills in the area. The chips and logs were stored in mammoth piles with separate piles for wood of different species (such as pine, spruce, hemlock).


When needed, logs were floated in flumes......(1).....the wood yard.....(2).....one of the mill’s three wood rooms. There, bark was rubbed......(3)........in long, ribbed debarking drums by tumbling the logs against one another. The logs then fell into a chipper;......(4)......seconds a large log was reduced to a pile of chips approximately 1 inch by 1 inch by 1/4 inch.


The chips were stored in silos. There were separate silos for softwoods (spruce, fir, hemlock, and pine) and hardwoods (maple, oak, beech, and birch). This separate and temporary storage of chips permitted the controlled mixing of chips into the precise recipe for the grade of paper being produced.


The wood chips were then sorted through large, flat vibrating screens. Oversized chips were rechipped, and ones that were too small were collected for burning in the power house. (The mill provided approximately 20 percent of all its own steam and electricity needs from burning waste. An additional 50 percent of total electricity needs was produced by harnessing the river for hydroelectric power.)


Once drawn from the silo into the digesters, there was no stopping the flow of chips into paper. 


Pulpmaking


The pulp made at Androscoggin was of two types: Kraft pulp (produced chemically) and ground wood pulp (produced mechanically). Kraft pulp was far more important to the high quality white papers produced at Androscoggin, accounting for 80 percent of all the pulp used. Kraft pulp makes strong paper. (Kraft is German for strength. A German invented the Kraft pulp process in 1884.) A paper’s strength generally comes from the overlap and binding of long fibers of softwood; only chemically was it initially possible to separate long wood fibers for suspension in water. Hardwood fibers are generally smaller and thinner and help smooth the paper and make it less porous.


The ground wood pulping process was simpler and less expensive than the Kraft process. It took high quality spruce and fir logs and pressed them continuously against a revolving stone that broke apart the wood’s fibers. The fibers, however, were smaller than those produced by the Kraft process and, although used to make newsprint, were useful at Androscoggin in providing “fill” for the coated publication gloss papers of machines 2 and 3, as will be described later.


(A)The chemical Kraft process worked by dissolving the lignin that bonds wood fibers together. (B) It did this in a tall pressure cooker, called a digester, by “cooking” the chips in a solution of caustic soda (NaOH) and sodium sulfide (Na2S), which was termed the “white liquor.” (C)The two digesters at Androscoggin were continuous digesters; chips and liquor went into the top, were cooked together as they slowly settled down to the bottom, and were drawn off the bottom after about three hours. (D) By this time, the white liquor had changed chemically to “black liquor’’; the digested chips were then separated from this black liquor. (E)


In what was known as the “cold blow” process, the hot, pressurized chips were gradually cooled and depressurized. A “cold liquor’’ (170°F) was introduced to the bottom of the digester and served both to cool and to transport the digested chips to a diffusion washer that washed and depressurized the chips. Because so much of the lignin bonding the fibers together had been removed, the wood fiber in the chips literally fell apart at this stage.


The black liquor from the digester entered a separate four-step recovery process. Over 95 percent of the black liquor could be reconstituted as white liquor, thereby saving on chemical costs and significantly lowering pollution. The four-step process involved (1) washing the black liquor from the cooked fiber to produce weak black liquor, (2) evaporating the weak black liquor to a thicker consistency, (3) combustion of this heavy black liquor with sodium sulfate (Na2SO4 ), and redissolving the smelt, yielding a “green liquor” (sodium carbonate + sodium sulfide), and (4) adding lime, which reacted with the green liquor to produce white liquor. The last step was known as causticization.


Meanwhile, the wood-fiber pulp was purged of impurities like bark and dirt by mechanical screening and by spinning the mixture in centrifugal cleaners. The pulp was then concentrated by removing water from it so that it could be stored and bleached more economically.


By this time, depending on the type of pulp being made, it had been between 3 1/2 and 5 hours since the chips had entered the pulp mill. 


All the Kraft pulp was then bleached. Bleaching took between 5 and 6 hours. It consisted of a three-step process in which (1) a mix of chlorine (Cl2 ) and chlorine dioxide (CIO2 ) was introduced to the pulp and the pulp was washed; (2) a patented mix of sodium hydroxide (NaOH), liquid oxygen, and hydrogen peroxide (H2 O2 ) was then added to the pulp and the pulp was again washed; and (3) chlorine dioxide (ClO2 ) was introduced and the pulp washed a final time. The result was like fluffy cream of wheat. By this time the pulp was nearly ready to be made into paper.


From the bleachery, the stock of pulp was held for a short time in storage (a maximum of 16 hours) and then proceeded through a series of blending operations that permitted a string of additives (for example, filler clay, resins, brighteners, alum, dyes) to be mixed into the pulp according to the recipe for the paper grade being produced. Here, too, “broke” (paper wastes from the mill itself) was recycled into the pulp. The pulp was then once again cleaned and blended into an even consistency before moving to the papermaking machine itself.


It made a difference whether the broke was of coated or uncoated paper, and whether it was white or colored. White, uncoated paper could be recycled immediately. Colored, uncoated paper had to be rebleached. Coated papers, because of the clays in them, could not be reclaimed.



In the 8th paragraph, where can the following sentence be placed?

“The temperature in this cooking process reached as high as 340°F, and the pressure was as great as 11 atmospheres.”
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

10

457941200009005
Ano: 2019Banca: FEPESEOrganização: ABEPRODisciplina: Engenharia de Produção e OtimizaçãoTemas: Gestão da Produção
O projeto detalhado do arranjo físico consiste no ato de operacionalizar os princípios gerais selecionados na escolha dos tipos básicos de arranjo físico.


Analise as afirmativas abaixo sobre o projeto detalhado de arranjo físico.


  1. 1. Um dos principais objetivos do arranjo físico consiste em minimizar a extensão do fluxo, que corresponde em reduzir as distâncias percorridas pelos recursos transformados.

  2. 2. Nos arranjos físicos por produto, o nível e a direção do fluxo são em geral representados em diagramas de fluxo, também denominados de carta “de-para”, que representam o número de carregamentos realizados entre cada centro de trabalho.

  3. 3. A complexidade combinatória dos arranjos físicos por processo levou ao desenvolvimento de heurísticas, como a CRAFT (Computerized Relative Allocation of Facilities Technique), que procura realizar trocas nos posicionamentos dos centros de trabalho como forma de encontrar arranjos físicos que minimizem os custos associados ao transporte.



Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas

Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
..
Logoquestionei.com