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1

457941201629076
Ano: 2017Banca: IMAOrganização: CREF - 15ª Região (PI - MA)Disciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual

Para responder a essas questões, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.


Discutir o aborto por amor à vida

Leonardo Boff


AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO:


TEXTO


1_____Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida

2 ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o

3 aborto, pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.

4 ______Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e

5 que desafia o bom-senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos

6 clandestinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.

7 _____Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia, mas com uma saúde pública responsável e

8 com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida

9 embrionária e não adotam a mesma atitude face aos milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem

10 comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas

11 formas e idades e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e a toda a sociedade

12 criar as condições para que as mães não precisem abortar.

13 _____Eu mesmo assisti, nos degraus da catedral de Fortaleza, a uma mãe famélica, pedindo esmola e

14 amamentando o filho com o sangue de seu próprio seio. Era a figura do pelicano. Perplexo e tomado de

15 compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.

16 _____Mesmo assim, ocorrem abortos, sempre dolorosos e que afetam profundamente a psique da mãe.

17 Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, na

18 introdução que fez a um livro desafiador e instigante e não livre de questionamento: Aborto: perda e

19 renovação: Um paradoxo na busca da identidade feminina (Paulus, 2006), de Eva Pattis, uma psicanalista

20 infantil de origem suíça, reconhecida em seu meio.

21 ____Conta Léon Bonaventure, com sutileza de um fino psicanalista para quem a espiritualidade

22 constitui uma fonte de integração e de cura de feridas da alma. Uma senhora procurou um sacerdote e lhe

23 confessou que havia outrora praticado um aborto. Depois de ouvir sua confissão, o sacerdote, com profundo

24 senso humano, lhe perguntou: “Que nome deu ao seu filho”? A mulher, perplexa, ficou calada por longo

25 tempo.

26 ____Então, disse o sacerdote: ”Vamos dar-lhe um nome. E se a senhora concordar vamos também

27 batizá-lo”. A senhora anuiu com a cabeça. E simbolicamene assim o fizeram. Depois o sacerdote falou do

28 mistério da vida humana. Disse: “Há vidas que vêm a esta Terra por 10, 50 e até 100 anos; outras jamais verão

29 a luz do sol. No calendário litúrgico da Igreja há a festa dos Santos Inocentes, no dia 28 de dezembro, aqueles

30 que Herodes mandou matar no momento em que a Divina Criança veio ao mundo. Que esse dia seja também o

31 dia de aniversário de seu filho”.

32 ____“Na tradição cristã” — continuou o sacerdote — “os filhos eram sempre vistos como um presente

33 de Deus e uma bênção para a vida. No passado nossos pais iam à Igreja oferecer seus filhos a Deus. Nunca é

34 tarde para você também oferecer seu filho a Deus”.

35 _____O sacerdote terminou sua fala com as seguintes palavras consoladoras: ”Como ser humano não

36 posso julgá-la. Mas se você pecou contra a vida, o Deus da vida pode reconciliá-la com a vida e com Ele. Vá

37 em paz e viva”.

388 ____O Papa Francisco sempre recomenda misericórdia, compreensão e ternura na relação dos

39 sacerdotes para com os fiéis. Esse sacerdote viveu avant la lettre esses valores profundamente humanos e que

40 pertencem à prática do Jesus histórico. Que eles possam inspirar a outros sacerdotes a terem a mesma

41 humanidade.


Site de origem: Discutir o aborto por amor à vida, por Leonardo Boff (Jornal do Brasil).

IN:http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/discutir-o-aborto-por amor-vida-por-leonardo-boff/

Sobre o texto, é verdadeiro o que se afirma em:

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2

457941200851620
Ano: 2017Banca: IMAOrganização: CREF - 15ª Região (PI - MA)Disciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual

Quanto custa um pôr-de-sol?

Leonardo Boff

1 Um grande empresário americano, estando em Roma, quis mostrar ao filho a beleza de um pôr-

2 de-sol nas colinas de Castelgandolfo. Antes de se postarem num bom ângulo, o filho perguntou ao pai:

3 "pai, onde se paga?" Esta pergunta revela a estrutura da sociedade dominante, assentada sobre a economia

4 e o mercado. Nela para tudo se paga - também um pôr-de-sol - tudo se vende e tudo se compra.

5 Ela operou, segundo notou ainda em 1944 o economista norte-americano Polanyi, a grande

6 transformação ao conferir valor econômico a tudo. As relações humanas se transformaram em transações

7 comerciais e tudo, tudo mesmo, do sexo à Santíssima Trindade, vira mercadoria e chance de lucro.

8 Se quisermos qualificá-la, diríamos que esta é uma sociedade produtivista, consumista e

9 materialista. É produtivista porque explora todos os recursos e serviços naturais visando o lucro e não a

10 preservação da natureza. É consumista porque se não houver consumo cada vez maior não há também

11 produção nem lucro. É materialista, pois sua centralidade é produzir e consumir coisas materiais e não

12 espirituais como a cooperação e o cuidado. Está mais interessada no crescimento quantitativo – como

13 ganhar mais – do que no desenvolvimento qualitativo – como viver melhor com menos – em harmonia

14 com a natureza, com equidade social e sustentabilidade sócio-ecológica.

15 Cabe insistir no óbvio: não há dinheiro que pague um pôr-de-sol. Não se compra na bolsa a lua

16 cheia “que sabe de mi largo caminar.” A felicidade, a amizade, a lealdade e o amor não estão à venda nos

17 shoppings. Quem pode viver sem esses intangíveis? Aqui não funciona a lógica do interesse, mas da

18 gratuidade, não a utilidade prática, mas o valor intrínseco da natureza, da ridente paisagem, do carinho

19 entre dois enamorados. Nisso reside a felicidade humana.

20 O insuspeito Daniel Soros, o grande especulador das bolsas mundiais, confessa em seu livro A

21 crise do capitalismo (1999): ”uma sociedade baseada em transações solapa os valores sociais; estes

22 expressam um interesse pelos outros; pressupõem que o indivíduo pertence a uma comunidade, seja uma

23 família, uma tribo, uma nação ou a humanidade, cujos interesses têm preferência em relação aos

24 interesses individuais. Mas uma economia de mercado é tudo menos uma comunidade. Todos devem

25 cuidar dos seus próprios interesses... e maximizar seus lucros, com exclusão de qualquer outra

26 consideração” (p. 120 e 87).

27 Uma sociedade que decide organizar-se sem uma ética mínima, altruísta e respeitosa da

28 natureza, está traçando o caminho de sua própria autodestruição. Então, não causa admiração o fato de

29 termos chegado aonde chegamos, ao aquecimento global e à aterradora devastação da natureza, com

30 ameaças de extinção de vastas porções da biosfera e, no termo, até da espécie humana.

31 Suspeito que, se não quebrarmos o paradigma produtivista/consumista/materialista, poderemos

32 encontrar pela frente a escuridão. Devemos tentar ser, pelo menos um pouco, como a rosa, cantada pelo

33 místico poeta Angelus Silesius (+1677): “a rosa é sem porquê: floresce por florescer, não cuida de si

34 mesma nem pede para ser olhada” (aforismo 289). Essa gratuidade é uma das pilastras do novo

35 paradigma.


IN: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/

Identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas. O texto evidencia


( ) as bases em que se assenta a sociedade na qual está inserido o homem contemporâneo.

( ) o consumismo como o eixo gerador da supervalorização do capital e do consequente materialismo visível no mundo moderno.

( ) a necessidade de resgate dos valores sociais perdidos ao longo do tempo, sem os quais o ser humano se sente incompleto e insatisfeito.

( ) a ausência de ética no relacionamento do homem com a natureza, além do individualismo que destrói a essência das relações interpessoais.

( ) a indispensabilidade da busca de redenção do homem através de atos em que a gratuidade seja marca registrada, permitindo-lhe um novo florescer.


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a:

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3

457941201916576
Ano: 2017Banca: IMAOrganização: CREF - 15ª Região (PI - MA)Disciplina: Direito PenalTemas: Definição de Crime | Causas de Extinção da Punibilidade | Tipos de Multa Penal | Teoria Geral do Crime | Multa Penal

Nos termos do Decreto-Lei n. 3.688/1941, acerca da Lei das Contravenções Penais, é correto afirmar que:

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4

457941201780762
Ano: 2017Banca: IMAOrganização: CREF - 15ª Região (PI - MA)Disciplina: Comunicação Oficial e Redação AdministrativaTemas: Guia Oficial de Redação Governamental | Assuntos Diversos

“Correspondência pública ou particular de caráter menos formal, utilizada para se fazer convites, solicitações, agradecimentos, informações. É utilizada para correspondência externa, quando não há necessidade do uso do padrão ofício, ou quando não se tem hierarquicamente, a competência para usá-lo. Geralmente, não é numerada sequencialmente, mas o órgão/setor que a utiliza com frequência pode fazê-lo.”


O texto se refere a qual tipo de comunicação oficial:

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5

457941202083949
Ano: 2017Banca: IMAOrganização: CREF - 15ª Região (PI - MA)Disciplina: Direito AdministrativoTemas: Estrutura da Administração Pública | Empresas Estatais

Acerca das empresas públicas, é correto afirmar que:

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6

457941201311291
Ano: 2017Banca: IMAOrganização: CREF - 15ª Região (PI - MA)Disciplina: Língua PortuguesaTemas: Morfologia Verbal | Flexão de Voz Verbal

Quanto custa um pôr-de-sol?

Leonardo Boff

1 Um grande empresário americano, estando em Roma, quis mostrar ao filho a beleza de um pôr-

2 de-sol nas colinas de Castelgandolfo. Antes de se postarem num bom ângulo, o filho perguntou ao pai:

3 "pai, onde se paga?" Esta pergunta revela a estrutura da sociedade dominante, assentada sobre a economia

4 e o mercado. Nela para tudo se paga - também um pôr-de-sol - tudo se vende e tudo se compra.

5 Ela operou, segundo notou ainda em 1944 o economista norte-americano Polanyi, a grande

6 transformação ao conferir valor econômico a tudo. As relações humanas se transformaram em transações

7 comerciais e tudo, tudo mesmo, do sexo à Santíssima Trindade, vira mercadoria e chance de lucro.

8 Se quisermos qualificá-la, diríamos que esta é uma sociedade produtivista, consumista e

9 materialista. É produtivista porque explora todos os recursos e serviços naturais visando o lucro e não a

10 preservação da natureza. É consumista porque se não houver consumo cada vez maior não há também

11 produção nem lucro. É materialista, pois sua centralidade é produzir e consumir coisas materiais e não

12 espirituais como a cooperação e o cuidado. Está mais interessada no crescimento quantitativo – como

13 ganhar mais – do que no desenvolvimento qualitativo – como viver melhor com menos – em harmonia

14 com a natureza, com equidade social e sustentabilidade sócio-ecológica.

15 Cabe insistir no óbvio: não há dinheiro que pague um pôr-de-sol. Não se compra na bolsa a lua

16 cheia “que sabe de mi largo caminar.” A felicidade, a amizade, a lealdade e o amor não estão à venda nos

17 shoppings. Quem pode viver sem esses intangíveis? Aqui não funciona a lógica do interesse, mas da

18 gratuidade, não a utilidade prática, mas o valor intrínseco da natureza, da ridente paisagem, do carinho

19 entre dois enamorados. Nisso reside a felicidade humana.

20 O insuspeito Daniel Soros, o grande especulador das bolsas mundiais, confessa em seu livro A

21 crise do capitalismo (1999): ”uma sociedade baseada em transações solapa os valores sociais; estes

22 expressam um interesse pelos outros; pressupõem que o indivíduo pertence a uma comunidade, seja uma

23 família, uma tribo, uma nação ou a humanidade, cujos interesses têm preferência em relação aos

24 interesses individuais. Mas uma economia de mercado é tudo menos uma comunidade. Todos devem

25 cuidar dos seus próprios interesses... e maximizar seus lucros, com exclusão de qualquer outra

26 consideração” (p. 120 e 87).

27 Uma sociedade que decide organizar-se sem uma ética mínima, altruísta e respeitosa da

28 natureza, está traçando o caminho de sua própria autodestruição. Então, não causa admiração o fato de

29 termos chegado aonde chegamos, ao aquecimento global e à aterradora devastação da natureza, com

30 ameaças de extinção de vastas porções da biosfera e, no termo, até da espécie humana.

31 Suspeito que, se não quebrarmos o paradigma produtivista/consumista/materialista, poderemos

32 encontrar pela frente a escuridão. Devemos tentar ser, pelo menos um pouco, como a rosa, cantada pelo

33 místico poeta Angelus Silesius (+1677): “a rosa é sem porquê: floresce por florescer, não cuida de si

34 mesma nem pede para ser olhada” (aforismo 289). Essa gratuidade é uma das pilastras do novo

35 paradigma.


IN: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/

Ao usar a voz passiva sintética em “tudo se vende” (L.4), o articulista:

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7

457941201043537
Ano: 2017Banca: IMAOrganização: CREF - 15ª Região (PI - MA)Disciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual

Para responder a essas questões, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.


Discutir o aborto por amor à vida

Leonardo Boff


AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO:


TEXTO


1_____Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida

2 ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o

3 aborto, pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.

4 ______Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e

5 que desafia o bom-senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos

6 clandestinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.

7 _____Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia, mas com uma saúde pública responsável e

8 com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida

9 embrionária e não adotam a mesma atitude face aos milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem

10 comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas

11 formas e idades e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e a toda a sociedade

12 criar as condições para que as mães não precisem abortar.

13 _____Eu mesmo assisti, nos degraus da catedral de Fortaleza, a uma mãe famélica, pedindo esmola e

14 amamentando o filho com o sangue de seu próprio seio. Era a figura do pelicano. Perplexo e tomado de

15 compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.

16 _____Mesmo assim, ocorrem abortos, sempre dolorosos e que afetam profundamente a psique da mãe.

17 Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, na

18 introdução que fez a um livro desafiador e instigante e não livre de questionamento: Aborto: perda e

19 renovação: Um paradoxo na busca da identidade feminina (Paulus, 2006), de Eva Pattis, uma psicanalista

20 infantil de origem suíça, reconhecida em seu meio.

21 ____Conta Léon Bonaventure, com sutileza de um fino psicanalista para quem a espiritualidade

22 constitui uma fonte de integração e de cura de feridas da alma. Uma senhora procurou um sacerdote e lhe

23 confessou que havia outrora praticado um aborto. Depois de ouvir sua confissão, o sacerdote, com profundo

24 senso humano, lhe perguntou: “Que nome deu ao seu filho”? A mulher, perplexa, ficou calada por longo

25 tempo.

26 ____Então, disse o sacerdote: ”Vamos dar-lhe um nome. E se a senhora concordar vamos também

27 batizá-lo”. A senhora anuiu com a cabeça. E simbolicamene assim o fizeram. Depois o sacerdote falou do

28 mistério da vida humana. Disse: “Há vidas que vêm a esta Terra por 10, 50 e até 100 anos; outras jamais verão

29 a luz do sol. No calendário litúrgico da Igreja há a festa dos Santos Inocentes, no dia 28 de dezembro, aqueles

30 que Herodes mandou matar no momento em que a Divina Criança veio ao mundo. Que esse dia seja também o

31 dia de aniversário de seu filho”.

32 ____“Na tradição cristã” — continuou o sacerdote — “os filhos eram sempre vistos como um presente

33 de Deus e uma bênção para a vida. No passado nossos pais iam à Igreja oferecer seus filhos a Deus. Nunca é

34 tarde para você também oferecer seu filho a Deus”.

35 _____O sacerdote terminou sua fala com as seguintes palavras consoladoras: ”Como ser humano não

36 posso julgá-la. Mas se você pecou contra a vida, o Deus da vida pode reconciliá-la com a vida e com Ele. Vá

37 em paz e viva”.

388 ____O Papa Francisco sempre recomenda misericórdia, compreensão e ternura na relação dos

39 sacerdotes para com os fiéis. Esse sacerdote viveu avant la lettre esses valores profundamente humanos e que

40 pertencem à prática do Jesus histórico. Que eles possam inspirar a outros sacerdotes a terem a mesma

41 humanidade.


Site de origem: Discutir o aborto por amor à vida, por Leonardo Boff (Jornal do Brasil).

IN:http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/discutir-o-aborto-por amor-vida-por-leonardo-boff/

Em relação ao léxico do texto, é correto afirmar:

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8

457941201111877
Ano: 2017Banca: IMAOrganização: CREF - 15ª Região (PI - MA)Disciplina: Direito AdministrativoTemas: Servidores Públicos e Lei 8.112/1990 | Estabilidade e Vitaliciedade

A possibilidade de dispensa de servidor público estável, mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma da lei complementar, reflete o cumprimento de qual dever do administrador público?

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9

457941200658545
Ano: 2017Banca: IMAOrganização: CREF - 15ª Região (PI - MA)Disciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual

Para responder a essas questões, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.


Discutir o aborto por amor à vida

Leonardo Boff


AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO:


TEXTO


1_____Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida

2 ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o

3 aborto, pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.

4 ______Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e

5 que desafia o bom-senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos

6 clandestinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.

7 _____Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia, mas com uma saúde pública responsável e

8 com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida

9 embrionária e não adotam a mesma atitude face aos milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem

10 comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas

11 formas e idades e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e a toda a sociedade

12 criar as condições para que as mães não precisem abortar.

13 _____Eu mesmo assisti, nos degraus da catedral de Fortaleza, a uma mãe famélica, pedindo esmola e

14 amamentando o filho com o sangue de seu próprio seio. Era a figura do pelicano. Perplexo e tomado de

15 compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.

16 _____Mesmo assim, ocorrem abortos, sempre dolorosos e que afetam profundamente a psique da mãe.

17 Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, na

18 introdução que fez a um livro desafiador e instigante e não livre de questionamento: Aborto: perda e

19 renovação: Um paradoxo na busca da identidade feminina (Paulus, 2006), de Eva Pattis, uma psicanalista

20 infantil de origem suíça, reconhecida em seu meio.

21 ____Conta Léon Bonaventure, com sutileza de um fino psicanalista para quem a espiritualidade

22 constitui uma fonte de integração e de cura de feridas da alma. Uma senhora procurou um sacerdote e lhe

23 confessou que havia outrora praticado um aborto. Depois de ouvir sua confissão, o sacerdote, com profundo

24 senso humano, lhe perguntou: “Que nome deu ao seu filho”? A mulher, perplexa, ficou calada por longo

25 tempo.

26 ____Então, disse o sacerdote: ”Vamos dar-lhe um nome. E se a senhora concordar vamos também

27 batizá-lo”. A senhora anuiu com a cabeça. E simbolicamene assim o fizeram. Depois o sacerdote falou do

28 mistério da vida humana. Disse: “Há vidas que vêm a esta Terra por 10, 50 e até 100 anos; outras jamais verão

29 a luz do sol. No calendário litúrgico da Igreja há a festa dos Santos Inocentes, no dia 28 de dezembro, aqueles

30 que Herodes mandou matar no momento em que a Divina Criança veio ao mundo. Que esse dia seja também o

31 dia de aniversário de seu filho”.

32 ____“Na tradição cristã” — continuou o sacerdote — “os filhos eram sempre vistos como um presente

33 de Deus e uma bênção para a vida. No passado nossos pais iam à Igreja oferecer seus filhos a Deus. Nunca é

34 tarde para você também oferecer seu filho a Deus”.

35 _____O sacerdote terminou sua fala com as seguintes palavras consoladoras: ”Como ser humano não

36 posso julgá-la. Mas se você pecou contra a vida, o Deus da vida pode reconciliá-la com a vida e com Ele. Vá

37 em paz e viva”.

388 ____O Papa Francisco sempre recomenda misericórdia, compreensão e ternura na relação dos

39 sacerdotes para com os fiéis. Esse sacerdote viveu avant la lettre esses valores profundamente humanos e que

40 pertencem à prática do Jesus histórico. Que eles possam inspirar a outros sacerdotes a terem a mesma

41 humanidade.


Site de origem: Discutir o aborto por amor à vida, por Leonardo Boff (Jornal do Brasil).

IN:http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/discutir-o-aborto-por amor-vida-por-leonardo-boff/

Leia o trecho abaixo


“Perplexo e tomado de compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.” (L.14/15).


Quanto aos elementos linguísticos usados no texto, é verdadeiro o que se afirma em:

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10

457941201565750
Ano: 2017Banca: IMAOrganização: CREF - 15ª Região (PI - MA)Disciplina: Direito AdministrativoTemas: Estrutura da Administração Pública | Setor Público Indireto

Integram a Administração Pública Indireta, EXCETO:

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