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Leia o caso clínico a seguir.
Um paciente pagou três mil reais em um tratamento de clareamento dentário. Ao conversar com seu vizinho, que havia feito o mesmo tratamento, com o mesmo profissional e na mesma semana, descobriu que dele foi cobrado apenas mil reais, desconto recebido porque este havia encaminhado outros três novos pacientes ao dentista. Por se sentir lesado, o paciente que pagou mais pelo tratamento procurou o Conselho Regional de Odontologia para abrir processo ético contra o cirurgião-dentista.
Considerando o Código de Ética Odontológica, sabe-se que, nesse caso, a falta ética
Leia o texto a seguir.
No início do século XX, como política pública de incentivo do Estado Nacional, houve a implantação de Colônias Agrícolas para aumentar populacionalmente o centro oeste do Brasil e potencializar suas atividades agrárias. O território que atualmente é a cidade de Jussara (GO) não esteve oficialmente dentro desse programa de Colônia Agrícola, mas houve uma apropriação de terras de forma espontânea de migrantes de classe social e econômica baixa, no atual território da referida cidade, que (trans) formou pelos próprios moradores como a sua Colônia Agrícola.
SILVA, Hilda Freitas. Bairro nortista (Jussara-GO): a migração e a (re)construção de um lugar. Goiânia, 2019. [Adaptado].
Leia o Texto 2 para responder a questão.
Texto 2
Crônica do trânsito
Hoje, no trânsito, conversei com alguém. Que milagre tão raro! No mar de viaturas que se espalham pelas vias da cidade. Na louca dinâmica de colisões e desvios que preenchem o dia da metrópole.
Aconteceu de forma inesperada, quando eu tentava desesperadamente passar para a faixa da esquerda. Estava preocupada com o horário da minha reunião. Ela não vai deixar! Que raiva desta fominha! Ela não vai deixar! Não acredito! Eu já estou praticamente lá, mas ela vai enfiar o bico do seu carro para me impedir a passagem! Que insana! Que ódio dessas fominhas!
Pois ela fez justo isso. Ambas imersas no trânsito denso, ficamos lado a lado. Encarei-a com minha raiva. Ela me encarou de volta, com um olhar incompreensível. Gesticulou algo, sua boca se mexeu através do vidro, sem que eu pudesse escutar nada. Foi só quando ela tocou no seu indicador e fez um gesto negativo que eu entendi. Ela queria dizer que era “eu” que estava errada, pois tentava mudar de faixa sem sinalizar. Conferi meu painel.
Que surpresa. Será que ela não é tudo aquilo de ruim? Afinal, apresentou um argumento concreto. Eu realmente não tinha feito como diz o manual, não indiquei. É… ela estava certa. Essa constatação me acalmou. Deixei de ter aquela sensação de estar cercada de pessoas egoístas e irracionais, que nunca dão chance ao motorista ao lado. Num instante, passei a ver a rua com outro olhar. Cheguei a ficar agradecida a essa mulher, a quem jamais tornarei a ver.
Disponível em:< https://deborahgoldemberg.com/cronica-do-transito/>.Acesso em: 20 ago. 2024. [Adaptado].