Uma viúva de 75 anos foi levada para
tratamento por sua filha devido a insônia
grave e perda total de interesse pelas
próprias rotinas diárias após a morte do
marido, um ano antes. Ela ficou agitada nos
primeiros 2 a 3 meses e então afundou em
“total inatividade” não querendo sair da
cama, de casa e não querendo fazer nada. De
acordo com a filha estava casada há 21 anos
teve 4 filhos e era dona de casa até a morte
do marido por infarto agudo do miocárdio.
Dizia que após isso tudo que via era negro,
não expressava interesse por comida e
afirmava que queria se juntar ao marido,
mas não em cometer suicídio, pois era muito religiosa. Durante a entrevista estava vestida
de preto, parecia lenta e com soluço
intermitente. A paciente recusou tratamento
psiquiátrico por muitos meses.
O quadro clínico descrito é compatível
com diagnóstico de:
Utilize o quadro clínico a seguir para responder a questão.
Uma mulher de 66 anos foi levada ao psiquiatra pela família, pois ela está apresentando comportamentos agressivos com seu marido e com familiares em geral. Ela diz que o marido e as empregadas da casa a maltratam e não a deixam comer. O marido relata que ela se alimenta, mas esquece que comeu, e que ninguém a maltrata. A filha relata que, há alguns anos, vem notando a mãe mais esquecida e atrapalhada. Notou que esses sintomas estão se agravando de forma progressiva e lenta. Atualmente, ela esquece os fatos recentes e tem dificuldade em nomear objetos. Às vezes, faz falsos reconhecimentos e confunde os nomes das pessoas. Ela era excelente cozinheira, mas não tem conseguido executar receitas, nem as mais simples. No exame psíquico, apresenta alterações em memória recente, sem polarização do humor. Apesar de estar diferente, não apresenta desinibição comportamental e nem comportamentos estereotipados. Sem alterações ao exame neurológico motor. Exame de neuroimagem demonstrou alargamento de sulcos cerebrais de forma generalizada.
Fatores de risco para o desenvolvimento da patologia são:
Senhora de 80 anos de idade, com transtorno depressivo
recorrente, apresenta, no momento, episódio depressivo
grave com lentificação psicomotora, desnutrição
grave, ideação suicida e delírios de ruína. Foi descartada
qualquer causa orgânica para quadro clínico. Qual o
tratamento mais adequado?
Dona Lúcia é uma senhora de 72 anos que deu entrada em um hospital geral para a investigação de uma anemia e perda de peso recente, há 3 semanas. Nessa internação, foi descoberta a presença de um adenocarcinoma de cólon inoperável, com provável breve tempo de vida restante, devido a seu estágio avançado. Os médicos da equipe assistente e os filhos falaram com Dona Lúcia, há 2 dias, e expuseram toda a situação, sem lhe esconder a verdade. Mesmo depois disso, D. Lúcia continua se mostrando otimista, falando que o que tem “não deve ser nada” e que “logo estará boa e voltará para casa, para continuar sua vida normalmente, por muitos anos”. Em nenhum momento, essa senhora cita palavras como “câncer” ou “doença”, nem expressa preocupação aparente sobre seu estado de saúde. Mesmo quando os filhos falam a respeito, D. Lúcia diz que eles “não sabem de nada” e que são “muito pessimistas”. Tomando como base o processo de luto, descrito por Kübler-Ross, podemos dizer que D. Lúcia se encontra em qual estágio?
Doença cerebral degenerativa primária de etiologia
desconhecida, com aspectos neuropatológicos e
neuroquímicos, com início antes de 65 anos, curso de
deterioração relativamente rápido e com transtornos
múltiplos e marcantes das funções corticais superiores. A
definição refere-se à demência
Devido ao aumento da expectativa de vida no Brasil, é importante que profissionais de saúde estejam atualizados em relação às doenças mais prevalentes em idosos. Em relação às demências, julgue o item a seguir.
A amnésia seletiva é o tipo de amnésia que ocorre com maior
frequência na demência de Alzheimer.
Uma mulher de 80 anos apresenta há 1 ano história de perda de
memória. Seu parceiro notou que ela vem se repetindo mais do
que costumava e esqueceu algumas consultas médicas.
Apresentava também alguma dificuldade em encontrar a palavra
certa. Nega sintomas depressivos e era capaz de realizar suas
atividades da vida diária de forma independente. Seus níveis de
vitamina B12, função da tireoidiana e a ressonância magnética de
crânio estavam normais. O exame neuropsicológico evidenciou
uma pontuação significativamente baixa no teste de nomeação
de Boston, falhas de memória episódica no teste das três palavras
e três figuras e a pontuação de rastreio cognitivo na avaliação
Cognitiva Montreal (Montreal Cognitive Assessement - MoCA) fi
26/30, na qual acertou apenas uma das cinco palavras da
evocação.
De acordo com o ocaso apresentado, o diagnóstico mais provável
é