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457941200098283
Ano: 2024Banca: MARANATHA AssessoriaOrganização: Câmara de Altônia - PRDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual | Compreensão e Interpretação Textual

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mundial de 2027 é vitória feminina  


O Brasil ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo feminina em 2027. A decisão foi comunicada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), em cerimônia solene realizada em Bangcoc, na Tailândia 


    Na última sexta-feira, o esporte brasileiro obteve uma importante conquista. O Brasil ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo feminina em 2027. A decisão foi comunicada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), em cerimônia solene realizada em Bangcoc, na Tailândia. O país competia com a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda. A proposta brasileira recebeu 119 votos, enquanto a outra finalista amealhou 78 manifestações favoráveis. É a primeira vez que o Mundial feminino será realizada na América do Sul, após dez edições.

  Pesou a favor do Brasil, segundo relatório divulgado pela entidade máxima do futebol, o legado da Copa de 2014, particularmente os estádios erguidos ou reformados para o campeonato masculino. Na avaliação da Fifa, o Brasil superou os europeus em critérios como estádios, acomodação e centros de mídia. Pela proposta vencedora, o Mundial feminino no Brasil ocorrerá em dez capitais, entre as quais Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre — essa última mencionada como um desafio maior na solenidade da Fifa. A abertura e a final do campeonato estão previstas para ocorrer no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.  

  Com essa vitória, o Brasil confirma a vocação para eventos esportivos de grande porte. Nas últimas décadas, o país sediou competições, como Pan-Americano (2007), Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014), Olimpíada (2016) e duas Copas América (2019 e 2021). É certo, pois, que o país reúne expertise na organização desses eventos. Sempre haverá discussão — e é importante manter-se a vigilância nesse quesito — sobre a participação de governos e a aplicação de recursos públicos nessas iniciativas, bem como o legado dessas estruturas. Mas o país tem instrumentos mais do que suficientes para evitar que erros cometidos no passado, como obras mal executadas por governos, se repitam em 2027.

   Um ponto fundamental [à]1se destacar na escolha do Brasil é o reconhecimento do futebol feminino como uma modalidade esportiva de relevância mundial. E isso se deve, em grande medida, [à]2 dedicação obstinada das atletas, que superam barreiras de toda ordem — do preconceito à diferença salarial — para mostrar o talento nos gramados. Esse Mundial é um prêmio [à]3 geração de Marta, de Formiga e de tantas outras e um desafio maior para o Brasil, que tentará conquistar um título inédito para o futebol feminino.

   Convém ressaltar, ainda, que a vitória em Bangcoc se deve ao esforço de uma mulher. A decisão da Fifa veio premiar o trabalho de Valesca Araújo, responsável pelo planejamento técnico e operacional da candidatura brasileira. Ao discursar, ela reiterou ser essencial dar visibilidade [às]4 mulheres. "É essencial levar o futebol feminino para os melhores estádios e centros de treinamento que temos no país. Uma vez que adentre esses espaços, não há mais como voltar atrás", disse.

  Valesca Araújo é outro exemplo da competência das mulheres em um meio predominantemente masculino. Ela se junta a outras profissionais reconhecidas, como Leila Pereira, presidente do Palmeiras e chefe da delegação da Seleção brasileira masculina nos amistosos de março. Que elas tragam mais conquistas e mais igualdade de gênero ao esporte que melhor expressa o valor do Brasil.


MUNDIAL de 2027 é vitória feminina. Correio Braziliense, 19 de maio de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6859999-mundial-de-2027-e-vitoria-feminina.html. Acesso em: 19 mai. 2024. Adaptado.  


Os conectivos grifados nos parágrafos segundo e terceiro do texto conferem aos trechos em que ocorrem, respectivamente, os sentidos: 
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2

457941201099736
Ano: 2018Banca: VUNESPOrganização: Prefeitura de Barretos - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual

Leia o texto para responder à questão.

Qual foi a última coisa que você fez antes de dormir na noite passada? É bem provável que tenha sido dar uma olhada no celular.

Você não está só. Um estudo feito nos EUA pela Fundação Nacional do Sono estima que 48% dos americanos adultos usam os chamados gadgets – celulares, tablets, laptops – na cama. Em outros países, pesquisas indicam que a prevalência é ainda maior entre os adultos mais jovens.

Especialistas afirmam que precisamos de 30 a 60 minutos de preparação pré-sono para darmos ao cérebro uma chance de descontrair. Atividades como ler um livro ou tomar uma bebida quente ajudam. Mas, segundo Matthew Walker, da Universidade da Califórnia, no momento em que pegamos o celular, por exemplo, interrompemos essa preparação e prolongamos o dia – incluindo o estresse vindo dele.

Especialistas em ciência do sono acreditam que precisamos aprender a tomar distância de nossos dispositivos. Ben Carter, do King’s College de Londres, conduziu uma análise de 20 estudos sobre o impacto da tecnologia nos padrões de sono de crianças e descobriu que apenas a presença de gadgets no quarto já faz com que elas durmam menos profundamente que crianças sem a presença dos aparelhos.

Nos EUA, o Centro para o Controle de Doenças diz que 35% dos americanos não dormem o suficiente – 70 milhões de pessoas dormindo menos de seis horas por noite, um salto de quase 30% em comparação com dez anos atrás. Segundo a agência governamental, isso criou uma epidemia em que as pessoas sofrem para se concentrar ou se lembrar de coisas no trabalho. Dormir de menos também está ligado a um aumento nos riscos de batidas de carro e acidentes de trabalho. Deficiência de sono, segundo cientistas, está ligada a uma variedade de problemas de saúde, como diabetes, depressão e doenças cardíacas.

“É um dos problemas mais ignorados de nossos tempos”, diz Collin Espie, da Universidade de Oxford. “O sono é fundamental para uma série de funções ligadas à saúde e ao bem-estar”.

(Richard Gray. “Como evitar que gadgets destruam nosso sono

e nos deixem feito ‘zumbis’ no trabalho”. 19.01.2018.

http://www.bbc.com/portuguese 

O vocábulo isso, destacado no quinto parágrafo, remete especificamente ao fato de um número considerável de americanos
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3

457941200919478
Ano: 2024Banca: FGVOrganização: TJ-MTDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Leia o seguinte fragmento textual:


Tomás chega de madrugada ao pé da rocha. Ele respira profundamente e prepara meticulosamente seu material. O alpinista inveterado não gosta de companhia, e seus parentes constantemente o reprovam por partir sozinho. Mas o jovem esportista ignora esses temores. Ele quer exercer a sua paixão o mais perto possível da natureza, sem testemunhas. Uma vez equipado e seguro, o alpinista começa a subida em paz. A rocha parece receber o corajoso intruso de bom grado. Não se escuta nenhum ruído exceto a respiração regular do jovem.


O nome sublinhado é retomado várias vezes no texto. Assinale a retomada que mostra um significado mais geral.
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4

457941200583371
Ano: 2023Banca: CESPE / CEBRASPEOrganização: MPE-RODisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual | Compreensão e Interpretação Textual
Texto CG1A1-I

       No Brasil os nomes das línguas correspondem, na maioria dos casos, aos nomes atribuídos aos respectivos povos: por exemplo, o povo xavante fala a língua xavante. São raros os casos em que se fixou, na literatura especializada ou no uso geral, um nome distinto para a língua. Há o povo fulniô, cuja língua é o iatê.

          Existem, nestes primeiros anos do século XXI, vários povos bilíngues que convivem com a língua indígena e a portuguesa, mas em outros o português predomina como língua materna das crianças. Ainda se tem muito pouco conhecimento de situações específicas de bilinguismo com o português, e será muito difícil para o recenseador obter informação fidedigna: a informação será mais confiável se obtida dos pais; menos confiável quando for proveniente de líderes ou de administradores; e menos segura ainda no caso de ser obtida por amostragem.

           Há relatos de povos com população considerável distribuída por diversas aldeias. Por outro lado, a situação de uso da língua portuguesa pode variar consideravelmente de uma aldeia para outra, como no caso dos bororos, em Mato Grosso, ou dos baniuas, no Amazonas.

          Existem casos de bilinguismo ou de multilinguismo com duas ou mais línguas indígenas faladas pelas mesmas pessoas, como acontece entre os vários povos da família linguística (e cultural) tucano, a noroeste do Amazonas: atualmente estão presentes o português e(ou) o espanhol, além da língua geral amazônica. Por outro lado, conhece-se pouco acerca do grau de presença dessas diversas línguas nas respectivas comunidades.

            Uma situação única, característica hoje da região do alto rio Negro e seus afluentes, é a persistência do uso da língua geral amazônica (também conhecida como nheengatu), que se concebe hoje como língua franca de comunicação entre grande parte dos indígenas dessa comunidade com os de outra etnia. Contudo, converteu-se na língua materna do grande povo baré (com cerca de 10.300 pessoas), nos municípios de São Gabriel da Cachoeira e de Santa Isabel do Rio Negro; também o é de grande parte do povo baniua, situado no baixo rio Içana e no médio rio Negro (município de São Gabriel da Cachoeira).

Aryon Dall’Igna Rodrigues. Línguas indígenas brasileiras. Brasília: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013 (com adaptações).  
Conforme as ideias veiculadas no texto CG1A1-I, em relação às referidas comunidades indígenas do Brasil e às línguas faladas por elas, é correto afirmar que


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5

457941200263443
Ano: 2022Banca: VUNESPOrganização: PC-SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Tipos Textuais | Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Leia o poema, para responder à questão.

O homem vigia.
Dentro dele, estumados (*),
uivam os cães da memória.
Aquela noite, o luar
e o vento no cipó-prata e ele,
o medo a cavalo nele
ele a cavalo em fuga
das folhas do cipó-prata.
A mãe no fogão cantando,
os zangões, a poeira, o ar anímico.
Ladra seu sonho insone,
em saudade, vinagre e doçura.

(Adélia Prado, Insônia. Reunião de poesia.)

(*) Estumados: atiçados, provocados
É correto afirmar que o poema sugere que o eu lírico está
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6

457941201628439
Ano: 2023Banca: FACET ConcursosOrganização: Prefeitura de Barra de Santa Rosa - PBDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual

Texto II


Posto, logo existo, de Martha Medeiros

Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo.


Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem o acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra. Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu 'cogito, ergo sum', pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo. Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.


Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização.


Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!!


O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portanto armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.


Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.



Disponível em: https://www.itatiaia.com.br/noticia/posto-logo-existode-martha-medeiros

No texto II, a autora faz uso do termo “Antropofagia”. Sobre seu significado é CORRETO afirmar:
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7

457941200305979
Ano: 2019Banca: ADM&TECOrganização: Prefeitura de Colônia Leopoldina - ALDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Caatinga
A Caatinga tem um imenso potencial para a conservação de serviços ambientais, uso sustentável e bioprospecção. Esse bioma ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrosilvopastoris e industriais. Apesar da sua importância, esse bioma tem sido desmatado de forma acelerada nos últimos anos devido principalmente ao consumo de lenha nativa, explorada de forma ilegal e insustentável.
Fonte: www.mma.gov.br
Com base no texto 'Caatinga', leia as afirmativas a seguir:
I. O texto afirma que a Caatinga tem um grande potencial para a bioprospecção.
II. O autor afirma que a Caatinga é predominante no estado do Amazonas.
Marque a alternativa CORRETA
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8

457941200731778
Ano: 2024Banca: FUNATECOrganização: Prefeitura de Tucuruí - PADisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
A questão se refere ao texto abaixo:


A MERITOCRACIA É UMA ARMADILHA


           Em suas origens, a meritocracia fez sentido: com ela se lançava por terra o sistema aristocrático que dominou a maior parte da histó ria da humanidade, com privilégios herdados de geração em geração. Agora ela perpetua mitos e a desigualdade


                É possı́vel que se você chegou a certa posição socioeconômica, conseguiu reconhecimento social, um bom salário e um patrimônio considerável, o que conhecemos como sucesso, pense que foi exclusivamente por seus próprios méritos. Más notı́cias: também é muito possı́vel que não tenha sido assim. No percurso vital de cada um o esforço conta, como é natural, mas o esforço sozinho é mais um fator onde também é preciso considerar outros que escapam ao nosso controle e vontade: o berço, a sorte e o talento. A vida é uma loteria, já cantava Marisol, e também tem muito de herança e de contatos.

       Um sistema em que cada um consiga aquilo que merece graças ao trabalho duro se chama meritocracia. Soa bem, e muitas vezes nos dizem que vivemos em uma, e que, pelo menos, isso seria desejável. Mas vários especialistas consultados para esta reportagem alertam: a meritocracia não existe em nossas sociedades e não está claro que sua existência nos trará virtude. Nas últimas décadas a brecha entre os vencedores e os perdedores aumentou, gerando sociedades mais polarizadas e desiguais em rendimentos e riqueza. A conceitualização do sucesso também mudou: “Os que chegaram no topo acreditam que seu sucesso é obra sua, evidência de seu mérito superior, e que os que ficam para trás merecem seu destino da mesma forma”, diz o filósofo da Universidade Harvard Michael Sandel, prêmio Princesa de Astúrias de Ciências Sociais 2018 e autor do livro A Tirania do Mérito (Editora Civilização Braisleira, 2020). A realidade é que as coisas não são tão simples e a igualdade de oportunidades não existe. “Desde o começo do século se detecta um funcionamento pior de nosso elevador social”, diz o relató rio Espanha 2050 elaborado pelo Governo de Pedro Sánchez. “Na Espanha, nascer em famı́lias de baixa renda condiciona as oportunidades de educação e desenvolvimento profissional em maior medida do que em outros paı́ses europeus”. 

        “O talento e o esforço produzem pouco na ausência de um entorno social bem desenvolvido”, diz o economista da Universidade Cornell Robert H. Frank, autor do livro Success and Luck: Good Fortune and the Myth of Meritocracy (Sucesso e sorte: Boa Fortuna e o Mito da Meritocracia), que também aponta um dos feitos perniciosos da meritocracia: “As pessoas que minimizam a contribuição ao seu sucesso de um entorno propı́cio estão menos dispostas a apoiar os investimento públicos necessários para manter esse entorno”. Nesse sentido, a meritocracia pode corroer as polı́ticas sociais, o Estado de bem-estar, idealizados, justamente, para equilibrar o terreno social e diminuir as desigualdades. O imposto de sucessão, outra forma de reequilibrar a sociedade limando as heranças, é frequentemente ridicularizado (às vezes, por defensores habituais da meritocracia). Se legitimamos uma sociedade onde os poucos que ganham levam tudo, se isso parece justo e natural, se deslegitima a redistribuição da riqueza e a justiça social. “A ideia de meritocracia é utilizada para que um sistema social profundamente desigual pareça justo quando não o é”, diz a soció loga da Universidade de Londres Jo Littler, autora de Against Meritocracy: Culture, Power and Myths of Mobility (Contra a meritocracia: cultura, poder e mitos da mobilidade).

           Mas ainda que a meritocracia existisse, talvez não fosse desejável: “É corrosiva ao bem comum”, diz o filósofo Michael Sandel, “oferece a todos a oportunidade de subir pela escada do sucesso sem notar que os degraus da escadaria podem estar cada vez mais separados. E assume que a sociedade é uma corrida com vencedores e perdedores”. Segundo o filósofo, essa forma de pensar cria elites arrogantes e classes populares humilhadas e ressentidas, a quem disseram que não são suficientemente boas. Por isso, segundo Sandel, fenômenos de reação contra as elites como o populismo de Trump e o Brexit. Porque esse é o reverso tenebroso da meritocracia: se você não fez sucesso você não tem valor, é tudo culpa sua. 

         O que fazer? A desigualdade, que encontra justificativa nas ideias meritocráticas é, junto com a mudança climática, uma das maiores ameaças à estabilidade do sistema, como dizem muitas vozes até mesmo do próprio coração do capitalismo: leva à polarização social, ao auge dos totalitarismos e ao descrédito popular das democracias liberais. Mas “o cı́rculo vicioso que inflou a crescente desigualdade meritocrática pode ser substituı́do por um cı́rculo virtuoso que assegure a igualdade democrática para todos”, diz Markovits. Para minimizar essa desigualdade é fundamental conseguir uma educação pública eficiente que chegue a todas as camadas da sociedade, assim como a diminuição do desemprego e o desaparecimento dos empregos precários, em uma época em que a aceleração tecnológica complica o mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que são propostas rendas básicas para manter a coesão social. Uma ideia que ganha cada vez mais força (por exemplo, nas ideias do presidente norte-americano Joe Biden): “A melhor resposta polı́tica à desigualdade produzida pela sorte é conseguir um maior investimento público, taxando mais os ricos”, conclui o economista Robert H. Frank.

(Adaptado. Autor: Sergio C. Fanjul. Publicado em 18/07/2019.
DisponÍvel em https://brasil.elpais.com/economia/2021-07-18/a-meritocracia-e-uma-armadilha.html)
Para o autor do texto e especialistas consultados para a reportagem, a meritocracia é:  
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9

457941201136587
Ano: 2022Banca: CESPE / CEBRASPEOrganização: ANPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Texto CG1A1-I

       É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem.
       Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase.

Vilayanur Subramanian Ramachadran. O que o cérebro tem para contar:
desvendando os mistérios a natureza humana. Rio de Janeiro:
Zahar, 2014, p. 32-3 (com adaptações). 

Considerando os mecanismos de coesão e coerência do texto CG1A1-I, julgue o próximo item. 


No segundo parágrafo, o pronome “Sua” (penúltimo período) refere-se a “você”.

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10

457941200491071
Ano: 2019Banca: FCCOrganização: Prefeitura de São José do Rio Preto - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Atenção: Para responder a questão, considere o texto abaixo.

    Acredito que o leitor já deva ter ouvido, em alguma ocasião, esta frase: “Parem o mundo, que eu quero descer!”
    Talvez porque essas últimas décadas tenham sido − e continuarão a ser − de congestionamento dos sentidos. Há uma sensação de que não se sabe muito bem o que está acontecendo.
    Fazendo parte dos quadros de uma escola de Comunicação, muitas vezes tive de lembrar a mim mesmo, aos meus pares e alunos que, por mais complexa, tecnologicamente, que se tenha tornado a intermediação entre os indivíduos e a realidade externa, nada mudou, essencialmente, nas relações interpessoais: entre eu e o(s) outros(s). Essa é apenas uma das razões pelas quais os especialistas em psicologia continuam a explicar os conflitos da alma humana a partir das mesmas lendas da civilização grega de três mil anos atrás.
    Identidade e cultura sempre estiveram relacionadas. A identidade de cada um é moldada, socialmente, pelas influências culturais, por meio da comunicação. Simbolicamente, é como se alguém só se reconhecesse como indivíduo ao ver o seu reflexo no espelho da sociedade. Isso é válido para os mais diversos aspectos identitários, tais como etnia, gênero, religião, idioma etc.
    Na época dos festejos do bicentenário da Revolução Francesa, assisti a um programa de debates da TV em que, para definir igualdade, o sociólogo Alain Touraine ironizou: “Qualquer francês lhe dirá que é o direito que têm todas as pessoas do mundo de serem iguais a ele!”
    Descobri, então, que diversidade era exatamente o contrário. Deve ser a percepção de que existem “lá fora” seres que não são iguais a mim − seja eu francês, hotentote, homem, mulher, destro ou canhoto − e que pode haver algo em relação a esses entes diversos que possa me afetar − positiva ou negativamente.
(Adaptado de: PENTEADO, José Roberto Whitaker. “A comunicação intercultural: nem Eco nem Narciso”. In: SANTOS, Juana Elbein dos
(org.). Criatividade: Âmago das diversidades culturais − A estética do sagrado. Salvador: Sociedade de Estudo das Culturas e da Cultura
Negra no Brasil, 2010, p. 204-205) 
Uma frase condizente com o ponto de vista expresso no texto é:
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