Com base nas disposições constitucionais relativas ao
Ministério Público e nas previsões da Lei Orgânica do
Ministério Público do Estado de São Paulo (Lei Estadual
nº. 734/93), analise as assertivas a seguir:
I. Ao membro do Ministério Público que ingressou na carreira
após a entrada em vigor da Constituição Federal de 1988,
é vedado o exercício de qualquer outra função pública,
mesmo que em disponibilidade, exceto uma de magistério.
II. Ao Ministério Público, em concurso com as Defensorias
Públicas dos Estados e da União, é afeta a função de
promover o inquérito civil e a ação civil pública para proteção
dos interesses difusos e coletivos.
III. Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional
e administrativa, cabendo-lhe propor ao Poder Legislativo
a criação e a extinção de seus cargos, bem como a fixação
e o reajuste dos vencimentos de seus membros.
IV. São consideradas Promotorias Criminais aquelas cujos
cargos que as integram têm suas funções definidas para
a esfera penal, exclusivamente, sem distinção entre
espécies de infração penal ou de órgão jurisdicional com
competência fixada exclusivamente em razão da matéria.
Ana, servidora recém-empossada em cargo de provimento efetivo
no âmbito do Ministério Público do Estado de São Paulo, foi
instada por seu superior hierárquico a encaminhar certo
expediente a uma determinada Procuradoria de Justiça.
Por ter dúvidas em relação à posição dessa estrutura orgânica no
âmbito da Instituição, consultou Joana, sua amiga, que lhe
explicou corretamente que a referida Procuradoria de Justiça é um
órgão
O art. 19, XII, f, da Lei Orgânica do Ministério Público de São Paulo (Lei
Complementar Estadual n° 734/93), dispõe competir ao Procurador-Geral de
Justiça “avocar, de modo geral ou em casos especiais, as atribuições ou
competências dos órgãos, funcionários ou servidores subordinados”.
No exercício de suas atribuições como Oficial de Promotoria do
Ministério Público do Estado de São Paulo, Cristóvão precisa tomar
algumas providências, dentre elas, a autuação de uma promoção
de arquivamento e a de um compromisso de ajustamento de
conduta preliminar, além das medidas pertinentes para uma
audiência pública que foi designada.
Diante desta situação hipotética, à luz da Resolução nº 664/2010-PGJ-CGMP-CSMP, é correto afirmar que
João, servidor ocupante de cargo de provimento efetivo recémempossado no Ministério Público do Estado de São Paulo, foi
incumbido, por seu superior hierárquico, de identificar o
quantitativo de Promotores de Justiça distribuídos entre as
Promotorias de Justiça, conforme a divisão estabelecida na Lei
Complementar nº 734/1993, do Estado de São Paulo.
Considerando os termos da determinação recebida, João concluiu
corretamente que o quantitativo de Promotores de Justiça deveria
ser distribuído entre as Promotorias de Justiça