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O que chamamos de sentido é isto: a apreensão de uma unidade entre intenção e resultado. O sentido é produzido, ele não habita simplesmente a obra bruta, ele é construído pelo trabalho de quem procura estabelecê-lo, tornando-o apreensível. Tal é a proposição principal que gera a hermenêutica.
Anne Cauquelin. Teorias da arte São Paulo: Martins
Fontes, 2005, p. 95-6 (com adaptações).
Assinale a opção em que é apresentado o nome do filósofo
concernente à tradição hermenêutica.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre filosofia medieval.
( ) Teve como influência principal as ideias dos pensadores gregos Platão e Aristóteles.
( ) Os escolásticos inventaram um método para expor ideias filosóficas conhecido como disputa ou disputatio.
( ) Foi o período da história da filosofia no qual predominou o racionalismo crítico.
( ) As ideias de Santo Agostinho foram relevantes para os pensadores medievais cristãos.
( ) Os pensadores, que no período se opuseram às ideias cristãs, deram origem ao ceticismo filosófico.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Identifique os termos que completam CORRETA e respectivamente as lacunas do trecho a seguir:
“O conceito é o começo da filosofia, mas o ______ é a sua instauração. (…) é um plano de ___________ que constitui o solo absoluto da filosofia (…) sobre os quais ela cria seus ______.”
Fonte: Deleuze; Guattari, 2010, p. 58.
[...] se todo movimento é solidário de outro e sempre um novo sai de um antigo, segundo uma ordem determinada, se os elementos não fazem, pela sua declinação, qualquer princípio de movimento que quebre as leis do destino, de modo que as causas não se sigam perpetuamente às causas, donde vem esta liberdade que têm os seres vivos [...]?
Lucrécio. Da natureza. In: Os pensadores. São Paulo:
Abril Cultural, 1980, p. 50 (com adaptações).
Considerando o texto acima e os debates em torno dos problemas do livre-arbítrio e do determinismo, assinale a alternativa correta.
A pergunta sobre o que é e para o que serve a filosofia é inevitável sempre que nos confrontamos pela primeira vez com esse pensamento, que nos causa estranheza e fascínio. Na verdade, essa pergunta é tão antiga quanto o próprio surgimento da filosofia, mas claramente não possui resposta única.
Sexto Empírico, filósofo cético dos séculos II–III, foi um dos pensadores que formulou essa questão de modo mais contundente. Diz ele que em toda investigação temos três resultados possíveis: acreditamos ter encontrado a resposta, acreditamos ser impossível encontrar a resposta, continuamos buscando. No primeiro caso, nos tornamos dogmáticos e a investigação cessa; no segundo caso, somos também dogmáticos, ainda que em um sentido negativo, e a investigação igualmente cessa; só no terceiro caso, segundo Sexto, temos a autêntica filosofia, aquela que continua a investigar, para a qual a busca é mais importante que a resposta.
De certo modo, a filosofia moderna incorporou a posição cética, passando a considerar que nenhuma teoria, nenhum sistema, nenhum tipo de saber podem pretender ser conclusivos, podem querer ter a palavra final sobre o que quer que seja. A contribuição da filosofia tem sido, portanto, desde o seu nascimento na Grécia Antiga, a interrogação, o questionamento, a pergunta. Para a filosofia, não há nada que não possa ser posto em questão. Deve ser possível discutir tudo. E é o caráter inconclusivo das respostas que nos convida a retomar as questões, a repensá-las, a procurar nossas próprias respostas, fatalmente também inconclusivas.
Danilo Marcondes. Para que serve a filosofia?Prefácio do livro Café Philo:
As grandes indagações da filosofia.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p. 9 (com adaptações).
Sobre o filósofo Francis Bacon, é correto afirmar: