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Acerca das correntes ideológicas radicais que marcaram o cenário político do século XIX, julgue (C ou E) o item a seguir.
Como intelectual engajado e agitador político, Karl Marx
procurou cultivar laços com diferentes grupos socialistas da
Europa, ainda que, paralelamente, tenha, com frequência,
sublinhado o caráter “científico” da sua versão da teoria
socialista e criticado o “socialismo utópico” de alguns dos seus
contemporâneos.
A ideia de “nação”, largamente difundida no século 19, não era algo espontâneo, mas um produto. Também não era historicamente nova, pois expressava características que membros de grupos humanos muito antigos tinham em comum, ou aquilo que os unia contra “estrangeiros”. Precisava, portanto, ser construída. Daí a importância crucial das instituições que podiam impor uniformidade nacional, que eram principalmente o Estado, especialmente a educação estatal, o emprego estatal e o serviço militar. Com base nesse contexto, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na medida em que Estados-nações eram formados,
postos públicos e profissões da civilização progressista
se multiplicavam, a educação escolar se tornava mais
geral e a migração urbanizava povos rurais. Nesse
contexto, escolas e instituições, ao imporem uma
língua de instrução, impunham também uma cultura,
uma nacionalidade, uma uniformidade política e
social.
A condição essencial da existência e da supremacia da classe burguesa é a acumulação da riqueza nas mãos dos particulares, a formação e o crescimento do capital; a condição de existência do capital é o trabalho assalariado. [...] O desenvolvimento da grande indústria socava o terreno em que a burguesia assentou o seu regime de produção e de apropriação dos produtos. A burguesia produz, sobretudo, seus próprios coveiros. Sua queda e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis.
(Karl Marx e Friedrich Engels. “Manifesto Comunista”. Obras escolhidas, vol. 1, s/d.)
Entre as características do pensamento marxista, é correto citar
De acordo com o historiador britânico Eric Hobsbawm, na obra A era das revoluções: a Europa – 1789-1848, os movimentos nacionalistas conscientes são resultado das revoluções de 1830, marco da desintegração do movimento revolucionário europeu em segmentos nacionais, organizados primordialmente no âmbito das irmandades conspiratórias do início do século 19 e caracterizados, esses grupos, como “movimentos jovens”.
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: a Europa – 1789-1848.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008, pp. 189-208.
No que se refere a esses movimentos, julgue (C ou E) o item a seguir.
O movimento nacionalista, já nesse período, encerrava
uma grave ambiguidade: os nacionalismos
exacerbados ou nacionalismos em expansão (este
assumindo o expansionismo característico da
Revolução Francesa), como, por exemplo, o
movimento dos eslaváfilos russos e a defesa da
“Sagrada Rússia” como a “Terceira Roma”, e o
nacionalismo germânico que aspirava purificar o
mundo com o “espírito alemão”.
Sob o influxo da vitória parisiense, o mês de março de 1848 foi expandindo, como um fio vermelho, ao longo dos dias, a sucessão de insurreições, motins e revoltas populares. Era a primavera dos povos. No começo de 1847, um ano antes de seu início, a Liga dos Justos, organização conspirativa revolucionária, já anunciava a eclosão de uma revolução grandiosa, que provavelmente decidiria, por um século, os destinos da humanidade.
Daniel Aarão Reis. Folha de S.Paulo. Domingo, fev./1998 (com adaptações)
Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue (C ou E) o próximo item, relativo ao panorama histórico mundial do século XIX e às questões políticas e nacionais de então.
Os movimentos e as revoltas liberais do século XIX foram
prioritariamente integrados por socialistas e anarquistas que
defendiam uma sociedade sem classes sociais e o fim da
propriedade privada e da livre concorrência de mercado.