Considere a seguinte passagem, com adaptações, de A República, de Platão, nas palavras de Glauco.
Vamos provar que a justiça só é praticada contra a própria vontade dos indivíduos e devido à incapacidade de se fazer a injustiça. Ao que parece não encontraremos ninguém suficientemente dotado de força de vontade para permanecer justo e resistir à tentação de tomar o que pertence a outro, já que poderia impunemente tomar o que quisesse no mercado, invadir as casas e ter relações sexuais com quem quisesse, matar e quebrar as armas dos outros. Nada o distinguiria do injusto, ambos tenderiam a fazer o mesmo e veríamos nisso a prova de que ninguém é justo porque deseja, mas por imposição.
Platão, H. (1980). A República. Ed. Tempos Modernos.
Tendo como referência o texto acima, julgue os itens que se seguem.
Para fins de definição de quem será membro desse estado, o conceito de cidadania é equivalente aos conceitos de nacionalidade ou naturalidade.
Os principais elementos do Estado podem ser, em linhas gerais e apesar de outras
possíveis classificações, compreendidos como: Estado, Território e Povo. No que diz
respeito ao elemento Povo, é possível asseverar:
Apesar da existência de variações teóricas sobre quais e quantos são os Elementos do
Estado contemporâneo, é possível afirmar que, de modo geral, os estudiosos consideram
em número de três os principais Elementos do Estado Moderno, a saber: Povo, Governo e
Território.
No que diz respeito ao elemento Governo, que para alguns também diz respeito à
Soberania, é correto afirmar que:
As Relações Internacionais são também constituídas
pelas relações econômicas entre os Estados e as
sociedades, especialmente pelas trocas comerciais e
financeiras. [...] A teoria econômica define os quadros
conceituais e os instrumentos de análise que permitem
apreender a disparidade das taxas de crescimento entre
os Estados, contabilizar e até mesmo prever os fluxos
monetários e financeiros, bem como a intensidade e
direção das transações comerciais, anunciar as
recessões e o seu ciclo, explicar o papel e a estratégia
das empresas transnacionais e compreender as
alterações nos modos de produção e de consumo. [...]
Mas não existe economia política internacional se não se
colocarem em evidência as interações entre os fatos não
integrados e não integráveis no paradigma econômico e
[...] no paradigma político. A Economia Política nasce do
reconhecimento da irredutibilidade dos dois paradigmas
e da necessidade de os utilizar simultaneamente.
(SOUSA, Fernando de (Dir.). Dicionário de relações internacionais.
Porto: CEPESE/Afrontamento, 2005. p. 161.)
Considerando a complexa e dinâmica interdependência
entre economia, política e relações exteriores em um
contexto globalizado, assinale a afirmativa correta sobre
os efeitos das políticas econômicas internas na posição
de um país nas relações internacionais.
Acerca da conceituação doutrinária de sociedade civil e de Estado, julgue o item a seguir.
De forma sintética, para o filósofo Norberto Bobbio, a sociedade civil compreende a esfera de relações entre indivíduos, classes e
grupos sociais não reguladas pelo Estado.
Acerca da evolução do Estado moderno, dos modelos de gestão pública e do contexto de atuação política e gestão pública, julgue o item seguinte.
A soberania é elemento essencial para a existência do
Estado, devendo ser aderente ao território estatal,
relacionado ao elemento território, e ao vínculo nacional,
relacionado ao elemento povo.
A exata compreensão do conceito de soberania é pressuposto
necessário para o entendimento do fenômeno estatal, visto que
não há Estado perfeito sem soberania.
O Estado é uma entidade que possui três elementos
indissociáveis: povo, território e governo soberano. No
entanto, o Estado não é considerado uma pessoa jurídica
de direito público.