Ulisses é servidor municipal, ocupante do cargo de
enfermeiro no Município Alfa, perfazendo uma jornada
de 20 horas semanais. Paralelamente, também trabalha
20 horas como assistente administrativo na Empresa de
Energia Lux, uma Sociedade de Economia Mista do
Estado Z, onde foi admitido por meio de concurso para
emprego público. Recentemente, surgiram
questionamentos sobre a legalidade da acumulação
desses cargos. Diante disso, Ulisses buscou orientação
jurídica e recebeu o seguinte esclarecimento correto,
com base nas disposições da Constituição Federal:
Define a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 e suas alterações, que dispõem sobre o regime jurídico
dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, dentre outras
situações, uma parte que trata do regime disciplinar em vários capítulos como: dos deveres; das proibições;
da acumulação; das responsabilidades; e das penalidades. De acordo com essa lei, detectada a qualquer
tempo a acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas, a autoridade a que se refere o art. 143
notificará o servidor, por intermédio de sua chefia imediata, para apresentar opção no prazo improrrogável de
João é ocupante de cargo de provimento efetivo, privativo de engenheiro, em autarquia municipal, no qual foi empossado antes da vigência da Constituição de 1988. Atualmente, encontra-se licenciado do exercício desse cargo, sem perceber remuneração. Também atualmente, João exerce emprego privativo de engenheiro em sociedade anônima, subsidiária de sociedade de economia mista estadual, para o qual foi contratado na vigência da Constituição Federal de 1988.
Nesse contexto, analise as proposições a seguir.
I. João encontra-se em situação regular, pois o Supremo Tribunal Federal já consolidou o entendimento de que a vedação de ocupar cargos e empregos na Administração Pública pressupõe que a acumulação seja remunerada e que a licença sem remuneração, de um dos cargos ou empregos, descaracteriza a vedação constitucional de acumulação remunerada.
II. João encontra-se em situação regular, pois a
proibição de acumular não abrange empregos
em sociedades anônimas que sejam meras
subsidiárias de sociedades de economia mista.
III. João encontra-se em situação regular, pois as vedações de acumulação da Constituição de 1988 não podem alcançar cargos nos quais ocorreu a posse antes da vigência dessa Constituição.
Analise o enunciado da questão abaixo e assinale se ele é Certo ou Errado.
Ao servidor público é vedado o exercício cumulativo e remunerado de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, o de dois cargos de professor; o de um cargo de professor com outro, técnico ou científico; e o de dois cargos privativos de profissionais da saúde. A proibição de acumular é extensiva a empregos e funções e se limita à Administração Direta, às autarquias e às fundações.
Berlamino Fontes, servidor público, exerce suas funções numa autarquia estadual e foi eleito para o cargo de vereador. Nessa situação, ao entrar em exercício no mandato eletivo, é correto afirmar que Berlamino
Maria, servidora pública federal ocupante de cargo de provimento
efetivo, no pleno exercício de suas funções, foi convidada para
integrar o conselho de administração de determinada sociedade
empresária com personalidade jurídica de direito privado.
Após analisar os balizamentos estabelecidos pela Lei nº
8.112/1990, com o objetivo de avaliar a possibilidade, ou não, de
aceitar o convite, Maria concluiu corretamente que lhe é
Segundo a Constituição Federal de 1988, em regra,
é vedada a acumulação remunerada de cargos
públicos. Todavia, o próprio texto constitucional traz
algumas hipóteses como exceção a tal regra, quando
houver compatibilidade de horários.
Com base nisso, assinale a alternativa que traz um
exemplo de possibilidade de acúmulo de cargos
permitida pelo legislador.