Jorge, servidor da prefeitura do município de Sobral, Ceará, foi
condenado, em agosto de 2018, à pena de dois anos e três meses
de reclusão e 30 dias-multa pela prática do crime de falsificação
de documento público, tipificado no Art. 297 do Código Penal.
A sentença condenatória entendeu ter sido comprovado que o
acusado foi o responsável pela contrafação de certidão
materialmente falsa, atribuída a órgão da administração pública
municipal. O magistrado fixou o regime inicial aberto, mas deixou
de substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos, considerando que o agente, enquanto funcionário
público, teria agido prevalecendo-se de seu cargo, o que, além de
ter sido desvalorado na fixação da pena-base, impediria a
substituição.
O Ministério Público não recorreu da decisão, mas Jorge interpôs
apelação. Em razões recursais, sustentou apenas que seria
cabível a substituição da pena privativa por restritiva de direitos.
No julgamento do recurso, tanto o desembargador relator
quanto o revisor votaram pelo desprovimento do recurso,
reformando a sentença condenatória para fixar a pena-base no
mínimo legal e majorar a pena em um sexto, aplicando a causa de
aumento prevista no Art. 297, § 1º, do Código Penal, pelo
funcionário público ter cometido o crime prevalecendo-se do
cargo. Fixaram, dessa feita, a pena de privação de liberdade em 2
anos e 4 meses de reclusão. Um terceiro desembargador foi
vencido, considerando que o Tribunal não poderia elevar a pena
em recurso exclusivo da defesa e entendendo cabível a
substituição por restritiva de direitos.
Com base nas informações apresentadas, assinale a afirmativa
correta.
O mestre Pontes de Miranda, sobre os embargos infringentes, ensina que "os melhores julgamentos, os mais completamente lastruídos e os mais proficientemente discutidos são os Julgamentos das Câmaras de embargos. (...) multa injustiça se tem afastado com os julgamentos em grau de embargos" (trecho extraído do voto do Ministro Celso de Mello na ação penal 470/MG, conhecida como Julgamento do "mensalão"). Analise as proposições abaixo, todas relativas aos embargos infringentes e de nulidade, e assinale a alternativa correta:
I. nos termos do Código de Processo Penal, é pressuposto inarredável e absoluto para a interposição de embargos infringentes e de nulidade a existência de decisão pluránime exarada na segunda instância.
II. a decisão colegiada embargável pode resultar de recurso de apelação interposto pela acusação.
Ill. embora o meio impugnativo seja privativo da defesa, pode o Ministério Público opor embargos infringentes ou de nulidade em favor do acusado.
IV. é requisito para a interposição de embargos infringentes ou de nulidade que a decisão embargada seja desfavorável ao réu.
O Ministério Público, não se conformando com a decisão do Juiz que concedeu liberdade provisória ao réu, deverá, de acordo
com o Código de Processo Penal, ingressar com a seguinte medida judicial:
O Ministério Público ofereceu denúncia em face de Paulo pela prática do delito de homicídio qualificado pelo motivo torpe, sendo o acusado impronunciado pelo magistrado ao final da primeira fase do procedimento bifásico do júri. A via adequada para o combate de tal decisão é: