A imputabilidade penal é um conceito
fundamental na psiquiatria forense, que avalia a
capacidade do indivíduo de responder por seus
atos. Qual dos seguintes critérios é ESSENCIAL
para determinar a imputabilidade penal de um
indivíduo no momento do crime?
Estudante de medicina, quarto ano, homem, 29 anos
chega ao serviço de perícia da Universidade pois estava
na iminência de perder o vínculo com a faculdade por
inúmeras reprovações, pois estava há mais de 10 anos no
curso. Chega ao Serviço de psiquiatria, sem familiar
alegando que sempre teve depressão e que as pessoas
não entendiam isso. Relata que começou a se cortar há
anos, com várias tentativas de suicídio. Relata que
desmaia e que tem convulsões, por isso falta muito às
aulas. No exame psíquico, o estudante não apresenta
alteração do humor congruente com suas queixas. As
lesões que mostram são recentes e superficiais. Não há
sinais de lesões antigas. Foi solicitado EEG, que se
mostrou normal. Avaliação Neuropsicológica sem
alterações cognitivas.
Simulação, dissimulação, supersimulação
e metassimulação são termos comuns na
prática psiquiátrica forense. Em relação
ao assunto, assinale a alternativa correta.
O atestado médico é um dos documentos médicos que
constituem o prontuário do paciente. Vários são os pontos
obrigatórios, dentre os quais podemos citar:
É um profissional denominado por lei, que é especializado
em determinado tema, contratato e indicado
exclusivamente por uma das partes para auxiliar durante a
elaboração da prova pericial. Qual é este profissional?
Mulher, G.N, 18 anos, solteira, é presa, acusada de infanticídio.
Nos autos do processo, constam que G.N deu a luz a um bebê,
em uma sexta-feira, às 19 horas. Voltou para a casa dos pais no
dia seguinte, abatida, em mutismo importante, evitando pegar a
criança para amamentar. Dois dias depois, abandonou a criança
em casa e saiu andando a esmo pela rua, em desalinho, com
corte e sangramento nos pulsos, ainda em mutismo. A família a
reconduziu para casa e a obrigou a cuidar da criança. No quinto
dia após o parto, a família encontrou G.N no quarto cantarolando
canções de ninar, com palavras sem nexo, com o bebê nos
braços, sem respirar, em cianose. O laudo do IML apontou
asfixia mecânica como causa da morte do bebê. Na entrevista
com a polícia, G.N permaneceu calada, com olhar longínquo e,
nas poucas vezes que falava, parecia desconexa e dizia que não
aguentava mais “os barulhos” e os “choros” de bebê na sua
cabeça: “– Estão ouvindo? O bebê chorar? Alguém segura ele...
Não aguento mais”. Ainda na prisão, começou a se machucar,
batendo a cabeça na parede, dizendo que os “choros do bebê a
mandavam se matar”. Foi encaminhada para uma clínica
psiquiátrica. O pai da criança, que havia sido o primeiro
namorado de G.N e com quem ela havia perdido a virgindade,
negou a paternidade desde o início da gravidez e se afastou. Na
curva vital, G.N nunca havia apresentado alterações de
comportamento ou indícios de transtorno de personalidade.
Sempre muito recatada e religiosa, com pais opressivos,
escondeu a gravidez dos pais até o dia do parto. O juiz, na fase
processual do inquérito, solicitou perícia psiquiátrica para o
caso.
O psiquiatra perito concluiu que se trata de caso de
Em Psiquiatria Forense, nas causas criminais, o que mais se busca determinar é se o réu deve ser considerado imputável, semi-imputável ou inimputável.
Assinale a alternativa correta sobre Psiquiatria Forense.
Em se tratando de reconhecimento de inimputabilidade por análise
pericial psiquiátrica no âmbito do sistema penal brasileiro, assinale
a opção correta.
A psiquiatria forense talvez seja a área da psiquiatria com
mais dilemas éticos, ou seja, a área em que mais dúvidas
surgem ao determinar se as ações do psiquiatra estão de
acordo com os conceitos éticos, os ditames morais e os
preceitos legais. Sobre esse tema, analise os itens a
seguir.
I. O psiquiatra que atua como perito, assistente técnico ou
médico assistente é preliminarmente um médico, e deve
atuar guiado pela capacitação técnica, honestidade e
veracidade no exercício de suas funções.
II. É vedado ao médico ser perito ou auditor do próprio paciente, de pessoa de sua família ou de qualquer outra
com a qual tenha relações capazes de influir em seu
trabalho ou de empresa em que atue ou tenha atuado.
III. Quando o psiquiatra forense prestar serviços como
médico assistencialista, o sigilo deve ser resguardado,
salvo em situações excepcionais, em que, por motivo
justo ou dever legal, existe a possibilidade de se
compartilhar informações que sejam estritamente
necessárias para prevenir danos ao próprio paciente e a
terceiros.