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Para responder as questões propostas, de 1 a 3, leia com atenção o texto abaixo.
ALMA FATIGADA
Cruz e Sousa
Nem dormir nem morrer na fria eternidade!
mas repousar um pouco e repousar um tanto,
os olhos enxugar das convulsões do pranto,
enxugar e sentir a ideal serenidade.
A graça do consolo e da tranquilidade
de um céu de carinhoso e perfumado encanto,
mas sem nenhum carnal e mórbido quebranto,
sem o tédio senil da vã perpetuidade.
Um sonho lirial d'estrelas desoladas,
onde as almas febris, exaustas, fatigadas
possam se recordar e repousar tranquilas!
Um descanso de Amor, de celestes miragens,
onde eu goze outra luz de místicas paisagens
e nunca mais pressinta o remexer das argilas!
Levando em consideração a tipologia textual, podemos afirmar que:
Leia o poema de Ferreira Gullar.
That is the Question
Dois e dois são quatro.
Nasci cresci
para me converter em retrato?
em fonema? Em morfema?
Aceito
ou detono o poema?
(Ferreira Gullar. Muitas Vozes, 2013)
No poema, o eu lírico questiona
Analise as afirmativas a seguir:
I. O ensino de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental deve organizar-se de modo que os alunos sejam capazes de valorizar a leitura como possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aos materiais escritos em função de diferentes objetivos (aprendizado, entretenimento, informação etc.).
II. A volta aos padrões clássicos da Antiguidade e do Renascimento; a simplicidade; a poesia bucólica, pastoril; o fingimento poético e o uso de pseudônimos são características do Arcadismo no Brasil.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia atentamente a canção Coração selvagem, de Antônio Carlos Belchior, cantor e compositor brasileiro, para responder às questões de 1 a 3.
Coração Selvagem
Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão
Eu quero um gole de cerveja no seu copo, no seu colo e nesse bar
Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja
Arco-íris, anjo rebelde, eu quero o corpo, tenho pressa de viver
Mas quando você me amar me abrace e me beije bem devagar
Que é para eu ter tempo,
Tempo de me apaixonar
Tempo para ouvir o rádio no carro
Tempo para a turma do outro bairro ver e saber que eu te amo
Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente
Tome um refrigerante, coma um cachorro-quente
Sim, já é outra viagem e o meu coração selvagem
Tem essa pressa de viver
Meu bem, mas quando a vida nos violentar
Pediremos ao bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida
Vida, pisa devagar, meu coração, cuidado é frágil
Meu coração é como vidro, como um beijo de novela
Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som, e a minha fúria e essa pressa de viver
E esse jeito de deixar sempre de lado a certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples alegria de ser
Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo
Vem morrer comigo, meu bem, meu bem, meu bem
Talvez eu morra jovem
Alguma curva no caminho, algum punhal de amor traído
Completará o meu destino
Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo
Vem morrer comigo, meu bem, meu bem, meu bem
Meu bem, meu bem, meu bem
Que outros cantores chamam baby
Que outros cantores chamam baby
Que outros cantores chamam baby, meu bem
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – O eu lírico expressa veladamente seu desejo de se aventurar solitariamente pelo mundo.
II – A figura de linguagem presente em “meu coração é como vidro” é metonímia.
III – O eu lírico demonstra ser uma pessoa racional, pois apenas toma decisões pensadas.
É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):
Julgue o item que se segue.
O poema dramático “Morte e Vida Severina” é a obra-prima do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto
(1920-1999). Escrito entre 1954 e 1955, trata-se de um
auto de Natal de temática regionalista.
Leia atentamente o poema de Cecília Meireles (1901-1964) para responder as questões de 01 a 03:
..
TEXTO 01
1-Homem vulgar! Homem de coração mesquinho!
2-Eu te quero ensinar a arte sublime de rir.
3-Dobra essa orelha grosseira, e escuta
4-o ritmo e o som da minha gargalhada:
.
5-Ah! Ah! Ah! Ah!
6-Ah! Ah! Ah! Ah!
.
7-Não vês?
.
8-É preciso jogar por escadas de mármores baixelas de ouro.
9-Rebentar colares, partir espelhos, quebrar cristais,
10-Vergar a lâmina das espadas e despedaçar estátuas,
11-destruir as lâmpadas, abater cúpulas,
12-e atirar para longe os pandeiros e as liras...
.
13-O riso magnífico é um trecho dessa música desvairada.
.
(Cecília Meireles, Viagem,1939)
Em relação à gargalhada que o eu-lírico expressa nos versos 05 e 06, gramaticalmente, ela é:
Leia o texto a seguir para responder às questões 4 e 5.
Cuitelinho
(canção popular divulgada por
Paulo Vanzolini,Pena Branca e Xavantinho e Almir Sater)
Cheguei na beira do porto
Onde as onda se espaia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai, ai
Quando eu vim
da minha terra
Despedi da parentália
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes batáia, ai, ai
A tua saudade corta
Como aço de naváia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
E os óio se enche d´água
Que até a vista se atrapáia, ai...
Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/pena-branca/cuitelinho.html>. Acesso em: 15 dez. 2018.
Leia atentamente o poema de Cecília Meireles (1901-1964) para responder as questões de 01 a 03:
..
TEXTO 01
1-Homem vulgar! Homem de coração mesquinho!
2-Eu te quero ensinar a arte sublime de rir.
3-Dobra essa orelha grosseira, e escuta
4-o ritmo e o som da minha gargalhada:
.
5-Ah! Ah! Ah! Ah!
6-Ah! Ah! Ah! Ah!
.
7-Não vês?
.
8-É preciso jogar por escadas de mármores baixelas de ouro.
9-Rebentar colares, partir espelhos, quebrar cristais,
10-Vergar a lâmina das espadas e despedaçar estátuas,
11-destruir as lâmpadas, abater cúpulas,
12-e atirar para longe os pandeiros e as liras...
.
13-O riso magnífico é um trecho dessa música desvairada.
.
(Cecília Meireles, Viagem,1939)
De acordo com o que o eu-lírico expressa no poema, é CORRETO o que se afirma apenas em: