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457941201718799
Ano: 2019Banca: Instituto ConsulplanOrganização: MPE-SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Orações Coordenadas Assindéticas | Orações Coordenadas Sindéticas | Sintaxe
Texto associado

Considere o período em (a) para responder a Questão.


(a) Será proibida a entrada de pessoas que se atrasarem para a reunião. 

Em (a), tem-se um período composto que possui duas orações: uma principal e outra coordenada.
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2

457941202028057
Ano: 2024Banca: IPEFAEOrganização: Prefeitura de Santa Adélia - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Orações Coordenadas Sindéticas | Sintaxe
Texto associado
UM ARTISTA DA FOME (fragmento)

Nas últimas décadas o interesse pelos artistas da fome diminuiu bastante. Se antes compensava promover, por conta própria, grandes apresentações desse gênero, hoje isso é completamente impossível. Os tempos eram outros.Antigamente toda a cidade se ocupava com os artistas da fome; a participação aumentava a cada dia de jejum; todo mundo queria ver o jejuador no mínimo uma vez por dia; nos últimos, havia espectadores que ficavam sentados dias inteiros diante da pequena jaula; também à noite se faziam visitas cujo efeito era intensificado pela luz de tochas; nos dias de bom tempo a jaula era levada ao ar livre e o artista mostrado especialmente às crianças. Embora para os adultos ele não passasse de um divertimento, no qual tomavam parte por causa da moda, as crianças olhavam com assombro, de boca aberta, uma segurando a mão da outra por insegurança, aquele homem pálido, de malha escura, as costelas extremamente salientes, que desdenhava até uma cadeira para ficar sentado sobre a palha espalhada no chão: ora ele acenava polidamente com a cabeça, ora respondia com um sorriso forçado às perguntas, esticando o braço pelas grades para que apalpassem sua magreza e mergulhando outra vez dentro de si mesmo, sem se importar com ninguém, nem mesmo com a batida do relógio — tão importante para ele e a única peça que decorava a jaula —, mas fitando o vazio com os olhos semicerrados e bebericando de vez em quando água de um copo minúsculo para umedecer os lábios.

[...]

— Franz Kafka, no livro “Essencial”. tradução Modesto Carone. São

Paulo: Companhia das Letras, 2011
Assinale a alternativa em que o termo em destaque estabelece ideia de adversatividade:
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3

457941201852369
Ano: 2017Banca: IESESOrganização: GasBrasilianoDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Pontuação | Morfologia dos Pronomes | Termos Essenciais da Oração | Emprego da Vírgula | Sintaxe | Orações Coordenadas Sindéticas | Orações Coordenadas Assindéticas | Ortografia | Pronomes Indefinidos | Vocativo e Termos Acessórios da Oração | Análise Sintática | Acentuação Gráfica: Tipos de Palavras
Texto associado
A CULTURA DA EVOLUÇÃO LIVRE
Publicado em Revista Língua Portuguesa, ano 9, n.º 102, abril de 2014. Disponível em: http://www.aldobizzocchi.com.br/divulgacao.asp Acesso em: 28 mar 2017.
   Por muitos séculos, um desvio da norma gramatical foi considerado um erro e ponto final. A sociedade dividiase, portanto, entre os que sabiam falar a própria língua e os que não sabiam.
  Com o advento da linguística evolutiva, da sociolinguística e sobretudo dos estudos de William Labov sobre variação, o chamado erro gramatical passou a ser visto como um fato natural da linguagem. Remonta, por sinal, aos linguistas histórico-comparativos do século 19 o lema de que o erro de hoje poderá ser a norma gramatical de amanhã.
   No entanto, essa visão mais benevolente do desvio levou em alguns casos a uma confusão entre erro e evolução: o desvio pode vir a tornar-se norma, mas não necessariamente se tornará. Como numa reação contra séculos de doutrinação gramatical e estigmatização da fala dos menos instruídos, alguns teóricos passaram equivocadamente a supervalorizar o erro e a relativizar a importância da língua padrão.
  Acontece que a dinâmica da evolução linguística é mais complexa do que parece à primeira vista. A língua se apoia numa tensão dialética entre a conservação e a mudança: a todo momento, por força do próprio uso, algo muda na língua, mas a maior parte de seus elementos se conserva. Se nada mudasse, a língua seria estática, a fala ficaria “engessada”, e o sistema rapidamente rumaria para a obsolescência; se tudo mudasse o tempo todo, ninguém mais se entenderia.
  As forças da conservação e da mudança travam uma queda de braço permanente: toda inovação, seja ela lexical, sintática ou semântica, gera uma nova forma que tem de competir com as já existentes. Essa luta pode se arrastar por décadas ou séculos. Ao final, a forma inovadora pode derrotar as até então estabelecidas, assim como pode acabar derrotada por elas, isto é, abandonada, como é o caso de muitas gírias efêmeras.
  [...] a fala popular, assim como as línguas ágrafas e os dialetos, evolui de modo livre; já as chamadas línguas de cultura (dotadas de escrita formal) estão sujeitas à engenharia genética operada por escritores, jornalistas, intelectuais, gramáticos e professores.
  [...] Em resumo, o desvio da norma, incluindo o chamado erro gramatical, não é bom nem mau – nem uma evidência da inferioridade intelectual do povo nem um instrumento de luta contra as classes dominantes –, é apenas um fato natural a ser estudado cientificamente.
Aldo Bizzocchi é doutor em Linguística pela USP, pós-doutor pela UERJ, pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Etimologia e História da Língua Portuguesa da USP e autor de Léxico e Ideologia na Europa Ocidental (Annablume) e Anatomia da Cultura (Palas Athena).  
Analise as proposições abaixo. Em seguida, assinale a alternativa que contém a resposta correta.
I. Em: “ninguém mais se entenderia”, a palavra “ninguém” é um pronome indefinido e ocupa a função de sujeito determinado.
II. Em: “Por muitos séculos, um desvio da norma gramatical foi considerado um erro”, a vírgula empregada está separando um adjunto adverbial antecipado.
III. Em: “Se nada mudasse, a língua seria estática”, a vírgula isola uma oração coordenada.
IV. Em: “a forma inovadora pode derrotar as até então estabelecidas”, a palavra “até” é acentuada por ser uma palavra monossílaba tônica.
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457941200819249
Ano: 2025Banca: SELECONOrganização: Prefeitura de Sinop - MTDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Orações Coordenadas Sindéticas | Sintaxe
Texto associado
Leia o texto a seguir:


Homem é flagrado andando de 'jet ski' na Ponte Rio-Niterói e vídeo viraliza nas redes sociais


Registro mostra veículo aquático adaptado para o asfalto com peças de motocicleta


     Um vídeo em que um homem anda em uma moto modificada com carcaça de jet ski pela Ponte Rio-Niterói viralizou nas redes sociais no último domingo. O meio de transporte, usado na água, foi adaptado com rodas e um chassi de moto para conseguir andar no asfalto.

     O registro mostra que o piloto não usa equipamentos de segurança de condução de uma moto. Ele anda de bermuda e chinelo, além de usar um capacete não recomendado. O condutor do veículo adaptado se identifica nas redes sociais como Lobão.

    Além do registro na Ponte, ele também compartilhou o momento em que trafegou pela Linha Vermelha e Amarela. O fato inusitado chamou a atenção dos internautas, que repercutiram o vídeo. "Veículo híbrido, já vai dar aquele mergulho no mar", escreveu um. "RJ está valendo tudo!!!", publicou outro.

   Criticado nas redes sociais, o homem rebateu afirmando que a moto está emplacada e regularizada. "A pessoa tem que estar com a alma podre para se incomodar com um moto jet passando na rua. As pessoas olham e acham graça, aí tem uns que pedem até prisão. Onde passa chama atenção, quem está estressado, arranca um sorriso da pessoa", justifica o condutor.

     Procurada, por meio de nota a Ecoponte descreveu que o veículo cruzou sentido Rio de Janeiro acoplado em um carro de passeio, e que "na altura da descida do Vão Central, o veículo parou, soltou o equipamento e ele seguiu viagem pela via". A reportagem tentou contato com a Polícia Rodoviária Federal para mais detalhes sobre o caso, mas ainda não obteve respostas. O espaço segue em aberto.

    Em nota, a Polícia Rodoviária Federal, responsável pela fiscalização da rodovia, confirmou que o homem passou pelo pórtico 11 da Ponte Rio-Niterói no último domingo, por volta das 15:40.

    "Em pesquisa no sistema, foi verificado que na verdade se tratava de uma motocicleta Suzuki AN125, com adulteração não autorizada do veículo. Foi verificado também que um automóvel estava ajudando a levar a moto aquática em uma carreta, e ambos foram identificados em imagens para futuras autuações que serão geradas em detrimento das imagens analisadas", afirmou a PRF.

   Questionado pelo GLOBO, o Detran-RJ afirmou que, de acordo com as normas vigentes, qualquer veículo que passe por alterações em suas características originais precisa ser submetido à avaliação e aprovação pelos órgãos técnicos competentes.


Fonte: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2025/01/07/homem-e-flagrado-andando- de-jet-ski-na-ponte-rio-niteroi-e-video-viraliza-nas-redes-sociais.ghtml. Acesso em 07/01/2024
“A reportagem tentou contato com a Polícia Rodoviária Federal para mais detalhes sobre o caso, mas ainda não obteve respostas” (5º parágrafo). Nesse período, a vírgula foi empregada para:
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457941201786327
Ano: 2024Banca: Prefeitura de Bombinhas - SCOrganização: Prefeitura de Bombinhas - SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Orações Coordenadas Sindéticas | Sintaxe
Texto associado
Vespas asiáticas assassinas: conheça o inseto que come 11 quilos
 por ano e é motivo de alerta na Europa


No Brasil, até o momento, não há registros desses insetos, mas é importante
estar ciente dos riscos e tomar precauções


        No ano passado, os Estados Unidos foram dominados pela aparição da maior vespa do mundo, popularmente chamada de "vespas asiáticas assassinas". A invasão destes insetos, que despejam seu veneno em múltiplas picadas, acontece também na Europa.

      Cada ninho de vespas pode consumir cerca de 11 quilos de insetos por ano, e eles têm preferência por atacar os insetos sociais, como as abelhas melíferas, que possuem pouca defesa contra esses caçadores ferozes.

    No Reino Unido, a invasão de vespas asiáticas tem gerado preocupações significativas, especialmente em áreas como Kent e East Sussex. Em 2023, houve um aumento repentino no número de vespas desta espécie, com 72 ninhos destruídos em 56 locais, em comparação com apenas um ninho no ano anterior. A proximidade do Reino Unido com a França, onde as vespas asiáticas já estão estabelecidas, aumenta o risco de sua introdução e estabelecimento permanente no país.

    A situação é preocupante principalmente devido ao potencial impacto na biodiversidade local, incluindo abelhas e outros polinizadores, e na indústria apícola, que poderia sofrer perdas financeiras substanciais. No Brasil, até o momento, não há registros de vespas asiáticas assassinas.

      A vespa asiática (ou vespa velutina) é uma espécie carnívora e predadora da vespa europeia (ou vespa crabro). Ela está presente nas áreas urbanas e periurbanas e representa uma ameaça à sustentabilidade da apicultura nacional, com eventuais consequências na produção de mel e na produção agrícola. Esta espécie também pode apresentar alguns riscos para a população.

     Além disso, as vespas gigantes asiáticas, cientificamente conhecidas como Vespa mandarinia, são as maiores do mundo, com cerca de 1,5 a 2 polegadas (aprox. 5 cm) de comprimento. Suas listras laranjas e pretas as tornam distintas, e seu tamanho robusto pode parecer intimidante. No entanto, não são tão letais para os humanos quanto seu apelido sugere.

      Pesquisadores japoneses explicaram ao jornal The New York Times que o apelido se deve ao fato de que essas vespas, às vezes, atacam em grupos e seu veneno, em múltiplas picadas, pode ser fatal. Geralmente não são agressivas com humanos, a menos que se sintam ameaçadas. 



(https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2024/05/22/vespas-asiaticas-assassinas-conheca-o-inseto-que-come-11- quilos-por-ano-e-e-motivo-de-alerta-na-europa.ghtml)
Analise a oração:


“Não se falavam, pois perderam o contato.”



A oração acima pode ser classificada como:

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6

457941200719044
Ano: 2022Banca: PS ConcursosOrganização: Prefeitura de Sombrio - SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual | Orações Coordenadas Sindéticas | Sintaxe | Estrutura Textual | Compreensão e Interpretação Textual
Texto associado

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Preconceito de linguagem


   Na Romênia, segundo dizem os jornais franceses, que agora muito se interessam por tudo quanto diz respeito aos moldo-valáquios, na Romênia há certas palavras que em todas as outras línguas cultas têm significação nobre e que entre os romenos têm significação pejorativa. Chamar, por exemplo, a algum romeno marquês, ou condessa a alguma romena, é cometer injúria e grande. Entre eles, não se diz príncipe em romaico, porque esta palavra tem a significação analógica de jogral; de sorte que adotaram lá a palavra francesa prince, para designar qualquer membro da família real. A palavra rei também é injuriosa. Tanto assim que, na tradução do livro bíblico dos Reis, escrevem os romenos Livro dos Imperadores!

  Em português há também palavras de significação primitivamente honesta e que entretanto agora não podem ser pronunciadas diante de pessoas de respeito. No norte de Minas, por exemplo, como no Norte de todo o país, chamar dama a uma senhora é arriscar a pele. Dama, lá por aquelas plagas, é “mulher perdida”.

  A palavra moça pode ser pronunciada diante de quem quer que seja. “Esta menina está ficando moça” — “Sua filha é uma bela moça” — são expressões correntes. Entretanto, querendo alguém referir-se à amásia de alguém diz: “A moça de Fulano”!

  Rapariga! É uma das palavras mais lindas da nossa língua. Em Minas, entretanto, rapariga aplica-se mais às mulheres do serviço doméstico, isto é, amas, cozinheiras, arrumadeiras, etc. Aqui, já vai tendo significação pejorativa: casa de raparigas é o mesmo que bordel. Ora, é um absurdo isso. Rapariga é simplesmente feminino de rapaz. Seria encantador poder toda gente dizer, como ainda há dias ouvi dizer a um espírito eminente, que me dá a honra da sua amizade: “V. não imagina que rapariga valente é minha mulher”.

  Mãe! Não se discute a beleza desta suavíssima palavra. Pois também a palavra mãe vai assumindo significação equívoca. Em certas locuções é um vocábulo pelo menos suspeito. Os jornais já começam a substituí-lo por progenitora. É incrível! Que qualquer palavra possa derrancar com o tempo compreende-se; mas a palavra mãe? O noticiário elegante tem receio de dizer: “Faz anos hoje a Sra. Dona Fulana, muito digna mãe do nosso amigo Sr. Beltrano”. Em vez de mãe, escrevem progenitora, que é uma palavra erudita, seca, como todas as coisas eruditas, fria e pernóstica.

 Mãe é alguma coisa tépida, doce, nobre como o colo materno. Progenitora é simplesmente uma delicadeza de moleque bem-falante. Mãe, colegas, mãe! Devemos escrever “a mãe do Sr. Fulano”, da mesma forma que escrevemos “O pai do Sr. Beltrano” e “o filho de Dona Sicrana”. Ninguém diz na intimidade — “vou beijar minha progenitora”, mas simplesmente — “vou beijar minha mãe”.

  É para desejar que os jornais abandonem de uma vez a palavra progenitora, que é, etimologicamente, muito mais grosseira do que mãe. Progenitora compõe-se do prefixo pro e da raiz genite, de gigno, gignis, genui, genitum, gignere, que quer dizer gerar. De maneira que, posta em bom vernáculo, progenitora é a pró ou antegeradora do Sr. Fulano. Não sei onde está a delicadeza desta expressão…. Por conseguinte, de uma vez para sempre, estabeleçamos que os homens têm virtuosas e dignas mães, e não ridículas e pernósticas progenitoras.

Antônio Torres

As conjunções são importantes ferramentas de coesão textual e sem elas não seria possível dar unidade e construir um texto significativo. Observe as orações abaixo e assinale a alternativa em que a conjunção destacada apresenta classificação semântica correta entre parênteses:
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457941200951957
Ano: 2016Banca: IDECANOrganização: UFPBDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Conjunções | Semântica Contextual | Análise Textual | Orações Coordenadas Sindéticas | Sintaxe | Morfologia
Texto associado
 O respeito à diversidade e suas implicações nos direitos humanos
     
A diversidade é um dos temas mais atuais da sociedade, e ao se

pensar na escola, é um tema que ganha extrema relevância. Pois é na

escola, onde a criança e o jovem desenvolve grande parte de suas

relações sociais, que é necessário se desenvolver e ampliar a cultura do

respeito ao que é diferente.

      Quando se trata de inclusão/exclusão, é oportuno compreender mais amplamente esses processos abordando-os de forma dialética.

      Na abordagem da dialética inclusão/exclusão, realça-se o entendimento de que, para compreensão desses processos e o enfrentamento da exclusão, é necessário percebê-los de modo mais abrangente, em seu alcance e ocorrências, e não apenas com referência a um único grupo social.

      O princípio de que, para enfrentar a exclusão, é preciso compreendê-la como processo que ocorre em várias circunstâncias, é também adotado neste texto, acrescentando-se que a percepção no contexto mais abrangente em que se situam: o da diversidade. O enfrentamento da exclusão necessita do empenho acadêmico, social e político em decisões e movimentos pela inclusão, justiça e autonomia dos sujeitos, respeitando-se suas diferenças socioculturais e identitárias.

      Contudo, ressalva-se que não se entende ou propõe o acolhimento à diversidade como subalternização do outro, do diferente, como forma de colonização, mas sim garantindo-se seus direitos à vida cidadã e, nesse sentido, a sua efetiva participação nas decisões políticas e a sua afirmação como sujeitos sociais. É nesse sentido que se assume, como premissa e perspectiva deste estudo, a reivindicação do respeito à diversidade, em seus vários contornos. [...]

      A qualidade e a dignidade da vida humana são valores inestimáveis, devendo ser princípios e propostas de superação de preconceitos e estigmas baseados em equívocos geradores de comportamentos que destoam de parâmetros essenciais à sociedade plural, em que se privilegiam e mantêm as garantias dos direitos humanos e o princípio constitucional da igualdade.

      (Mary Rangel. Língua Portuguesa, nº 57, ed. Escala. Fragmento.)
O 4º§ é introduzido pelo termo “contudo" que estabelece uma relação tal entre as informações que o antecedem e que o sucedem que poderia ser substituído sem qualquer prejuízo semântico por: 
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457941201083047
Ano: 2024Banca: IDCAPOrganização: Prefeitura de Piúma - ESDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Sintaxe | Orações Coordenadas Sindéticas
Texto associado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que é 'desconto hiperbólico', o viés psicológico que te faz tomar más decisões - e como evitá-lo


O desconto hiperbólico é a nossa inclinação para escolher recompensas imediatas em vez de recompensas futuras, mesmo quando as de curto prazo são inferiores.

É um viés cognitivo que pode levar as pessoas a tomar decisões erradas porque incentiva a impulsividade em vez da visão de futuro, explicam especialistas que há décadas estudam o tema no campo da Economia Comportamental ou da Psicologia.

"Isso distorce a nossa percepção de valor", diz Vincent Berthet, professor da Universidade de Lorraine e pesquisador do Centro de Economia da Sorbonne, ambos na França, à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC).

Se o mais importante na tomada de decisão é que o benefício seja imediato, mesmo que esse benefício seja menor, então o desconto (a redução do lucro) se torna hiperbólico, ou seja, exagerado.

Embora com nomes diferentes, o desconto hiperbólico tem sido estudado há séculos, quando os comerciantes (e até os filósofos) procuravam compreender a lógica do valor do dinheiro, do retorno do capital ou dos juros associados a um empréstimo conforme o custo e a oportunidade.

Tentando compreender estes fenômenos, nas últimas décadas, especialistas mergulharam em cálculos matemáticos complexos para compreender e prever as forças que movem as finanças e a economia.

Por outro lado, vários psicólogos também pesquisaram o funcionamento do cérebro humano e os vieses cognitivos que atuam na tomada de decisões. 

Um deles é Daniel Kahneman, pesquisador que analisou como tomamos decisões e como elas influenciam a economia comportamental, investigação pela qual recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2002 (com Vernon Smith).

De forma simples, alguns autores explicam que o viés hiperbólico nos faz pensar que quanto mais próxima a recompensa estiver no tempo, mais atrativa ela parece.

São conhecidas as experiências feitas há décadas com crianças de 4 anos em que os pesquisadores ofereciam um marshmellow agora, ou dois marshmellows em 15 minutos. E, previsivelmente, menos crianças decidiam esperar porque seria muito difícil para elas adiar a gratificação.

Em qualquer caso, os resultados destas experiências variam substancialmente dependendo das características da amostra e da inclusão de variáveis como a origem socioeconômica dos sujeitos, a idade ou a capacidade cognitiva, entre muitas outras.

Mas, no final das contas, a impulsividade é uma força que pode trabalhar contra nós na infância ou na idade adulta.

Se eles lhe oferecessem R$ 100 agora ou R$ 120 em uma semana, o que você preferiria?

Quando a sua decisão opera sob viés cognitivo, é provável que você opte por ter menos dinheiro, mas mais cedo.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy78mm8440vo adaptado)
"É um viés cognitivo que pode levar as pessoas a tomar decisões erradas porque incentiva a impulsividade em vez da visão de futuro."


A oração destacada é:
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457941200114764
Ano: 2023Banca: UnescOrganização: Prefeitura de Criciúma - SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Sintaxe | Orações Coordenadas Sindéticas
Texto associado

O exercício simples que traz benefícios surpreendentes para o cérebro


"Nossos cérebros são grandes demais, muito ineficientes e precisam de muita energia para funcionar, mesmo em repouso", diz Damian Bailey, diretor do Instituto de Pesquisa em Saúde e Bem-Estar da Universidade de South Wales, no Reino Unido.

Bailey, que também é o líder do Laboratório de Pesquisa Neurovascular da Universidade, explicou que a atividade física é importante porque não há tratamento curativo para a neurodegeneração e o exercício surgiu como uma contramedida muito poderosa.

Mas a grande questão, segundo ele, é: quanto exercício se deve fazer, de que tipo e com que frequência.

"Muito do que fazemos no laboratório é observar diferentes aspectos do exercício, em termos de tipo, intensidade e duração, tentando encontrar o ponto ideal onde podemos ver uma adaptação otimizada", diz Bailey.

"Sabemos que, com a atividade física, aumentamos o fluxo sanguíneo para o cérebro, o que é crucial porque isso o ajuda a reconhecer as substâncias químicas úteis de que precisa para crescer", diz o cientista.

Esse suprimento de sangue também é importante porque nosso hipocampo, a parte do cérebro responsável pelo aprendizado e pela memória, encolhe à medida que envelhecemos, recebendo menos sangue.

Graças aos recentes avanços tecnológicos, os cientistas entendem como a atividade física beneficia o cérebro.

Eles medem o fluxo sanguíneo para o cérebro através do pescoço.

"E o que nossa pesquisa mostra é que você não precisa fazer exercícios de tirar o fôlego ou se esforçar ao máximo na academia para beneficiar certas partes do cérebro".

"Você pode fazer alguns grandes movimentos que quase não parece que você faz esforço físico e que realmente estimulam o cérebro."

"O que identificamos é que, principalmente, para pessoas que não estão muito em forma ou que não podem fazer exercícios pesados, o agachamento é uma opção muito útil".

É isso mesmo: agachar-se e levantar-se repetidamente foi descrito como uma forma "inteligente" de exercício porque "desafia o cérebro" e, portanto, beneficia-o.

O melhor de fazer agachamentos, explica o cientista, é que quando você se levanta, você vai contra a gravidade; quando você desce, você trabalha com a gravidade.

"Com isso, o fluxo sanguíneo para o cérebro sobe e desce repetidamente conforme você faz o movimento, e é essa mudança no fluxo que estimula o endotélio vascular, o revestimento interno dos vasos sanguíneos, a fornecer mais sangue ao cérebro."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0dl9d3mp9ro. Adaptado.

A atividade física é importante 'porque não há tratamento curativo para a neurodegeneração'.

A expressão em destaque trata-se de uma oração:

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10

457941200924018
Ano: 2018Banca: FCCOrganização: SEAD-APDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Orações Coordenadas Sindéticas | Sintaxe | Orações Subordinadas Adverbiais | Análise Sintática
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Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.

    Contar histórias é o antecedente remoto da literatura, da história, das religiões e talvez, indiretamente, a locomotiva do progresso. A oralidade contribuiu de maneira decisiva para impulsionar a civilização da época das pinturas rupestres até a viagem dos homens às estrelas. Oralidade quer dizer pré-literatura, aquela que existia apenas graças à voz humana, antes que aparecesse a escrita.
    Os contos, as histórias inventadas, davam mais vida aos nossos ancestrais, tiravam homens e mulheres das prisões asfixiantes que eram suas vidas e os faziam viajar pelo espaço e pelo tempo e viver as vidas que não tinham nem nunca teriam em sua miúda e sucinta realidade. Sairmos de nós mesmos, sermos outros, graças à fantasia, nos entretém e enriquece. Mas, além disso, nos ensina como é pequeno o mundo real comparado com os mundos que somos capazes de fantasiar, e deste modo nos incita a agir para transformar nossos sonhos em realidade. O progresso nasceu assim, da insatisfação e do mal-estar com o mundo real que inspirava nos humanos a mesma ficção que os deleitava.
    As histórias que inventamos constituem a vida secreta de todas as sociedades, aquela dimensão da existência que, embora nunca tenha tido chance de se realizar, foi de alguma forma vivida pelos seres humanos, na incerta realidade dos desejos, fantasias, pesadelos e invenções, de toda essa projeção da vida que não tivemos e por isso devemos inventá-la. Ela existiu sempre na memória das gentes, mas só a escrita a fixou e lhe deu permanência, muitos séculos depois de que nascesse, ao redor das fogueiras, quando nossos antepassados contavam-se histórias à noite para esquecer o medo do trovão, as aparições e os milhares de perigos que os espreitavam em qualquer parte.

(Adaptado de VARGAS LLOSA, Mario. Disponível em: www.brasil.elpais.com)
... para esquecer o medo do trovão, as aparições e os milhares de perigos... (último parágrafo)

No contexto, o segmento acima assinala noção de
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