Comissão Parlamentar de Inquérito de determinada Assembleia
Legislativa, regularmente instaurada, determina a interceptação
de comunicações telefônicas de Jorge, com base na Lei nº
9.296/96, bem como a quebra do sigilo de dados telefônicos de
João, sendo que ambos figuravam na condição de investigados.
Apenas com base nas informações obtidas por esses meios, o
Ministério Público ofereceu denúncia em face de Jorge e João,
encaminhando junto com a inicial acusatória a transcrição das
conversas obtidas com a interceptação de Jorge e a relação de
dados telefônicos de João.
Apenas com base nas informações narradas e na posição
majoritária do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que:
No que se refere à escuta telefônica, julgue o item a seguir.
O juiz poderá, em regra, admitir requerimento verbal de interceptação de comunicação telefônica desde que este seja formulado pela autoridade policial durante investigação criminal.
Acerca das questões e procedimentos incidentes, do sequestro de bens e das provas, julgue o seguinte item.
Segundo a jurisprudência do STF, são lícitas as sucessivas
renovações de interceptação telefônica, desde que,
verificados os requisitos legais e demonstradas a necessidade
da medida diante de elementos concretos e a complexidade
da investigação, a decisão judicial inicial e as prorrogações
sejam devidamente motivadas, com justificativa legítima,
ainda que sucinta, a embasar a continuidade das
investigações.
Ao receber uma denúncia anônima por telefone,
a autoridade policial realizou diligências investigatórias prévias
à instauração do inquérito policial com a finalidade de obter
elementos que confirmassem a veracidade da informação.
Confirmados os indícios da ocorrência de crime de extorsão,
o inquérito foi instaurado, tendo o delegado requerido à
companhia telefônica o envio de lista com o registro de ligações
telefônicas efetuadas pelo suspeito para a vítima. Prosseguindo
na investigação, o delegado, sem autorização judicial,
determinou a instalação de grampo telefônico no telefone do
suspeito, o que revelou, sem nenhuma dúvida, a materialidade e a
autoria delitivas. O inquérito foi relatado, com o indiciamento
do suspeito, e enviado ao MP.
Nessa situação hipotética, considerando as normas relativas à
investigação criminal,
a interceptação telefônica efetuada poderá ser convalidada se
o suspeito, posteriormente, confessar espontaneamente o crime
cometido e não impugnar a prova.
João é investigado, no bojo de um inquérito policial, pela suposta
prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o
tráfico, ambos punidos com reclusão, considerando que a Polícia
Civil possui informações de que o agente é integrante de facção
criminosa com forte atuação no Município de Natal/RN.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 9.296/1996,
é correto afirmar que a interceptação telefônica:
Após o recebimento da denúncia, em persecução penal
processual em que se apura a prática do crime de roubo
circunstanciado pelo emprego de arma de fogo, o Ministério
Público requer a captação ambiental de sinais acústicos em
detrimento do acusado. Analisando detidamente os autos, o juiz
defere a captação ambiental e, de ofício, determina a
interceptação telefônica em prejuízo do réu.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 9.296/1996,
é correto afirmar que o juiz agiu de forma: