Questões da FAFIPA
El Niño: o mapa do estrago
Quando o sol se põe, a somali Malyuun Ahmed Omer, de 30 anos, tem uma tarefa dolorosa para qualquer mãe: pôr cinco de seus oito filhos para dormir, sem jantar, com fome. Os outros três tiveram de ser escolhidos para morar com parentes, onde são alimentados. A falta de comida no norte da Somália é consequência da seca que atinge o país desde o ano passado, em mais um efeito negativo das alterações climáticas que se espalharam pelo planeta [...] em razão do fenômeno do El Niño, que só agora perde força – a expectativa é que se encerre a partir do próximo mês. A família de Malyuun não estava acostumada à escassez: a seca destruiu duas colheitas e matou 25 ovelhas de sua fazenda. Infelizmente, não é um caso isolado: há 4,7 milhões de somalis que enfrentam escassez de alimentos em decorrência direta do El Niño. O fenômeno – caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e pelo enfraquecimento dos ventos alísios, que sopram perto da superfície dos mares – bagunçou os padrões climáticos globais. Contudo, foi na África, continente mais vulnerável a esses eventos extremos, que causou maiores estragos.
(VEJA no .17. 27.abril.2016, p. 80)
Assinale a alternativa CORRETA.
Esta startup compra roupas usadas e devolve para as fabricantes revendê-las
Britânica Stuffstr desenvolveu um negócio que tem como objetivo finalizar o ciclo de uso das vestimentas. Adidas já é uma das parceiras
Pelo menos uma vez por ano, algumas pessoas fazem aquela limpeza no guarda roupas e pensam no que fazer com peças que não servem mais ou que já não combinam com o novo estilo de vida. A partir daí, as roupas são direcionadas para doação ou para revenda em sites ou brechós. Muitas, ainda, acabam sendo descartadas, mesmo com condições de uso. Enquanto isso, a fabricante não tem ideia de qual fim tiveram as peças produzidas.
De olho nessa oportunidade, a startup britânica Stuffstr resolveu aprimorar o trabalho de recolhimento e repasse de roupas de segunda mão. Eles coletam e armazenam dados dos produtos por até cinco anos. Os clientes então podem pesquisar para descobrir quanto a empresa pagará para comprar o item de volta.
A startup coleta o item do consumidor e leva para o local de triagem, que analisa se a peça ainda tem condições de uso. As que têm são direcionadas de volta às empresas; já as que têm perda total vão para reciclagem. A Stuffstr, então, envia essas informações de volta às marcas, com base nas condições das roupas devolvidas.
As marcas podem usar essas informações para planejar o desenvolvimento futuro de produtos, visando melhor durabilidade, e ajustar os preços que oferecem aos consumidores pelos itens usados.
Com isso, a startup argumenta que os consumidores ganham um dinheiro extra, o desperdício é reduzido e as marcas obtêm dados e informações valiosas sobre as peças e os clientes. As primeiras parcerias da Stuffstr foram com as empresas John Lewis e Adidas. Ao entrar no site das marcas, o cliente se depara com a possibilidade de vender peças usadas para a startup.
À Forbes, o co-fundador da Stuffstr, John Atcheson disse que a startup está “em uma posição única para poder oferecer aos consumidores um nível sem precedentes de transparência sobre o que acontece com o material – onde é revendido e por quanto – e até o que acontece se não puder ser revendido e for direcionado para a reciclagem. 70% de tudo o que estamos comprando vai para aterros, mesmo que ainda seja utilizável”, diz. De acordo com ele, a ideia é fechar o ciclo de uso das peças e reduzir o descarte desnecessário.
Disponível em: <https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Moda/noticia/2020/01/esta-startup-compra-roupasusadas-e-devolve-para-fabricantes-revende-las.html>. Acesso em: 29 jan. 2020