Por trás do hábito de fugir da categoria explanatória “a
fim de” e substituí-la pela categoria “por causa de”, se
encontra o pressuposto tácito, ocasionalmente articulado, porém sobretudo inconsciente e dificilmente questionado, de que “as coisas são como são” e “natureza é
natureza – ponto final”, assim como a convicção de que
há pouco ou nada que os agentes – sozinhos, em grupo
ou coletivamente – possam mudar no que se refere aos
veredictos da natureza.
(Zygmunt Bauman, Para que serve a sociologia?, 2015)
Para Bauman, o resultado do hábito generalizado das
pessoas comuns, mencionado no excerto, é uma