Texto 2 Em SC, garoto-herói salva bebê em incêndio
Acredite: super-heróis realmente
existem. E o garoto Riquelme Wesley dos
Santos, de apenas cinco anos, é um deles.
Fantasiado de Homem-Aranha, ele entrou
em uma casa no meio de um incêndio para
salvar um bebê, de um ano e 10 meses. Da
residência, nada sobrou. Ficou a lição de
alguém que arriscou a sua jovem vida para
preservar a de outro, e a felicidade de uma
família que, apesar de não ter mais a própria
casa, continua unida.
O fato ocorreu na localidade de São
Sebastião, no pequeno município de
Palmeira, na serra catarinense. Era fim de
tarde de quinta-feira, quando Riquelme
brincava de carrinho na casa da vizinha,
Lucilene Córdova dos Santos, 36 anos.
Enquanto ela lavava roupas nos fundos
da casa, a filha mais nova, Andrieli dos
Santos, de um ano e 10 meses, dormia
no berço, no quarto da frente. Riquelme
brincava no pátio com o irmão de Andrieli,
de dez anos, quando percebeu o início do
incêndio no quarto da menina.
Ele chamou Lucilene, que correu para
tentar socorrer a filha. Ao abrir a porta
do quarto, ela deparou-se com grandes
labaredas. O berço do bebê já era consumido
pelo fogo. A mãe entrou em pânico e saiu da
casa.
Quando começou a gritar e já pensava na
morte de Andrieli, aconteceu o inesperado.
- Não chora, tia, fica tranquila que eu
salvo a sua filha, disse Riquelme.
Lucilene tentou impedir o garoto, pois
sabia que ele também poderia morrer. Mas
ele não deu ouvidos, abaixou-se, tapou o
nariz com os dedos e entrou na casa. Foi
até o quarto onde Andrieli dormia, pegou-a
pela perna, retirou-a do berço e, em poucos
segundos, entregou-a nos braços da mãe.
Logo em seguida, os bombeiros
chegaram. Tudo o que havia dentro da
casa foi perdido, mas Andrieli e Riquelme
estavam salvos, sem sequer um arranhão
ou queimadura. No dia seguinte, o garoto
não falava em outra coisa.
Questionado se não teve medo, foi
enfático.
- Claro que não. O Homem-Aranha não
é fraco e não tem medo de nada.
Disponível em: . Acesso em: 15 set. 2013. Adaptado.
Mamãe Catita
O mundo cão jamais será o mesmo. Para
o bem. Mora na rua Operário Campista, na
cidade fluminense de Campos, uma cadela
vira-lata que todo mundo chama de Catita
– que aliás nem é nome porque catita é gíria
que quer dizer cadeia. E mora também nessa
rua um empertigado pit bull que atende por
Wolf (lobo em inglês). Eis que Catita pôs
Wolf para correr e fez dele um pit-lata. Ele
atacava na quarta-feira 24 o garoto de quatro
anos Lucas Martins (duas cirurgias no rosto)
quando Catita, que amamenta cinco filhotes,
entrou para a história. Teve o dorso mordido,
teve parte da orelha arrancada. Mas salvou
Lucas, que continua assustado e repete sem
parar: “Catita matou o cachorrão." Matar não
matou, mas fez o lobo chispar. A dona de
Catita, Elizabeth Tavares, é tia do garoto.
Pôs à venda os filhotes, R$ 100 cada um:
“São vira-latas. Mas filhos de uma heroína".
IstoÉ independente. Rio de Janeiro: Três, n.
1535, 03 mar. 1999. Disponível em: . Acesso em: 20 out. 2013.
Adaptado.
Os Textos I e II apresentam a ideia da seguinte frase:
Esta questão foi aplicada no ano de 2014 pela banca CESGRANRIO no concurso para LIQUIGÁS. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Análise Textual.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.