Aquele que sabe sem saber que sabe fica
eternamente dependente daquele que ensinou; poderá
apenas mostrar seu saber se isso lhe for solicitado.
Em contrapartida, aquele que sabe que sabe pode mobilizar
seus saberes e seu savoir-faire, por sua própria iniciativa, em
função das situações diante das quais se encontra.
Philippe Meirieu. Aprender... sim, mas como?
Porto Alegre: Artmed, 1998, p. 99.
Considerando o texto acima, julgue o item.
A avaliação para a aprendizagem, a partir de uma
abordagem crítica, deve representar, para o estudante,
um instrumento de tomada de consciência sobre a
aquisição de suas aprendizagens, permitindo que se
verifique o que já foi aprendido e que se constituam os
meios necessários para continuar avançando, em
relação àquilo que ainda não foi aprendido, mas é
necessário à sua formação. Do ponto de vista do
professor, constitui-se como instrumento aliado à
reorganização do trabalho pedagógico, especificamente
em relação às suas práticas de ensino, rompendo com
processos autoritários e arbitrários e ajustando-as em
função das aprendizagens e lacunas demonstradas pelos
estudantes, histórica e socialmente referenciadas.