O documento sobre autenticidade, resultante da Conferência
de Nara (1994), concebido no espírito da Carta de Veneza
(1964), desenvolve e amplia os conceitos referentes ao
escopo do que é patrimônio cultural e seus interesses no
mundo contemporâneo.
No que tange aos valores e à autenticidade, segundo a
Conferência de Nara, assinale a afirmativa correta
A O patrimônio arquitetônico é um capital espiritual, cultural,
econômico e social cujos valores são insubstituíveis.
Cada geração dá uma interpretação diferente ao passado
e dele extrai novas idéias. Qualquer diminuição desse
capital é, portanto, mais um empobrecimento cuja perda
em valores acumulados não pode ser compensada,
mesmo por criações de alta qualidade.
B O tema autenticidade passa pelo de identidade, que é
mutável e dinâmica e que pode adaptar, valorizar,
desvalorizar e revalorizar os aspectos formais e os
conteúdos simbólicos de nossos patrimônios.
C A valorização do patrimônio monumental e artístico
implica uma ação sistemática, eminentemente técnica, no
sentido de utilizar todos e cada um desses bens
conforme a sua natureza, destacando e exaltando suas
características e méritos, até colocá-los em condições de
cumprir plenamente a nova função a que estão
destinados.
D Todos os julgamentos sobre atribuição de valores
conferidos às características culturais de um bem, assim
como a credibilidade das pesquisas realizadas, podem
diferir de cultura para cultura, e mesmo dentro de uma
mesma cultura, não sendo, portanto, possível basear os
julgamentos de valor e autenticidade em critérios fixos. Ao
contrário, o respeito devido a todas as culturas exige que
as características de um determinado patrimônio sejam
consideradas e julgadas nos contextos culturais aos
quais pertençam.
E A autenticidade dos nossos recursos culturais
fundamenta-se na identificação, na avaliação e na
interpretação dos seus verdadeiros valores conforme
compreendidos no passado, pelos nossos antepassados,
e no presente, por nós mesmos, como uma comunidade
envolvente e diversa. Assim sendo, as Américas devem
reconhecer os valores das maiorias e das minorias sem
imporem uma predominância hierárquica de uma cultura
e dos seus valores sobre as dos outros.