O antropólogo norte-americano Clifford Geertz é uma das principais referências da antropologia
simbólica. Geertz, por sua vez, identifica Max Weber como uma de suas principais influências.
Sobre esse antropólogo, Thomas Eriksen e Finn Nielsen (2010, p. 125) afirmam:
Geertz, em sua obra inicial, [distinguiu] cuidadosamente entre duas “lógicas de
integração”: a sociedade, ou a estrutura social, era integrada “causal-funcionalmente”,
enquanto a cultura, ou o reino simbólico, era integrada “lógico-significativamente”.
Os dois subsistemas, dizia ele, fiel à “trégua” dos anos 1950, podiam em princípio
ser estudados independentemente um do outro. [...] [Geertz passou] a promover uma
ideia de cultura como um sistema independente, autossustentável, que podia
perfeitamente bem ser estudado sem levar em consideração condições sociais.
ERIKSEN, T.; NIELSEN, F. História da antropologia. Petrópolis: Vozes, 2010.
De acordo com Eriksen e Nielsen, Geertz desenvolveu uma extensa obra explorando a ideia de que
a tarefa do antropólogo é