Escrito com o sangue e revisado pelo medo e pelo silêncio da sociedade, não é um livro como outro qualquer, ele
foi impresso na pele das pessoas em páginas e páginas de histórias tristes, que, como um livro de areia de Jorge
Luis Borges, não acaba nunca.
É fácil reconhecê-lo pela capa, é uma gente simples, amanhecida pelo suor do trabalho e marejada pelos olhos
tristes do sofrimento.
Ironicamente, é um livro extraordinário, os personagens gritam, mas o leitor, entorpecido pelo próprio umbigo,
simplesmente não escuta.
O final todos já sabem, foram infelizes para sempre.
VAZ, Sérgio. Flores de alvenaria. São Paulo: Global editora, 2021. p. 57.
Sobre as relações intertextuais presentes no poema em prosa acima, assinale a alternativa INCORRETA.