Após a Segunda Guerra Mundial, no cenário da Ciência Geográfica surge a chamada Nova Geografia, que
visava suplantar a Geografia Tradicional e ultrapassar seus limites na compreensão do espaço. Essa corrente
de pensamento geográfico
A levou em consideração a análise quantitativa do espaço, com flagrante tendência naturalista, embora
buscasse uma análise sistêmica. Considera o homem como elemento do espaço, mas profundamente
ligado à natureza numa relação marcada pelo determinismo.
B interpreta o espaço a partir do materialismo histórico e dialético, considerando o homem como sujeito ativo
na produção de um espaço global. A partir de uma análise dialética, interpreta a relação sociedade x
espaço como a compreensão do conjunto das formas espaciais e dinâmicas que lhes caracterizam.
C investiu na análise espacial sistêmica, levando em consideração os elementos espaciais como
interdependentes. Essa vertente considera em sua análise espacial os subsistemas históricos e
subsistemas naturais e suas várias possibilidades de interrelações.
D manifestou-se sobretudo por meio da quantificação, desconsiderando o homem em sentido amplo e o
espaço destemporalizado e desumanizado. Desconsidera os movimentos sociais, eliminando de suas
preocupações o espaço das sociedades em movimento permanente.
E considerou as ideias marxistas para leitura do mundo, considerando as sociedades como produtoras do
espaço e das desigualdades. As atividades produtivas e a divisão do trabalho são o cerne de análise
dessa vertente, preocupada com as contradições expressas no espaço.