O trecho destacado a seguir, de R. Faoro, discorre sobre o
exercício do poder no período Imperial do Brasil:
“Na base da pirâmide, o povo, na forma do dogma liberal,
transmite o sangue e a vida, a energia e a legitimidade ao
poder político. Dom Pedro I não esperou pela deliberação da
Assembleia Constituinte para aceitar o cetro de imperador: sua
qualidade deriva do ato do Ipiranga. Entre o rei e o povo não
houve um pacto, discutido e concedido, mas a adesão ao líder
e chefe, com o carisma sobreposto ao vínculo tradicional,
legado pela dinastia de Bragança.”
Fonte: FAORO, Raymundo. Os donos do poder: formação do patronato
político brasileiro. Biblioteca Azul. 2012, p. 61.
Sobre a História do Estado brasileiro, há desde as origens do
país uma profunda relação de desconexão entre a sociedade
civil e as cortes no século XIX. Esse problema resume-se em