O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
“Defendo vigorosamente a opinião de que aquilo que os historiadores investigam é real. O ponto do qual os
historiadores devem partir, por mais longe dele que possam chegar, é a distinção fundamental e, para eles,
absolutamente central, entre fato comprovável e ficção, entre declarações históricas baseadas em evidências e
sujeitas a evidenciação e aquelas que não o são.
[...] Acredito que sem a distinção entre o que é e o que não é assim, não pode haver história. Roma derrotou e
destruiu Cartago nas Guerras Púnicas, e não o contrário. O modo como montamos e interpretamos nossa amostra escolhida de dados verificáveis (que pode incluir não só o que aconteceu, mas o que as pessoas pensaram a respeito)
é outra questão”.
A compreensão da história envolve uma complexa análise que precisa estar assentada em abordagens teóricas que
servem de lentes para interpretar os eventos. Apesar das divergências historiográficas, todas estão empenhadas em
um projeto de produção intelectual responsável que objetiva trazer entendimento sobre o passado e como o mundo
passou a ser como é hoje.
Com base no seu conhecimento sobre perspectivas teóricas historiográficas, analise as afirmações a seguir:
I. A Escola dos Annales, fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre, revolucionou a historiografia ao incorporar o
estudo das mentalidades e das estruturas sociais de longa duração, desafiando o foco tradicional nos eventos
políticos e nas grandes figuras históricas.
II. O Positivismo, defendido por Auguste Comte, é uma abordagem historiográfica que enfatiza a subjetividade na
interpretação dos eventos históricos, priorizando narrativas literárias e pessoais ao invés de fatos comprováveis.
III. A História Cultural, que ganhou destaque no século XX, rejeita completamente o uso de fontes documentais e se
baseia exclusivamente em análises literárias e artísticas para entender o passado.
IV. O Marxismo estabelece a análise a partir das estruturas econômicas e das relações de classe como determinantes
fundamentais dos processos históricos, enfatizando a luta de classes como motor da história.
V. O Pós-estruturalismo/pós-modernismo questiona a objetividade e a linearidade da história, destacando a
multiplicidade de narrativas e a influência do poder e do discurso na construção do conhecimento histórico.
É correto o que se afirma em: