Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941200056178

No trecho “Certa vez, talvez por brincadeira, um ateniense pergunto...

📅 2019🏢 CIEE🎯 TJ-DFT📚 Língua Portuguesa
#Advérbios#Morfologia

1

457941200056178
Ano: 2019Banca: CIEEOrganização: TJ-DFTDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Advérbios | Morfologia
Texto associado

    Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência, os antigos gregos costumavam consultar os deuses (naquela época, não havia psicanalistas). Para isso, existiam os oráculos – locais sagrados onde os seres imortais se manifestavam, devidamente encarnados em suas sacerdotisas. Certa vez, talvez por brincadeira, um ateniense perguntou ao conceituado oráculo de Delfos se haveria na Grécia alguém mais sábio que o esquisitão Sócrates. A resposta foi sumária: “não”.

    O inesperado elogio divino chegou aos ouvidos de Sócrates, causando-lhe uma profunda sensação de estranheza. Afinal de contas, ele jamais havia se considerado um grande sábio. Pelo contrário: considerava-se tão ignorante quanto o resto da humanidade. Após muito meditar sobre as palavras do oráculo, Sócrates chegou à conclusão de que mudaria sua vida (e a história do pensamento). Se ele era o homem mais sábio da Grécia, então o verdadeiro sábio é aquele que tem consciência da própria ignorância. Para colocar à prova sua descoberta, ele foi ter com um dos figurões intelectuais da época. Após algumas horas de conversa, percebeu que a autoproclamada sabedoria do sujeito era uma casca vazia. E concluiu: “Mais sábio que esse homem eu sou. É provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um tantinho mais sábio que ele exatamente por não supor saber o que não sei”. A partir daí, Sócrates começou uma cruzada pessoal contra a falsa sabedoria humana – e não havia melhor palco para essa empreitada que a vaidosíssima Atenas. Em suas próprias palavras, ele se tornou um “vagabundo loquaz” – uma usina ambulante de insolência iluminadora, movida pelo célebre bordão que Sócrates legou à posteridade: “Só sei que nada sei”.

    Para sua tarefa audaz, Sócrates empregou o método aprendido com os professores sofistas. Mas havia grandes diferenças entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres. Em primeiro lugar, Sócrates não cobrava dinheiro por suas “lições” – aceitava conversar com qualquer pessoa, desde escravos até políticos poderosos, sem ganhar um tostão. Além disso, os diálogos de Sócrates não serviam para defender essa ou aquela posição ideológica, mas para questionar a tudo e a todos sem distinção. Ele geralmente começava seus debates com perguntas diretas sobre temas elementares: “O que é o amor?” “O que é a virtude?” “O que é a mentira?” Em seguida, destrinchava as respostas que lhe eram dadas, questionando o significado de cada palavra. E continuava fazendo perguntas em cima de perguntas, até levar os exaustos interlocutores a conclusões opostas às que haviam dado inicialmente – e tudo isso num tom perfeitamente amigável. Assim, o pensador demonstrava uma verdade que até hoje continua universal: na maior parte do tempo, a grande maioria das pessoas (especialmente as que se consideram mais sabichonas) não sabe do que está falando.

(José Francisco Botelho. Revista Vida Simples. Edição 91. Com adaptações.)

No trecho “Certa vez, talvez por brincadeira, um ateniense perguntou ao conceituado oráculo de Delfos se haveria na Grécia alguém mais sábio que o esquisitão Sócrates.” (1º§), a expressão “talvez” exprime circunstância de:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Esta questão foi aplicada no ano de 2019 pela banca CIEE no concurso para TJ-DFT. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Advérbios, Morfologia.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200068765Língua Portuguesa

Qual alternativa a seguir traz uma palavra oxítona retirada do texto?

#Ortografia#Acentuação Gráfica: Tipos de Palavras
Questão 457941200164761Língua Portuguesa

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à classe de palavras, assinale a alternativa em que o verbo destacado esteja conjugado de f...

#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal
Questão 457941200259337Língua Portuguesa

Assinale a afirmativa descrita do texto que exprime circunstância de tempo.

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941200289977Língua Portuguesa

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à ortografia, assinale a alternativa correta.

#Uso de Letras Maiúsculas#Ortografia
Questão 457941200762748Língua Portuguesa

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, analise a frase abaixo, transcrita do texto, e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta um...

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941200898437Língua Portuguesa

Em “E o demônio passeia pelo mundo, glorioso e impune.” (6º§), a expressão “glorioso” significa

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941201533241Língua Portuguesa

Em relação à ortografia e de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.

#Uso de Letras Maiúsculas#Ortografia
Questão 457941201551548Língua Portuguesa

Em “Então Deus puniu a minha loucura e soberba (...)” (1º§), os termos destacados podem ser substituídos, sem perda semântica por, respectivamente:

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941201797993Língua Portuguesa

Qual a alternativa INCORRETA em relação ao texto?

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941202049288Língua Portuguesa

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e com a gramática normativa, quanto à concordância nominal, assinale a alternativa correta.

#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre AdvérbiosQuestões do CIEE