Leia os dois trechos a seguir:
“Essa responsabilidade vicária por coisas que
não fizemos, esse assumir as consequências
por atos de que somos inteiramente inocentes,
é o preço que pagamos pelo fato de levarmos
a nossa vida não conosco mesmos, mas entre
nossos semelhantes, e de que a faculdade política
par excellence, só pode ser tornada real numa
das muitas e múltiplas formas de comunidade
humana.” (ARENDT, Hannah. Responsabilidade
e Julgamento. São Paulo: Companhia das Letras,
2004, p. 225).
“Já existe na moral tradicional um caso de
responsabilidade e obrigação elementar não
recíproca (que comove profundamente o simples
espectador) e que é reconhecido e praticado
espontaneamente: a responsabilidade para
com os filhos, que sucumbiriam se a procriação
não prosseguisse por meio da precaução e
da assistência.” (JONAS, Hans. O Princípio Responsabilidade: ensaio de uma ética para
a civilização tecnológica. Rio de Janeiro:
Contraponto, 2006, p. 89).
A responsabilidade, segundo esses dois filósofos,
deve ser tomada como princípio básico para
nossas ações, cujo caráter é moral e político.
Arendt e Jonas compartilham qual o entendimento
sobre a responsabilidade?