Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941200078197

No trecho “A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até pe...

📅 2023🏢 Instituto Consulplan🎯 Prefeitura de Jequié - BA📚 Língua Portuguesa
#Orações Coordenadas Sindéticas#Sintaxe

Esta questão foi aplicada no ano de 2023 pela banca Instituto Consulplan no concurso para Prefeitura de Jequié - BA. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Orações Coordenadas Sindéticas, Sintaxe.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941200078197
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Língua PortuguesaTemas: Orações Coordenadas Sindéticas | Sintaxe
Texto associado
Tuim criado no dedo


    João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente, mas de dentro daquela casa de João-de-barro vinha uma espécie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim… 
    A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até perto, depois com uma vara de bambu conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando até o outro menino apanhar. Dentro, naquele quartinho que fica bem escondido depois do corredor de entrada para o vento não incomodar, havia três filhotes, não de João-de-barro, mas de tuim.
    Você conhece, não? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim é capaz de ser menor. Tem bico redondo e rabo curto e é todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar. Três filhotes, um mais feio que o outro, ainda sem penas, os três chorando.

    O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles, um morreu, outro morreu, ficou um. Geralmente se cria em casa é casal de tuim, especialmente para se apreciar o namorinho deles.

    Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roça, criado no dedo. Passava o dia solto, esvoaçando em volta da casa da fazenda, comendo sementinhas de imbaúba.

     Mas o pai disse: “menino, você está criando muito amor a esse bicho, quero avisar: tuim é acostumado a viver em bando. Esse bichinho se acostuma assim, toda tarde vem procurar sua gaiola para dormir, mas no dia que passar pela fazenda um bando de tuins, adeus. Ou você prende o tuim ou ele vai embora com os outros, mesmo ele estando preso e ouvindo o bando passar, está arriscado ele morrer de tristeza”.

     Aquilo encheu de medo o coração do menino. Soltar um pouquinho no quintal não devia ser perigo, desde que ficasse perto, se ele quisesse voar para longe era só chamar, que voltava, mas uma vez não voltou.

    Teve uma ideia, foi ao armazém de “seu” Perrota: “tem gaiola para vender?” Disseram que tinha. “Venderam alguma gaiola hoje?” Tinham vendido uma para uma casa ali perto.

     Foi lá, chorando, disse ao dono da casa: “se não prenderam o meu tuim então por que o senhor comprou gaiola hoje?”

    O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto, não sabia que chamava tuim. Ofereceu comprar, o filho dele gostara tanto, ia ficar desapontado quando voltasse da escola e não achasse mais o bichinho. “Não senhor, o tuim é meu, foi criado por mim.”

    Voltou para casa com o tuim no dedo.

    Pegou uma tesoura: era triste, era uma judiação, mas era preciso, cortou as asinhas, assim o bichinho poderia andar solto no quintal, e nunca mais fugiria.

    Depois foi dentro de casa para fazer uma coisa que estava precisando fazer, e, quando voltou para dar comida a seu tuim, viu só algumas penas verdes e as manchas de sangue no cimento. Subiu num caixote para olhar por cima do muro, e ainda viu o vulto de um gato ruivo que sumia.

     Acabou-se a triste história do tuim.


(BRAGA, Rubem. Livro “Ai de ti, Copacabana”. Rio de Janeiro: Record,
2010. Adaptado.)
No trecho “A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até perto, [...]” (2º§), é correto afirmar que há a ideia de:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200683612Língua Portuguesa

A oração sublinhada em “Nós o amávamos timidamente, ainda, contemplando-lhe linhas, esmaltes, metais, forro... – mas o vendedor proclamava, acima de t...

#Sintaxe
Questão 457941200959417Língua Portuguesa

A linguagem pode ser manipulada em função de objetivos específicos, o que caracteriza a ocorrência das figuras de linguagem. Tendo em vista que hipérb...

#Recursos Estilísticos#Análise Textual
Questão 457941201326052Língua Portuguesa

Releia: “[...] observei que as nossas notícias seguem na primeira página quando narram feitos extraordinários, para o bem e para o mal.” (6º§) Assinal...

#Morfossintaxe da Palavra 'QUE'#Morfossintaxe da Palavra 'QUE'
Questão 457941201896976Língua Portuguesa

Algumas palavras ou expressões assumem sentido conotativo segundo o contexto no qual estão inseridas. Isso ocorre em:

#Sentido Literal e Figurado#Análise Textual
Questão 457941201922214Língua Portuguesa

O sentido literal é o significado exato de uma palavra ou expressão, que pode ser compreendido sem contexto. Segundo Costa Val, […] “pode-se definir t...

#Compreensão e Interpretação Textual#Sentido Literal e Figurado#Análise Textual
Questão 457941201997890Língua Portuguesa

É correto afirmar que, ao afirmar que “Uísque é o cachorro engarrafado” (1º§), Vinicius de Moraes propõe metáfora em referência ao conhecimento popula...

#Recursos Estilísticos#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Orações Coordenadas SindéticasQuestões do Instituto Consulplan