“O saber histórico se fundamenta na autópsia (o fato de ver por si mesmo) e se
organiza com base nos dados fornecidos por essa; o olhar está no centro da história, e
a história se faz no presente. Saber historicamente é ter um conhecimento claro e
distinto, é também o saphes skopein, “ver claro”, descobrir em sua clareza” ou, ainda,
saphos heurin, “encontrar claramente”, “tornar evidente”. Saber histórico é ver”.
HARTOG, François. Evidência da história: o que os historiadores veem. Belo Horizonte: Autêntica, 2011, p. 64.
O pequeno texto retirado do livro de François Hartog dá ideia de sua visão sobre o
modo de ver do historiador. Para ver claro, segundo Hartog, é preciso examinar os
testemunhos que temos diante de nós, sejam eles das testemunhas/ dos historiadores
ou só das testemunhas, como no caso daquelas que viveram o Holocausto. Pode-se
afirmar, então, que: