A barreira hematoencefálica, cujo conceito foi introduzido por Paul Erlich, consiste de uma camada de células endoteliais unidas por junções firmes (“tight junctions”). Qual alternativa explica o uso da domperidona, um antagonista dos receptores dopaminérgicos, que não penetra na barreira hematoencefálica, em pacientes com doença de Parkinson avançada:
A A domperidona tem acesso aos receptores da inflamação quando se trata de paciente com doença de Parkinson, uma vez que a inflamação rompe a integridade da barreira hematoencefálica possibilitando a penetração, no cérebro, de substâncias impermeantes.
B A domperidona tem acesso aos receptores muscarínicos, prevenindo complicações da terapia com agonistas dopaminérgicos. Dessa forma, o paciente controla os movimentos provocados pela doença de Parkinson e previne a ocorrência de constipação intestinal pelo uso de dopaminérgicos.
C A domperidona não pode ser utilizada para o tratamento da doença de Parkinson, porque não atravessa a barreira hematoencefálica em nenhuma situação patológica, dessa forma o tratamento de náuseas na doença de Parkinson desse ser feita por outra classe terapêutica
D A domperidona se liga a receptores serotoninérgicos, atravessando a barreira hematoencefálica nos locais mais afetados pela doença de Parkinson no cérebro, uma vez que nestes locais a barreira hematoencefálica é destruída.
E A domperidona tem acesso à zona de gatilho quimiorreceptora, prevenindo as náuseas causadas por agonistas da dopamina utilizados no tratamento da doença de Parkinson. Assim, não há perda de eficácia, uma vez que os receptores da dopamina dos gânglios da base são apenas acessíveis às substâncias que atravessam a barreira hematoencefálica