Nos anos 1980, afirmou-se a abordagem “Estética do Cotidiano”,
cujos divulgadores foram Ivone Richter e Marcos Vilela, os quais
propuseram um olhar sobre a realidade diária, considerando
aspectos estéticos do entorno, da natureza e da cultura:
Trabalhar com a estética do cotidiano no ensino das artes visuais
supõe ampliar o conceito de arte e de experiência estética.
Somente desta forma é possível combater os conceitos de arte
oriundos da visão das artes visuais como ‘belas artes’, ‘arte
erudita’ ou ‘arte maior’, em contraposição à ideia de ‘artes
menores’ ou ‘artes populares’. A própria denominação de folclore
e artesanato já vem carregada de preconceito, uma vez que esse
termo foi utilizado para representar a arte ‘do outro’, daquele que
não tinha acesso às camadas mais eruditas da sociedade; e o
termo artesanato tem sido vinculado à ideia da reprodução sem
criação, ou sem uma maior perfeição técnica.
Adaptado de Ivone Mendes Ritcher. Interculturalidade e Estética do Cotidiano no
Ensino das Artes Visuais. Campinas, São Paulo, 2000, p. 11
Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir sobre a
proposta metodológica “Estética do Cotidiano”.
I. Amplia o conceito de arte e adota uma visão antropológica de
cultura que dissolve as fronteiras entre arte popular erudita.
II. Privilegia a multiculturalidade e contempla a possibilidade de
que o cotidiano seja fonte de experiências estéticas.
III. Relaciona a experiência estética com o reconhecimento do
belo e do valor intrínseco da obra de arte.
Está correto o que se afirma em