A eletroconvulsoterapia (ECT) é o tratamento somático mais antigo dentre os ainda utilizados na prática psiquiátrica atual e também o mais controverso. Sobre a ECT, é correto afirmar-se, exceto
A
é recomendada como tratamento agudo inicial para doença depressiva leve com alto risco de suicídio.
B
há superioridade da ECT unilateral direita sobre a bilateral, nos efeitos colaterais cognitivos, especialmente os mnêmicos, embora a eficácia seja a mesma.
C
pacientes que se submeteram à ECT com pulso ultrabreve (0,3 milissegundo), em aplicações unilaterais direitas, para o tratamento da depressão, necessitaram de muito mais aplicações do que aqueles que se submeteram à ECT bilateral com pulsos breves, buscando o mesmo objetivo.
D
é ocasionalmente empregada para um subgrupo de pacientes esquizofrênicos com sintomas catatônicos ou na presença de sintomas importantes de depressão comórbida, como recusa alimentar ou pensamentos suicidas.
E
o procedimento deverá sempre ser feito sob anestesia, e os anestésicos, assim como os bloqueadores neuromusculares e as medicações coadjuvantes, respeitarão as melhores indicações para cada paciente.