“O discurso pedagógico da atualidade defende por unanimidade,
em nível nacional e internacional, o compromisso com ideias ou
objetivos educacionais, tais como desenvolver o pensamento
autônomo, aprender a enfrentar os problemas da vida social,
superando-os em casa, no trabalho, no mundo ao redor, tomar
iniciativas, expressar pensamentos e ideias, saber ouvir e trabalhar
em grupo. A meta principal da educação resume-se, então, em
formar pessoas completas, jovens capazes de viver a própria vida
por inteiro.”
(AMARAL, Maria Nazaré de Camargo Pacheco. Ciências do espírito: relações entre
história e educação. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK,
Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012.
p. 61).
“A abertura a uma história mais plural foi reclamada pelos países
que vivenciaram, no século XX, transformações estruturantes. No
Brasil, por exemplo, o final do século XX impôs transformações
profundas à sociedade. A área de ensino de História surgiu no final
dos anos 1970 e início dos anos 1980 no período de abertura
política e do processo de redemocratização do país. Foi diante
desse contexto de vivência democrática que cresceu o sentimento
de insatisfação com o modelo escolar-acadêmico, que pregava a
ideia de um ensino submisso e subserviente ao poder de estado. A
democracia exigia indivíduos ativos e críticos para que seu projeto
inclusivo pudesse existir.”
(RIBEIRO, Renilson Rosa; SANTOS, Amauri, Júnior da. Historiografia escolar e
Historiografia acadêmica: relações possíveis na produção do conhecimento sobre
ensinar e aprender História. In: ANDRADE, Juliana Alves de; PEREIRA, Nilton Mullet.
Ensino de História e suas práticas de pesquisa. São Leopoldo: Oikos, 2021. p. 24)
O diálogo entre a História acadêmica e o ensino de História tem
contribuído para a reflexão teórica sobre a pesquisa em história e
seu ensino.
A partir da leitura dos textos sobre pedagogia e o ensino de
História, é correto afirmar que a aproximação entre eles está
relacionada à