Ela [Germa] não respondeu, pôs-se de súbito a baloiçar-se desastradamente, como uma criança que explora o
perigo dum jogo; a cadeira esquiava pelo soalho, embatendo contra as ripas que sustinham os montes de pero-pipo,
das enormes três-num-prato que enrugavam a sua pele ferrugenta, ou as maçãs eivadas de vermelho, que o povo
chama machiadas e desprendem um activo perfume, fresco e selvagem.
BESSA-LUÍS, Agustina. A Sibila. Lisboa: Guimarães Editores, 2009. p. 248.
Em A Sibila, de Agustina Bessa-Luís, o objeto cadeira de balanço assume papel simbólico na construção
da narrativa, pois representa a