Ao analisar o Estado brasileiro nas décadas iniciais da República, a professora Cláudia Viscardi, afirmou:
1) Muito embora os setores relacionados direta ou indiretamente a exportação do café fossem
politicamente hegemônicos, oligarquias ditas de segunda ou terceira grandeza (elites fluminenses,
gaúchas, baianas, etc.) tiveram importância significativa nos processos de decisão política em curso;
2) Muito embora a aliança entre Minas e São Paulo tenha sido hegemônica, ela não impediu a construção
de eixos alternativos de poder por parte de outros setores a ela não vinculados;
3) A despeito do Estado Nacional ter a sua sustentação vinculada ao contínuo fluxo de capital estrangeiro
para o país - cujo principal meio era a exportação do café - a política econômica implantada visava
também garantir a estabilidade das finanças públicas e o atendimento a compromissos financeiros junto
aos credores internacionais, o que muitas vezes fez com que os interesses corporativos dos cafeicultores
fossem contrariados.
VISCARDI, Cláudia Maria Ribeiro. O federalismo oligárquico brasileiro: uma revisão da "política do café-com-leite". In: Anuario IEHS:
Instituto de Estudios histórico Sociales. n. 16, 2001, p. 74
Considerando as reflexões de Viscardi, pode-se observar que, nas primeiras três décadas do século XX,